O Poder dos Símbolos VIII

· Sabedoria

INDICE PODER DOS SIMBOLOS VI

ÍNDICE

OS PLANETAS E OS ELEMENTOS
Júpiter, O gigante protetor
Relembrando os Elementos
Os significados dos planetas a partir das Qualidades Primitivas
Vejamos abaixo os significados de cada símbolo e sua função potencial
DEUSES NÓRDICOS E OS QUATRO ELEMENTOS
Runas
Runas e os Elementos
Elementos x deuses
Dias da Semana
A Mitologia
TETRAGRAMMATON
Origens
Chave dos cinco elementos
Primeiros usos conhecidos
Simbolismo
Detalhando o símbolo
AURA
O que é aura?
Entenda o significado das cores da sua aura
Universo
O Corpo Humano
Ciência
TRIQUETRA
Símbolo da Santíssima Trindade do Cristianismo
A TÁBUA DE ESMERALDA
Composição
Comentário Taoísta sobre a Tábua da Esmeralda

OS PLANETAS E OS ELEMENTOS

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            Podemos verificar nos livros, que a Terra não ocupa o centro do nosso sistema solar. Que o nosso sistema solar não está no centro da nossa Galáxia e nem a nossa Galáxia, a Via Láctea, está no centro do Universo. Portanto, a posição de nossa Terra não ocupa nenhum lugar privilegiado no cosmos. Para entendermos como essa ideia transformou a humanidade, se esse texto fosse escrito na Idade Média, seus autores seriam acusados de heresia e provavelmente seriam mortos na fogueira.

            Os biólogos descobriram que cada ser vivo na Terra é composto de mais de 90% de sua massa, de apenas quatro elementos químicos: hidrogênio (H), oxigênio (O), carbono (C) e nitrogênio (N). Esses quatro elementos e mais o hélio (He) e o neônio (Ne) fazem parte da lista dos seis elementos mais abundantes do Universo, sendo que o hélio e o neônio não combinam com quase nada. Logo, a vida terrestre é quase toda formada pelos ingredientes mais presentes e quimicamente ativos nos cosmos. Outros elementos químicos que compõe a massa da maioria da vida como conhecemos somam, na totalidade, menos de 1%. São eles: o fósforo (P), que é o mais importante e, em menores quantidades, o enxofre (S), o sódio (Na), o magnésio (Mg), o cloro (Cl), o potássio (K), o cálcio (Ca) e o ferro (Fe).

            Sabe-se que o nosso planeta é composto principalmente de oxigênio, ferro, silício e magnésio, e suas camadas mais externas são, na sua maior parte de oxigênio, silício, alumínio e ferro. Destes elementos, apenas o oxigênio aparecer na lista dos elementos mais abundantes para a vida. Verificando os oceanos da Terra, que são quase inteiramente de hidrogênio e oxigênio, é surpreendente que a vida liste o carbono e o nitrogênio entre seus elementos mais presentes, em vez do cloro, sódio, enxofre, cálcio ou potássio, que são elementos mais comuns, dissolvidos na água marinha. Como resultado, os elementos para existência da vida existem mais nos cosmos do que no nosso próprio planeta – um bom motivo para aqueles que esperam encontrar vida em outros planetas.

            Se a vida terrestre fosse composta de elementos raros no cosmos, como o nióbio, o bismuto, o gálio e o plutônio, aí sim, teríamos uma forte razão para acreditar que poderíamos ser especiais, e talvez, estarmos sozinhos no universo. Portanto, a composição química na Terra nos inclina a acreditar em possibilidades de vida em outros planetas, vidas essas formadas de elementos iguais aos usadas pela vida no nosso planeta. É claro que essas formas de vida podem ser, também, mais exóticas do que conhecemos ou podemos prever.

            Com os avanços da tecnologia, como o COBE, WMAP e HUBBLE, os astrofísicos conseguem deduzir, em sistemas estrelares, o período orbital de planetas, o seu tamanho, a massa mínima, a forma e sua distância média em relação ao seu sol. Esses dados aumentam o otimismo dos especialistas em encontrar planetas na Via Láctea onde a vida teria uma possibilidade maior de se desenvolver. A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) afirma que a descoberta da vida extraterrena vai ser descoberta nos próximos 20 anos com a ajuda do sucessor do HUBBLE, o JWST (James Webb Space Telescope) que poderá detectar a atmosfera dos planetas.

            De uma coisa podemos ter certeza, o ser humano não desistirá e está avançando cada vez mais para decifrar esse enigma. Vai chegar o dia em que vamos descobrir que não estamos mais sozinhos e que a vida existe em formas quase incontáveis no universo.

Antônio Aníbal Chaves é Físico e Matemático e Renato Ribeiro é professor de Física do Percurso Pré-vestibular e Enem.

Júpiter, O gigante protetor

            Nos anos 90, um evento astronômico sem precedentes animou a comunidade científica: a gravidade de Júpiter havia quebrado o cometa P/Shoemaker-Levy 9 em diversos pedaços. Foi a primeira vez em que os pesquisadores da Terra puderam apreciar a colisão de corpos que vieram de fora do Sistema Solar.

            Mas há um dado interessante nessa história e que nem sempre é divulgado: o cometa foi capturado pelo campo gravitacional de Júpiter cerca de 20 a 30 anos antes da colisão. Com essa informação em mente, é possível ter uma ideia de quão massivo e importante para a estabilidade do Sistema Solar esse gigante gasoso pode ser.

            Graças à sua massa, Júpiter acaba funcionando como uma espécie de “faxineiro” do Sistema Solar, sugando para ele diversos asteroides e corpos celestes que poderiam se chocar contra a Terra ou outros planetas, reduzindo em muito o número de impactos. É provável que isso tenha acontecido em setembro de 2012, quando um astrônomo amador flagrou Júpiter recebendo um impacto que poderia ter sido direcionado para a Terra.

            Faxineiro do Sistema Solar, mas com ressalvas

            Apesar de ser bem comum essa ideia de que Júpiter ajuda a proteger a nossa integridade, ela nunca foi estudada ou contestada de verdade. Segundo um artigo publicado pela Astrobiology Magazine, houve apenas um estudo acadêmico, no passado, sobre o assunto.

            Em 2013, uma nova pesquisa veio contestar essa ideia de que Júpiter é o nosso protetor. A razão? Simulações computacionais indicam que a presença de Júpiter não diminui, tanto assim, as chances de que corpos celestes atinjam a Terra.

Maria Luciana Rincón

            Um dos motivos que o planeta Terra, não esteja sob bombardeio frequente de cometas e meteoros são a existência e disposição dos outros corpos celestes, porque nossos planetas vizinhos lhe servem de escudo. O enorme campo gravitacional de Júpiter por exemplo, atrai boa parte da sujeira espacial que poderia destruir a Terra.

            Vários planetas contribuem para a vida na terra de alguma forma, e só sabemos disso estudando o nosso sistema solar. Veja o papel desempenhado pela Lua por exemplo, ela mantém um perfeito jogo de forças gravitacionais com a Terra, e evita que nosso planeta oscile demasiadamente enquanto gira em torno do próprio eixo. Se não fosse pelo efeito estabilizador da Lua, não estaríamos aqui, resumindo, os outros planetas servem justamente para existir vida na terra. Isto é muito raro, é realmente uma dádiva Divina.

            Gostaríamos de expor aqui qual a função de cada planeta ou lua em nosso sistema solar, com relação ao nosso planeta. No entanto ainda desconhecemos a particularidade e função de cada planeta, mais fiquem cientes de que nada existe por acaso, desde o mais pequeno grão de areia na praia de Copacabana, até o imenso e gigantesco planeta Júpiter!!!

Relembrando os Elementos

            Não é por acaso que os Elementos da Natureza – Terra, Ar, Fogo e Água são considerados pilares de sustentação do Universo. Toda a vida e existência gira em torno dessas essências Divinas, e sem uma delas que seja não seria possível criar a trama de informações e substâncias que compõem o Microcosmo e o Macrocosmo.

            A medicina foi por muito tempo baseada nas “qualidades” dos elementos, atribuídas por Aristóteles:

  • A Terra é Fria e Seca,
  • O Ar é Quente e Úmido,
  • OFogo é Quente e Seco,
  • A Água é Fria e Úmida.

            A partir do equilíbrio dessas qualidades no paciente, o médico curava seus males, para o caso de uma febre, por exemplo, seria aplicada a Água (em ervas relacionadas, a este elemento, cores, aromas, alimentos, unguentos),pois a febre é quente, e causa desidratação.

            A ciência também se baseava nesses conceitos, pois os estados da matéria até então conhecidos estavam diretamente ligados aos Elementos:

  • Terra – sólido,
  • Ar – gasoso,
  • Fogo – energia,
  • Água – líquido.

            Podemos observar as qualidades dos elementos em nosso corpo:

  • A Terra está presente em nossos ossos e carne,
  • O Ar em nossa respiração,
  • O Fogo nos impulsos elétricos de nosso cérebro e em nossa temperatura,
  • A Água compõe 70% de toda a nossa massa, além de ser representada por nosso sangue e outros fluídos.

            Interessante salientar que como o planeta Terra tem 75 % do elemento água, assim como no nosso corpo com predominância de 70%. Se compararmos seria o macrocosmo (planeta Terra) e o microcosmos (corpo físico) Desde de nossos ancestrais estamos ligados com aos quatro elementos. Os nativos tinham essa comunhão e utilizavam-se deles no seu dia a dia.

            Hoje, com a correria do cotidiano desconectamos deles, então está na hora de reconectar e estabelece este vínculo que nos une aos quatro elementos.

            As forças da natureza atuam em reciprocidade com o ser humano, pois fazemos parte de um todo. A natureza é uma dádiva Divina e os quatro elementos foram nos dado para criarmos uma vida de plenitude. Quando, nos conectamos de forma harmoniosa com eles, passaremos a ser conscientes de nossas funções e não mais usurpadores. Compartilhar e repartir sem destruir.

            Nas estações do ano, predominância de um dos quatro elementos:

  • Ar – Primavera
  • Fogo – Verão
  • Terra – Outono
  • Água – Inverno

            Influência dos quatro elementos nas cores:

  • FOGO_ vermelho, laranja e, principalmente, o amarelo-gema e o dourado.
  • ÁGUA- azul, azul-marinho, turquesa, azul-esverdeado ,branco, cinza e o prata.
  • AR- Tons de rosa, salmão, champanhe, lavanda, pink e azul claro.
  • TERRA-verde, ocre, caqui, bege, areia, amarelo claro, marrons quentes e claros.

            Influência dos quatro elementos nas formas geométricas:

  • Tetraedro (4 faces) representa o elemento: Fogo.
  • Cubo (6 faces) representa o elemento: Terra.
  • Octaedro (8 faces) representa o elemento : AR.
  • Icosaedro(20 faces) representa o elemento : Água.

            Através da meditação dos quatro elementos da Natureza, trazemos a força deles para o nosso interior. Fazer essa simbiose significa estar perceptivo a este mundo que nos “cerca”. Lembrar que somos parte desse Universo maravilhoso e reconhecer que estamos aqui para fazer algo especial, pois somos especiais.

  • Elemento água traz a sensibilidade, a emotividade e a empatia.
  • Elemento terra traz a estabilidade, a praticidade e o contato com a realidade.
  • Elemento fogo traz a iniciativa, o entusiasmo e a expressividade.
  • Elemento ar traz o pensamento racional, a intelectualidade e a sociabilidade.

            Podemos retratar o mundo em nossa volta com esse olhar mais dinâmico em relação a essa comunhão dos quatro elementos com o homem e o ser vivo. Reproduzir uma lavadeira lavando sua roupa no rio, vai além da primeira visão diante do retrato. Mostra os traços de um ser humano, sua vivência, se permitimos irmos mais além podemos adentrar a um ritual: a transmutação; a passagem do sujo para o limpo, através da água, elemento de purificação. Então, temos vários fatores que servem de subjacentes para descrever esta imagem.

            Passemos a observar os detalhes intrínsecos que a vida nos oferece, no caso os quatro elementos, através da percepção, da intuição, nem tudo os olhos podem ver, mas com certeza a nossa essência pode sentir, captar e transformá-los em Arte.

Texto da palestra dada no dia 28/05/2012, na Academia Vicentina de Artes e Ofícios: “Frei Gaspar da Madre de Deus”

Marcia Kennusar Gomes

Os significados dos planetas a partir das Qualidades Primitivas

            Na Astrologia, os significados dos planetas também são derivados, em parte, da simbologia das Qualidades Primitivas. Como a teoria das Qualidades Primitivas é um dos alicerces da Astrologia Tradicional, ela só é consistentemente aplicável aos 7 astros considerados por essa doutrina, do Sol até Saturno. Os planetas ditos modernos – Urano, Netuno e Plutão – seguem uma lógica diferenciada de interpretação e não serão considerados nessa teoria.

            Como se sabe, astronomicamente, O Sol e a Lua são luminares e não planetas, mas na simbologia (terminologia, vocabulário) astrológica eles são tratados, algumas vezes, como se fossem planetas, sem nenhuma perda conceitual de seus significados. Os astrólogos já estão cansados de saberem isso, mas vale fazer a observação para o leitor mais leigo.

            Feitas essas considerações, segue abaixo a proporcionalidade das qualidades primitivas, na definição da simbologia dos planetas, na Astrologia:

Sol: Q (5,5) > S (2)

Lua: U (6) > F(5)

Saturno: F (3,5) > S (3)

Júpiter: Q (1,5) > S (1)

Marte: S (3) > Q (2,5)

Vênus: U (4) > Q (0,5)

Mercúrio: F (1,5) > S (1)

            Observe que, diferente dos signos, há um sistema de pontuação, que nesse caso, foi definido pelo astrólogo do século XVII, Jean-Baptiste Morin de Villefranche (QUEIROZ, 1989). Devido aos limites desse texto, vou me isentar de explicar a matemática dessas proporções por enquanto, preferindo chamar a atenção para as implicações interpretativas dessa proporcionalidade, nesse momento.

            Observemos que o Sol é o “planeta” mais Quente derivando toda a sua significação conhecida de expansão, enquanto Júpiter que também têm a predominância do Quente sobre o Seco, funciona como um “pequeno Sol”, tendo também a sua significação de expansão, como planeta benéfico.

           Os maléficos, Marte e Saturno, são os planetas com maior índice de secura.

        Saturno e Mercúrio possuem uma estrutura parecida, tendo ambos a predominância do Frio sobre o Seco, mas a pontuação de Saturno é maior. São planetas que funcionam bem em signos de Terra (F+S), tanto que Saturno rege Capricórnio e Mercúrio rege e exalta Virgem, mas Saturno trata – por sua maior pontuação – da realidade mais concreta, enquanto Mercúrio tende a ser prático em questões mais conceituais. Por outro lado, Saturno funciona bem em signos mentais (como Aquário e Libra, e mesmo em Gêmeos), provavelmente por sua analogia com Mercúrio. Saturno também é um significador de intelectualidade, como Mercúrio.

            Vênus e a Lua são os planetas mais Úmidos, e por isso, ligados ao mundo emocional. Porém, enquanto a Lua (U>F) tende a reter, a absorver as impressões do mundo exterior nas emoções, devido ao componente Frio, que tem alta pontuação (apesar da predominância de Úmido), Vênus (U>Q) com sua pontuação de Quente, ainda que pequena, é menos instrospectivo, e mais social, sendo um significador mais direto dos relacionamentos interpessoais e dos vínculos do que a Lua (o que não exclui, de modo algum, essa última, até porque a Lua fala de reações emocionais, isto é, ela é mais reativa e isso também interfere nos relacionamentos). Vênus fala uma emocionalidade mais terna, exteriorizante, acolhedora, enquanto a Lua fala de uma emocionalidade mais reacional, instintiva e absorvente ou instrospectiva. Ambos os planetas, por seu excesso de Umidade, são planetas Femininos (Yin).

            Os Símbolos Planetários

            Círculo, semicírculo, cruz e seta

            Os símbolos (ou Glifos) planetários têm uma história e significado. Ao contrário do que muitos pensam, não são só desenhos aleatórios e desconexos. São ideias simples e singulares que se montam para criar um símbolo mais complexo, que consiga externar as energias envolvidas. Para saber mais sobre eles, devemos voltar séculos atrás, quando a astrologia andava de mãos dadas com a alquimia.

            Precursoras das ciências modernas como astronomia, a química, e a astrologia, a alquimia deu origem aos símbolos que até hoje usamos para representar os planetas e signos. Se esses símbolos foram conscientemente concebidos como combinações dos significados alquímicos (ou se sua correlação com símbolos alquímicos é pura coincidência ou sincronicidade), não importa. O que é digno de nota sobre eles é o seu uso ancestral, multicultural e internacional.

            Tais símbolos atravessaram várias culturas, civilizações e segmentos de tempo em tempo, na história humana até atingirem o nosso mundo contemporâneo, e isto foi uma tarefa muito árdua, principalmente em séculos mais recentes onde a ciência lógica e radical passou e obter domínio sobre temas mais etéreos e análogos.

            Para começar, vamos analisar os símbolos básicos, que nada mais são que os componentes que formam os diversos símbolos planetários:

            Círculo: espírito, essência, consciência, princípio uno, energias vitais de criação da vida.

            Crescente (ou semi-círuclo): receptividade, percepção, contato com novas realidades, assimilação. O Crescente pode captar vários níveis de informação:

  • Para cima em direção ao superconsciente;
  • Horizontalmente em direção à percepção do lado esquerdo ou direito do cérebro;
  • O para baixo, em direção ao subconsciente.

            Cruz: matéria, pragmatismo, aplicação prática, vivência mundana.

            Seta: indica o direcionamento da energia para um objetivo específico.

            Todos estes são símbolos que posteriormente se montam para expressar cada energia planetária e sua função dentro da mecânica astrológica. Ao se posicionarem nos signos e casas na delineação de um mapa astral, os arquétipos vão sendo filtrados e se tornando passíveis de novas interações, à medida que formam aspectos uns com os outros, gerando as energias complementares que irão influenciar na ação e manutenção da personalidade e dos acontecimentos na cronologia universal.

Vejamos abaixo os significados de cada símbolo e sua função potencial

            Sol

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            No glifo do Sol, o círculo do espírito e vitalidade contém um ponto no centro, que simboliza a posição centralizadora do Sol em relação ao resto dos nossos planetas. O Sol é em muitos aspectos a fonte de vida, a fonte primária de energia do nosso sistema planetário pessoal, o “Astro-Rei” nos dá a energia vital e poder criativo. Somos como um mini-sol em nossa co-relação astrológica e se formos inseguros, por exemplo, isso pode se manifestar como arrogância, falta de consideração com os outros e uma veia dramática.

            No entanto, se equilibrarmos todas as energias do arquétipo solar, avançaremos para o autocontrole, coragem e consideração. O Sol nos guia para o nosso propósito principal na vida através da integração de todos os níveis de consciência. Para exercitar este senso de Ego de uma maneira ideal, devemos também nos importar com as outras pessoas antes de efetivamente nos afirmarmos de forma equilibrada, alcançando assim a autoconfiança e a verdadeira coragem.

            Lua

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            A Lua é uma extensão da Terra. Como seu satélite, nos sintoniza com as impressões do aqui e agora. Muitas vezes ela traz referências do nosso passado pessoal e do passado coletivo, nos tentando a permanecer lá. No símbolo astrológico da Lua, as linhas crescentes são dobradas, indicando o alto nível de receptividade, reatividade, perceptividade e sensibilidade envolvidos.

            Enquanto a Lua física orbita a Terra, entre Vênus e Marte, ela geralmente vem imediatamente após o Sol nos esquemas astrológicos, uma vez que reflete a luz solar para o nosso planeta durante a noite. Os raios do Sol descem em suaves reflexos, enviados para nós pela Lua enquanto descansamos, restaurando nossas energias para as atividades do dia seguinte. Pelo alto grau de receptividade envolvido, o astro simboliza nossos sonhos, intuição e subconsciente.

            Mercúrio

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            No glifo de Mercúrio (também conhecido como Hermes, o mensageiro dos deuses) o Crescente acima simboliza a receptividade às percepções do superconsciente. Mercúrio é responsável pelas funções elementares do intelecto. O planeta torna possível comunicar nossas ideias, unindo o superconsciente, o consciente e o inconsciente à medida que nos relacionamos uns com os outros.

            Se o círculo abaixo do crescente estiver sob tensão, podemos nos tornar intelectualmente arrogantes. Se o crescente for muito acentuado, podemos nos tornar muito idealistas. Já se a Cruz (que fica abaixo do Círculo) tiver muito foco e destaque, pode indicar que uma maneira de se comunicar mais fria, calculista ou manipuladora, motivada pelo materialismo e impulsionada a partir do subconsciente.

            A consciência das leis universais de causa e efeito e a administração de energias mais harmônicas potencializam positivamente Mercúrio, fazendo assim com que nos comuniquemos de maneira precisa para transmitir nossas ideias.

            Vênus

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            Em comparação com Mercúrio, Vênus está mais distante do nosso Sol e mais próximo da Terra. Vênus tenta abarcar ideais do superconsciente coletivo junto com as realidades atuais e conscientes, fundamentando tudo no material e nos sentimentos e impulsos subconscientes coletivos. Assim, está sempre preocupado em encontrar conforto, beleza e em harmonizar as realidades terrenas e materiais através de ideais e valores compartilhados, por isso a cruz da matéria de posiciona abaixo de tudo. É o símbolo do feminino.

            A semelhança do glifo de Vênus com um espelho de mão é interessante, já que Vênus determina como nos refletimos nos outros e os outros em nós mesmos. Determina também como ponderamos nossas semelhanças e interesses em comum através dos valores que compartilhamos. Astronomicamente, Vênus pode ser considerado irmão da Terra. Ambos possuem densidade, diâmetro e composição química similares. Dessa forma, Vênus também pode manifestar-se como nosso complemento – ou parceiro simbólico. Não é à toa que a versão do Glifo da Terra é composta da Cruz sobre o Círculo, uma espécie de Vênus invertido.

          O símbolo de Vênus enfatiza a importância de equilibrar o espiritual e o material se quisermos encontrar a real e mais genuína satisfação.

            Marte

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            No glifo de Marte, o círculo do espírito está dirigido para objetivos específicos, simbolizados pela seta. Este é o primeiro planeta da força de vontade individual, muitas vezes focada nos instintos, nas tarefas básicas de sobrevivência diária e nos impulsos primários envolvidos na perpetuação da vida humana. A seta também simboliza a atividade dinâmica. Com uma seta acentuada, podemos ser impulsivos ou dissipar energia em exibições quase inconscientes de paixão desenfreada ou raiva. Com o círculo muito acentuado, podemos parecer egoístas e arrogantes. É o símbolo do masculino.

            Com os símbolos do glifo de Marte em equilíbrio, temos confiança e autodisciplina para alcançarmos nossos objetivos de forma eficaz. Enviamos nossa vitalidade para o mundo e em troca conseguimos o que queremos de uma forma pragmática, sem desgastes ou conflitos de interesse.

            Júpiter

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            No glifo de Júpiter, um Crescente receptivo às percepções do lado esquerdo do cérebro está ligado à Cruz da matéria, que também simboliza realidades materiais e objetivas. Júpiter nos dá a capacidade de perceber o potencial das circunstâncias e muitas vezes nos leva à exploração física ou mental, a fim de ampliar nossa experiência e gerando uma maior sustentação para vivermos nossas vidas no plano material.

            No símbolo de Júpiter, se o Crescente prevalece sobre a Cruz, podemos ficar fascinados pela aventura, perder de vista o propósito de nossos empreendimentos e nos tornarmos pouco práticos, inquietos e exagerados. Se a Cruz supera o Crescente, podemos nos tornar superficiais e materialistas. Passamos a não compreender o impacto que a nossa expansividade ou materialismo exacerbado pode causar na vida dos outros.

            Quando a Cruz e o Crescente de Júpiter estão em equilíbrio, canalizamos nossas explorações, nossa fé, julgamento e estado de graça para o uso prático sem permitir qualquer coisa ofusque nossa consideração pelos outros.

            Saturno

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            Aqui a Cruz da matéria substitui e domina as percepções do inconsciente coletivo. A compreensão de nossa herança e experiências passadas traz a maturidade e uma compreensão real de causa e efeito.

            No símbolo de Saturno, se a Cruz supera o Crescente, corremos o risco de nos tornarmos muito materialistas, frios e insensíveis às necessidades dos outros. Se o Crescente descendente supera a Cruz, ficamos presos no passado, temerosos do futuro, ignorantes de ideais ou dependentes do coletivo.

            Quando o Crescente e a Cruz estão em equilíbrio, nos tornarmos altamente pragmáticos, responsáveis e conscientes, com base na nossa compreensão do passado e das leis de causa e efeito. Aprendemos a viver em sociedade com responsabilidade e paciência.

            Urano

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            No glifo de Urano, a Cruz da matéria está aberta tanto para as percepções dos lados direito e esquerdo do cérebro. Ela está enraizada no espírito do inconsciente coletivo. O complexo símbolo de Urano indica como percebemos as coisas de maneira rápida e intuitiva. São estímulos multidimensionais que parecem “flashs”, nos proporcionando uma compreensão fora das percepções convencionais, como verdadeiros “insights”.

            Não é diferente de uma antena de rádio ou televisão que capta sinais de longe, e tais “sinais” nos estimulam com novas ideias. Um outro símbolo de Urano, que tem a seta sobre um círculo solar, simboliza uma outra perspectiva sobre Urano: são o espírito e vitalidade dirigidos com entusiasmo para cima, em direção a ideais, de forma espontânea. É considerado também a espada divina, que tudo corta e tudo transpassa sem que tenhamos controle.

            Neste outro símbolo de Urano que possui a seta, as energias são dirigidas para cima, em direção reta, ao contrário de Marte cuja seta está em diagonal. Tais energias vão direto para os ideais superconscientes. Enquanto isso, os crescentes virados lateralmente incidem sobre as percepções conscientes no presente, relacionando-as justamente com os ideais superconscientes.

            Se não for controlada, a eletricidade de Urano pode desencadear energias destrutivas ou explosivas. No entanto, se fundamentada em considerações práticas e experiência, Urano incentiva invenções e inovações práticas que injetam nova vida a estruturas e conceitos desgastados, direcionando nossas energias em direção ao futuro.

            Netuno

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            No glifo de Netuno o Crescente é ascendente, e pela primeira vez desde Mercúrio, volta nossa atenção para o superconsciente, trabalhando para vinculá-lo com as realidades materiais, sobre a Cruz. Com Netuno, tentamos trazer o idealismo dos mitos, das fantasias e dos heróis superconscientes para a realidade. Muitas vezes temos sucesso, mas para isso temos que ter total compreensão das nossas limitações e da realidade que nos cerca. Dessa forma, nossas ideias podem de fato se concretizar e não apenas servirem de base para ilusões ou escapismo conveniente, mas sim agindo como propulsoras de algo a mais, algo condizente com nossos ideais.

            Quando o Crescente supera a Cruz, ficamos perdidos no idealismo impraticável, deixando de enxergar o que é realisticamente possível dadas as circunstâncias. Se a Cruz supera o Crescente, tentamos negar o desapontamento que sentimos quando não conseguimos manifestar nossas ideias. Passamos a ser escapistas, sonhamos acordados e alimentamos fantasias.

            Quando a Cruz e o Crescente estão em equilíbrio, Netuno nos dá a capacidade de transformar nossos sonhos em realidade. Entretanto, isso requer paciência, compromisso inabalável e disposição para fazer sacrifícios. Impressões e inspiração são postos em ação para inovar, criando formas artísticas ou invenções (especialmente quando Netuno é ajudado por outras energias planetárias).

            Outro símbolo de Netuno que é usado na Europa mostra o círculo no lugar da cruz, enfatizando o aspecto mais dinâmico de Netuno e sua associação com o processo de visualização e criação de imagens. Outras representações do glifo de Netuno ainda mostram uma pequena flecha no topo da barra vertical central, ou todas as três linhas ascendentes, enfatizando o direcionamento da energia para os ideais.

            Plutão

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            O glifo de Plutão se parece um pouco o de Netuno. Porém, com o Círculo do espírito dentro do Crescente ascendente, Plutão indica receptividade a outros mundos e outras realidades. Descobertas astronômicas implicam que Plutão poderia ser um visitante que está temporariamente em órbita ao redor do nosso Sol, construindo uma ponte para outros sistemas e realidades solares. Na astrologia, Plutão é aquele que nos dá o poder de mudar a nossa vida de forma profunda.

            Se a Cruz supera o Crescente, corremos o risco de perder de vista o propósito dessas energias transformadoras, nos tornando pessoas egoístas e obcecadas pelo poder. Se o Crescente ascendente e o Círculo superam a Cruz, corremos o risco de nos desconectarmos da realidade e ter surtos de estresse (ou episódios psicóticos). Plutão também nos introduz aos Transnetunianos gasosos, que foram considerados por muito tempo como “irreais” e de certa forma simbolizam um novo nível de realidade.

            O antigo símbolo de Plutão contém as duas primeiras letras de Plutão que, coincidentemente, são as iniciais do astrônomo Percival Lowell, creditado por sua descoberta. Um terceiro glifo de Plutão, usado amplamente no norte da Europa, traz um Crescente ascendente duplo, direcionado para o Círculo do espírito, enfatizando a receptividade a energias estelares vitais e transformadoras. Tais energias são filtradas através do superconsciente e da percepção que Plutão oferece.

            Há ainda um quarto símbolo de Plutão que começa com a vitalidade subconsciente primordial coroada pela Cruz da matéria no nível consciente, com dois Crescentes acima apontados para baixo. Este glifo simboliza o domínio das energias vitais primitivas através da compreensão e de esforços práticos conscientes, aliados a receptividade do superconsciente.

            Os Crescentes talvez indiquem a necessidade de um equilíbrio entre as percepções intuitivas do lado direito do cérebro e as percepções racionais do seu lado esquerdo, a fim de maximizar o potencial dessa energia planetária transformadora. O que é notável sobre as variações nestes glifos de Plutão é que todas elas se correlacionam com as várias perspectivas interpretativas do planeta, descritas em literatura disponível em várias línguas e diferentes culturas.

            Terra

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            Na Alquimia, o símbolo da terra corresponde a um triângulo com a ponta para baixo e tem um corte horizontal entre o meio e sua ponta. A terra, considerada um dos quatro elementos alquímicos, tem o significado de nascimento e criação. Ela envolve-se em várias condições de oposição. É o caso da escuridão contrária à luz; do céu que simboliza o princípio ativo, em oposição à terra, que representa o passivo.

            Nesse sentido, relaciona-se com a Filosofia Chinesa no que respeita à dualidade que equilibra o mundo – yin (terra) e yang (céu). A terra representa a mulher, e sua função é maternal. Ela é a Grande Mãe, porque dá origem.

            Na Ásia e na África, acredita-se que uma mulher infértil pode provocar o insucesso da atividade agrícola. Mas, se as mulheres grávidas espalharem sementes, a colheita é próspera.

            Na Astronomia, o planeta Terra apresenta o aspecto de um círculo dividido em quatro partes. Representa a Terra cortada pela linha do Equador e pelo meridiano de Greenwich.

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Sol                   >          FOGO

Mercúrio        >          TERRA e AR

Vênus              >          AR e TERRA

Lua                  >          ÁGUA

Terra               >          ÁGUA E TERRA

Marte              >          FOGO

Júpiter             >          FOGO

Saturno           >          TERRA e AR

Urano              >          TERRA

Netuno            >          ÁGUA

Plutão              >          FOGO

https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2015/12/01/noticia-especial-enem,713048/a-quimica-da-vida-em-outros-planetas.shtml

https://www.megacurioso.com.br/astronomia/35797-jupiter-entenda-por-que-ele-e-o-faxineiro-do-sistema-solar.htm

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080717095458AAW25N8

https://www.somostodosum.com.br/clube/artigos/autoconhecimento/os-quatro-elementos-30839.html

http://adalbertopessoa.blogspot.com/2012/02/logica-dos-elementos-signos-e-planetas.html

https://www.astrolink.com.br/artigo/os-simbolos-dos-planetas

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/simbolo-terra/

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DEUSES NÓRDICOS E OS QUATRO ELEMENTOS

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            O Valknut é possivelmente o principal símbolo nórdico. É o símbolo de Odin, o deus do céu, da guerra, da vitória e da riqueza.

            Também chamado de “nó dos enforcados” ou “nó dos escolhidos”, é um símbolo da morte na medida em que faz parte do culto aos mortos.

            De acordo com divindade nórdica, Odin é o responsável por fazer a passagem das almas para a vida eterna.

            Esse símbolo é formado por três triângulos entrelaçados, o que pode ser interpretado como o poder da vida sobre a morte.

Runas

            As runas são letras características, usadas para escrever nas línguas germânicas da Europa do Norte, sobretudo Escandinávia, Ilhas Britânicas e Alemanha (regiões habitadas pelos povos germânicos) desde o século II ao XI. Tais caracteres têm sido encontrados em pedras rúnicas, e em menor número em ossos e peças de madeira, assim como em pergaminhos e placas metálicas.

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           As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150. O alfabeto rúnico foi sucessivamente substituído pelo alfabeto latino, com o avanço do cristianismo na Europa Central, no século VI, e na Escandinávia, no século XI. O alfabeto rúnico germânico primitivo tinha 24 runas, e era usado nas atuais Alemanha, Dinamarca e Suécia, desde a época inicial. A lista ordenada das runas é conhecida como Futhark antigo (devido às suas primeiras seis letras serem ‘F’, ‘U’ ‘Th’, ‘A’, ‘R’, e ‘K’ – ᚠᚢᚦᚨᚱᚴ), e foi usada até à Idade Média.

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            Na Escandinávia – Dinamarca, Suécia e Noruega, as inscrições mais antigas que se conhecem, usavam esses 24 caracteres, tendo todavia esse alfabeto inicial sido sucessivamente reduzido a apenas 16 caracteres – o Futhark recente, também conhecido como “runas escandinavas”.

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            A versão anglo-saxónica, com 28 caracteres, é conhecida como Futhorc (um nome também com origem nas primeiras letras deste alfabeto).

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            Contudo, o uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na província histórica sueca de Dalarna até ao início do século XIX (usado  principalmente para decoração e em calendários rúnicos). Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário rúnico, cujo ano se iniciava no dia 29 de junho, representado pela runa Feob.

            Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte desde o pré-cristianismo para o auto-conhecimento. Arte denominada de pagã pelo cristianismo.

            Origem Mitológica das Runas

            Contam as lendas víkings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore (talvez a árvore do bem e do mal) que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos da Edda poética, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, contam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes. Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressuscitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuíam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Runas e os Elementos

            As Runas do Aettir de Freya: Fehur, Uruz, Thurizas, Ansuz, Raido, Kano, Gebo e Wunjo são ligadas ao elemento terra, ao plano físico, a materialidade.

            As Runas do Aettir de Thor: Hagalaz, Nautiz, Isa, Jera, Eiwhaz, Peorth, Algiz e Sowulo estão relacionadas ao elemento gelo (ou água), elemento sempre presente na realidade física dos povos rúnicos, que para maior facilidade interpretativa pode ser lembrado como água, emoções, auto controle, sentimentos.

            As Runas do Aettir de Tyr: Teiwaz, Berkana, Ewhaz, Manaz, Laguz, Inguz, Othila e Dagaz estão relacionadas ao elemento fogo, iluminação, espiritualidade.

            O elemento ar esta disposto em diversos deuses como veremos a seguir

Elementos x deuses

runas - Terra - Fogo - Água - Ar - Raio - Gelo - Éter - Trevas.png

            Odin

            A maior par te dos mitos e lendas nórdicas coloca em evidência a figura complexa e poderosa de Odin, Alfadhir, “O Pai Supremo” (Zeus), chefe dos outros deuses, o omnideus.

            Odin era conhecido por vá rios nomes, títulos e apelidos, como Grimnir, o encapuzado; Ganglery, o andarilho; Har, o caolho; Svipal, o que mudava de forma; Fjolnir, o que se escondia; Sigfadhir, o pai das vitórias; Galdrfadhir, o pai das canções mágicas; Harbardr, o barbudo grisalho; Offlir, o estrangulador; Svafnir, o que adormecia os escolhidos; Hangatyr, o Deus dos enforcados; Valfadhir, o Pai dos caídos na batalha; Svithur, o sábio; entre outros. Odin recebeu características e aspectos diferentes, de acordo com o país em que era cultuado. Apesar de alguns autores afirmarem que cada nome era a indicação de um deus diferente, a maior parte dos pesquisadores acredita na existência de um único arquétipo, fosse ele chamado Wodanaz ou Wotan, na Alemanha; Wodan, na Holanda; Woden, na Inglaterra, ou Odin, na Escandinávia. Wodanaz é o nome mais antigo contemporâneo de Thurisaz e Teiwaz, os precursores de Thor e Tyr.

  • Elementos: ar, fogo.
  • Animais totêmicos: cavalo, corvo, lobo, serpente e águia (as formas nas quais se metamorfoseou para obter o elixir da inspiração).
  • Cores: azul, índigo e cinza.
  • Arvores: cedro, freixo, teixo.
  • Plantas: amaranto, cogumelos sagrados, mandrágora, sangue-de-dragão.
  • Pedras: turquesa, esmeralda, sardônica, opala de fogo, rubi-estrela, ônix.
  • Metais: ouro, prata, ferro, mercúrio.
  • Símbolos: lança, espada, escudo, cajado, anel, manto azul-escuro com capuz, valknut (três triângulos entrelaçados), nós em movimentos serpentilíneos, fylfot, a cruz de Wo tan e a suástica (símbolos quádruplos), trefot (símbolo tríplice), bastão em forma de serpente, as estrelas Capella, Corona Borealis e a constelação Ursa Maior.
  • Dia da semana: quarta-feira (antigamente chamada Wodenstag – dia de Woden, – e depois cristianizada como Mittwoch – meio da semana).

            Thor

            Asa-Thor, Thunor, Donar, Donner, Punnor, Perkun (o deus do trovão). O arquétipo desse deus tem uma certa complexidade, retratada nos mistérios da runa Thurisaz. Seu culto é muito antigo e persistiu até o século XI. Foi considerado o principal adversário de Jesus durante a cristianização. Os amuletos com seu símbolo sagrado – o martelo – coexistiram por longo tempo com o crucifixo, até finalmente serem por ele substituídos. Ao contrário de Odin (visto como o deus dos nobres), Thor era o padroeiro dos trabalhadores braçais, fazendeiros, viajantes, camponeses e até mesmo dos escravos.

            Descrito como um deus celeste, regente do trovão e do relâmpago, Thor era muito popular e largamente reverenciado, tendo sido encontrados mais altares e templos dedicados a ele do que a qual quer outra divindade. Ele era o protetor dos vários aspectos da vida humana, defendia as comunidades dos cataclismos naturais, ajudava no cultivo da terra (como filho de Jord, a Mãe Terra), criava leis, protegia os viajantes e abençoava os nascimentos, os casamentos e os enterros. Seu mito o descreve como “defensor de Asgard”, atento às investidas dos gigantes, e zeloso do bem-estar e da segurança das divindades. Para a humanidade, ele era o grande protetor de suas humildes moradias e de suas colheitas contra as tempestades e o frio. Thor era invocado pelos viajantes e por todos aqueles que juravam em seu nome, precisavam tomar uma decisão ou ganhar uma causa.

  • Elementos: fogo, terra, chuva.
  • Animais totêmicos: bode, touro.
  • Cor: vermelho.
  • Árvores: castanheira, carvalho, espinheiro.
  • Plantas: barba-de-bode, cardo, tojo.
  • Pedras: jaspe-sanguíneo, ágata-de-fogo, hematita, tectito, moldavita, amonite, belemnite.
  • Metais: ferro, estanho.
  • Símbolos: martelo, luvas, cinto, carruagem, raio, trovão, tempestade, anel de ferro, roda solar, suástica, pilar, pregos, as estrelas Aldebaran, Antares e Rigel.
  • Dia da semana: quinta-feira (em alemão Donnerstag, “dia de Thor”; equivale, em inglês, a Thursday).

            Loki

            Loke, Lokje, Lodur (o trapaceiro, talvez similar a Hades). É a figura mais misteriosa, complexa e de difícil compreensão do panteão nórdico. Tem características ambíguas, atuando ora como embusteiro ou ator cômico em histórias divertidas, ora como uma força motivadora e fator catalisador de intrigas, conluios e tragédias. Em relatos mais recentes, influenciados pelos valores e dogmas cristãos, Loki adquire características muito negativas, tornando-se uma figura demoníaca, equivalente a Lúcifer (Lukifer), em contraposição à figura benévola e crística de Baldur.

            Nas descrições do historiador Snorri Sturluson, apesar da ênfase dada aos aspectos negativos, é fácil notar que Loki é um personagem travesso, astuto, maldoso e pernicioso, mas sem ser total ou permanentemente ruim, maléfico ou perverso. Sua ambivalência aparece nos mitos dos quais ele participa, tanto dos processos criativos (ajudando a construir o muro de defesa de Asgard), quanto dos destrutivos (provocando a morte de Baldur e o início do Ragnarök). Suas ações provocam sofrimento e prejuízos aos deuses, como no episódio em que ele rouba as maçãs da imortalidade, o colar de Freyja e o cinto de Thor, ou quando corta os cabelos de Sif. Mas Loki também ajudou os deuses em vá rias ocasiões, como no resgate do martelo de Thor, nas aventuras de Odin e Thor e na recuperação do barco de Frey.

            Mesmo que muitas das histórias sobre sua maldade sejam complementações tardias feitas pelos escritores medievais (monges cristãos, em sua maioria), o elemento presente em todos os mitos antigos de Loki é sua costumeira conduta como ladrão, trapaceiro, sabotador e fofoqueiro (suas calúnias sobre as escapadas extraconjugais das deusas tinham sempre uma base real).

            São essas contradições no comportamento desse companheiro temido e respeitado dos deuses, irmão de sangue de Odin e morador de Asgard, que indicam as semelhanças de Loki com o “Trapaceiro” (Trickster) sobrenatural, personagem comum dos mitos e das lendas dos índios norte-americanos. O trapaceiro é egoísta, traiçoeiro, invejoso; ele aparece em histórias cômicas ou trágicas, com for mas e atributos de animais — ora como homem, ora como mulher, podendo gerar e ter filhos. Ele costuma pregar peças nos seres humanos, embora também tenha lhes trazido a dádiva do fogo e da luz solar (tal como Prometeu). Às vezes, é uma figura grotesca outra hilária; outras vezes, é um herói, meio xamã ou adivinho, que ensina pela farsa ou pelo disfarce, pelas brincadeiras ou pelas armadilhas.

  • Elementos: fogo (descontrolado), terra, ar, água.
  • Ani mais to tê mi cos: cavalo, raposa, lobo, pulga, mosca varejeira, serpente-aquática, salmão.
  • Cores: furta-cor.
  • Árvores: espinhentas.
  • Plantas: venenosas, alucinógenas.
  • Pedras: vulcânicas e radioativas.
  • Metal: chumbo.
  • Símbolos: fogueiras, queimadas, terremotos, incêndios, erupções vulcânicas, explosões atômicas. Mentiras, espertezas, fraudes, enganos, trapaças, máscaras, armadilhas, roubos, sagacidade, vingança, destruição, magia negra, morte.

            Frigg

            Friga, Fricka, Fria, Frige, Frijja, Freke, Fraugode (a amada). Filha da deusa da terra Fjorgyn e irmã do deus Thor, Frigga herdou da mãe as qualidades telúricas e a sabedoria. Frigga, cujo nome significa “a amada”, era a rainha das divindades celestes e guerreiras Æsir, esposa do deus Odin e mãe dos deuses Baldur, Bragi, Hermod, Hodur e Idunna. Apesar de sua origem telúrica, era também uma deusa celeste; observava, de seu trono acima das nuvens, tudo o que se passava nos nove mundos e compartilhava suas visões com Odin. Também supervisionava os salões para onde eram levadas as almas dos guerreiros protegidos por Odin. Era considerada um modelo de fidelidade, apesar de ter sido acusada por Loki de ter vivido com os irmãos de Odin – Vili e Vé – durante sua ausência. Alguns autores justificam o modelo de esposa virtuosa representado por Frigga afirmando que esses deuses eram simples aspectos de Odin.

            No aspecto juvenil, era a deusa da primavera – conhecida pelos anglo-saxões como Eostre ou Ostara – a quem eram ofertados, no equinócio da primavera, flores e ovos coloridos para propiciar a fertilidade e a renovação.

            No aspecto maternal, Frigga era a padroeira das mulheres, dos mistérios de sangue, dos casamentos, da maternidade, da família e do lar. Representava a percepção intuitiva e a sabedoria feminina, a paciência, a tolerância e a perseverança, bem como a prudência e a lealdade.

            Sua manifestação guerreira era Val-Fria, a senhora dos campos de batalha, que acompanhava o espírito dos guerreiros a seu local de repouso. Também era a guardiã da fonte do renascimento e unia o espírito dos maridos e das esposas devota dos e leais nos aposentos de seu palácio.

  • Elementos: ar, água (névoa, nuvens).
  • Animais totêmicos: falcão, garça, coruja, ganso selvagem, cegonha, pintassilgo, águia aquática, aranha, carneiro (puxa sua carruagem), caracol, bicho-da-seda.
  • Cores: cinza-prateado, azul, branco.
  • Árvores: ameixeira, macieira, paineira, nogueira.
  • Plantas: teixo, cânhamo, hera, linho, rainha-dos-prados, verônica.
  • Pedras: âmbar, cristal de rocha, calcedônia, calcita, crisólita, safira.
  • Metais: ouro, cobre.
  • Dia da semana: sexta-feira (junto com Freyja) e quinta-feira (junto com Thor). Nesses dias não se podia fiar, nem tecer. Como chefe das matronas e guardiã das parturientes, das mães e das crianças, Frigga era reverenciada juntamente com a deusa Nerthus, na noite de 24 de dezembro, a assim chamada Modranicht, a “Noi te da Mãe”.

            Bragi

            Bragar (o poeta). Filho de Odin — de quem recebeu as runas da oratória na língua e a maior par te do hidro mel da inspiração – e de Frigga – ou Gunnlud, de pendendo da fonte -, marido da deusa Idunna, Bragi era o deus regente da poesia. Sua função era receber os guerreiros mortos, recém-chegados aos salões de Valhalla, com poemas nos quais enalte cia seus atos de heroísmo. Descrito como um velho com barbas brancas – apesar de ser casado com a guardiã das maçãs da juventude -, Bragi era o padroeiro dos poetas (skalds), dos menetréis, dos músicos e dos artistas. Antigamente, nos funerais dos reis e dos chefes guerreiros, eram feitos brindes e juramentos solenes sobre uma taça de bebida. A taça era chamada de bragarfull, ou “A taça de Bragi”, enquanto bragarmal significava o dom poético dado por Bragi a seus escolhidos.

  • Elementos: ar, água.
  • Animais totêmicos: pássaros canoros.
  • Cores: branco, azul.
  • Árvores: frutíferas.
  • Plantas: cevada, trevo.
  • Pedras: berilo, fluorita.
  • Símbolos: taça, harpa, brinde, poema, canção, hidromel.

            Hel

            Helle, Hela, Heljar (a senhora do mundo subterrâneo). Era a regente nórdica do reino subterrâneo, a senhora do mundo dos mortos e do além (Nifelhel), cujo nome foi usado pelos missionários cristãos como sinônimo do inferno. Mas o real significado de seu nome é “aquela que esconde ou cobre”, pois em seu rei no, formado por nove círculos, ficavam as almas daqueles que faleciam de velhice ou doenças. Os que morriam de maneira heróica eram levados pelas Valquírias para os salões de Freyja e de Odin, as moças solteiras iam para Gefjon e os afogados para Ægir e Ran.

  • Elementos: terra, lama, gelo.
  • Animais totêmicos: corvo, égua preta, pássaro vermelho, cão, serpente.
  • Cores: preto, branco, cinza, vermelho.
  • Árvores: azevinho, amoreira preta, teixo.
  • Plantas: cogumelos sagrados, meimendro, mandrágora.
  • Pedras: ônix, azeviche, quartzo enfumaçado, fósseis.
  • Dia da semana: sábado.

            Tyr

            Tiw, Zio, Ziu, Tei, Tiuz, Dieus, Tuísco (o deus da batalha). A origem de Tyr se perde nos tempos: foi venerado sob o no me de Tiwaz ou Teiwaz (o supremo deus celeste) pelas tribos indo-européias e depois foi adotado pelos povos nórdicos e teutônicos como Pai Celeste e Senhor da Guerra.

            O nome Tei, ou Ziu, tem como origem a palavra indo-européia djevs, que simbolizava “céu” ou “luz” e que também originou o latino dieus e o grego Zeus, também uma forma antiga para ass ou oss – que, nas línguas protogermânicas, também significava “deus”. Teiwaz, portanto, representa o deus celeste associado ao poder solar e à luz do dia, transformado posteriormente em deus da guerra, conforme se comprova pela inscrição da palavra Teiwa em elmos e espadas.

  • Elementos: fogo, ar.
  • Animais totêmicos: lobo, cão.
  • Cores: vermelho-escuro, púrpura.
  • Plantas: espinheiro, carvalho, verbena, zimbro, pinheiro.
  • Pedras: granada, topázio, rubi, safira-estrela, diamante.
  • Metais: estanho, bronze.
  • Símbolos: escudo, elmo, flecha, espada, juramentos, leis, ordem, a estrela Polar e Arcturus, Sirius e as Plêiades
  • Dia da semana: terça-feira.

            Njord

            Njordrh (o deus da riqueza). Casado primeiro com Skadhi e depois com Nerthus, pai dos gêmeos Frey e Freyja, Njord era um deus do clã dos Vanir, por eles cedi do aos Æsir como parte do acordo que pôs fim à batalha entre eles. Seu título esotérico era “O Irrepreensível Condutor dos Homens”. Regente do mar e dos ventos, Njord morava em Noatun, “O recinto dos barcos”, e concedia, aos que o honravam e veneravam, abundância nas pescas, bom tempo, ventos favoráveis e sucesso nas viagens marítimas. Ele era reverenciado ao longo do litoral da Noruega

  • Elementos: água e vento.
  • Animais totêmicos: aquáticos: gaivota, baleia, golfinho, peixes.
  • Cores: azul, verde, cinza, índigo, violeta.
  • Metais: chumbo, ouro.
  • Pedras: ágata esverdeada, água-marinha, pérola, estrela-do-mar fossilizada (astéria).
  • Plantas: junco, musgo, algas, plânctons.
  • Símbolos: barco, leme, vela (de barco), machado, tridente, anzol, rede, arado, a marca do pé descalço no campo arado (para atrair a fertilidade), estrelas usadas na navegação (Polar, Arcturus, Vega).

            Freyr

            Freyr, Frodhi, Fro, Yngvi, Ing (o senhor, o fértil). Filho de Nerthus e Njord, irmão gêmeo de Freyja e marido de Gerda, Frey era o regente de Alfheim, o reino dos elfos claros responsáveis pelo crescimento e florescimento da vegetação. Frey era um deus da fertilidade, da abundância e da paz, cujo título era “O Senhor” (The Lord), enquanto o de Freyja era “A Senhora” (The Lady). Ele tinha também uma simbologia solar por ser o dirigente dos elfos claros e senhor da luz.

            Junto a Njord e Freyja, Frey tinha sido cedido pelos Vanir para o clã dos Æsir, como parte do tratado de paz e colaboração que pôs fim à prolongada guerra entre as divindades. Frey era um deus extremamente benéfico para a Natureza e a humanidade, sendo invocado para trazer tempo bom, calor, fertilidade, prosperidade e paz. Seu culto persistiu muito tempo após a cristianização, sendo chamado de Ve raldar God, “O deus do mundo”. Outro título de Frey era Inn Frodhi, “O fértil”; também outorgava-se o nome de Frodhi aos reis para indicar sua ligação com os atributos do Deus. Seu equivalente na Dinamarca era Frodhi, enquanto os anglo-saxões o reverenciavam com o nome de Ing ou Yngvi.

  • Elementos: terra, água.
  • Animais totêmicos: javali, cavalo, touro, alce, cervo.
  • Cores: verde, dourado.
  • Árvores: aveleira, nogueira, pinheiro.
  • Plantas: alho-porró, alfineiro, narciso.
  • Pedras: esmeralda, pedra-do-sol.
  • Metais: cobre, bronze, prata.
  • Dia da se ma na: sexta-feira.
  • Símbolos: Sol, luz, calor, espada, elmo, barco, chifres, pulseiras, carruagem, sino, elfos, colina, câmara subterrânea, emblemas de javali, símbolos fálicos, adornos de chifres.

            Skadi

            Scathe, Skathi (a senhora do inverno). Deusa do inverno, dos esquis, dos trenós e da caça, Skadhi, cujo nome significava “a sombra”, simbolizava também a morte. Era reverenciada por sua coragem, força, honra, combatividade e resistência perante as adversidades e os desafios. Supõe-se que fizesse parte das divindades nórdicas ancestrais, e seu nome foi escolhido para designar a Escandinávia – Skadhinauja. Filha de gigantes, Skadhi morava no palácio Thrynheim – que herdara de seu pai – e era uma mulher extremamente bonita, conhecida como “a noiva brilhante dos deuses”. Ela costumava aparecer envolta em peles brancas, deslizando sobre esquis e segurando um arco e flechas. Tentou vingar a morte do pai, morto pelos deuses Æsir, mas acabou fazendo as pazes e se casando com um deles. Skadhi cobiçava o lindo deus solar Baldur, mas, ao esco lher seu futuro marido (podia olhar apenas os pés dos deuses) se deixou enganar pelas aparências e escolheu Njord, o deus do mar. Em breve, o casal tornou-se in compatível por causa de suas preferências: Njord sentia falta do mar, no palácio gelado de Skadhi nas montanhas, e ela odiava o barulho das ondas e os sons estridentes das gaivotas, na morada dele à beira-mar. Após a separação, Skadhi casou-se com Ullr, o deus arqueiro que andava sobre esquis, regente do inverno e da morte também.

  • Elementos: neve, gelo.
  • Animais totêmicos: urso e raposa polar, lobo, alce, foca, leão-marinho, serpente.
  • Cor: branca.
  • Árvore: pinheiro.
  • Pedras: obsidiana, floco-de-neve, calcedônia, opala, mármore.
  • Plantas: líquens, musgo.
  • Metais: prata, ferro.
  • Símbolos: arco-e-flecha, esquis, trenó, patins, casaco de pele com capuz, botas e luvas, floco de neve, estalactite de gelo, montanhas, noite, inverno.

            Forseti

            Forsete (aquele que preside, o justo). Filho de Baldur e de Nanna, Forseti era descrito como um jovem louro, amistoso eluminoso, parecido com o pai, que vivia em Glitnir, salão resplandecente, com pilares de ouro e telha do de prata. Ele era responsável pela justiça feita aos deuses e aos homens, por isso era considerado o regente das leis, dos julgamentos, das negociações, da arbitragem, da reconciliação e da paz. Seu equivalente frísio era Fosite, reverenciado no templo da ilha de Helgoland, onde os juramentos e os acordos eram selados perto de sua fonte sagrada. Acredita-se que Forseti significas se “Aquele que preside”, pois ele era sempre invocado nos conselhos e nas assembléias, sendo conhecido por seu senso de justiça.

  • Elemento: ar.
  • Animais totêmicos: coruja.
  • Cores: púrpura, dourado.
  • Árvores: carvalho, nogueira.
  • Plantas: cinco-folhas, dedaleira.
  • Pedra: diamante.
  • Metais: ouro, prata, estanho.
  • Símbolos: machado duplo de ouro (com duas lâminas), balança, Irminsul (o pilar cósmico).

            Balder

            Baldur, Baldr (o brilhante, o belo, o luminoso). Filho de Odin e Frigga, marido de Nanna e pai de Forseti, Baldur é um deus misterioso e enigmático. Há poucos indícios da existência de um culto organizado a Baldur; sua importância parece resumir-se à sua morte e ressurreição no Ragnarök.

            No mito, ele é descrito como um deus belo e radiante, amado por todos os deuses, com exceção do invejoso Loki. Devido aos pesadelos em que Baldur pressente a própria morte, Frigga pede a todas as cria turas sobre a Terra — deuses, homens, animais, plantas ou minerais –  que façam um voto de não prejudicar seu filho. Frigga esqueceu-se, no entanto, do visco: quando Loki descobriu essa omissão, ele confeccionou uma flecha de visco e a entregou a Hodur, o irmão cego de Baldur. No teste da invulnerabilidade de Baldur, no qual todos os deuses tentaram, em vão, feri-lo, a flecha atirada por Hodur atingiu-o mortalmente. A pedido de Frigga, o deus Hermod atravessou o rio Gjoll, entrou no reino dos mortos e pediu à deusa Hel que deixasse Baldur voltar. Ela concordou, com a condição de que todas as criaturas deveriam lamentar sua morte e implorar por sua volta. Mas Loki novamente interferiu; disfarçado como avelha Thokk, recusou-se a chorar por Baldur, o que impediu sua volta para Asgard. Assim, o corpo inanimado de Baldur foi colocado sobre a pira funerária acesa em seu próprio barco, junto ao de sua esposa, Nanna, que morrera de dor e tristeza. Odin colocou na pira flamejante, como último presente ao filho, seu precioso anel Draupnir, e a giganta Hyrokkin empurrou o barco para o mar. Quando os deuses descobriram que a maldade de Loki ocasionara a morte do lindo e bondoso deus, decidiram que era chegado o momento de acabar, em definitivo, com suas ações maléficas. Após várias manobras, conseguiram finalmente prendêlo e mantê-lo em cativeiro, até o Ragnarök.

  • Elementos: fogo, ar.
  • Animais totêmicos: águia, galo, cavalo.
  • Cores: amarelo, vermelho, dourado, branco.
  • Árvore: acácia branca, tília.
  • Plantas: camomila, dente-de-leão, girassol, hipericão.
  • Pedras: âmbar, topázio, diamante, feldspato da Islândia.
  • Metais: ouro, platina, prata.
  • Datas de celebração: nos solstícios (Yule, de inverno, e Midsom mar, de verão).
  • Símbolos: luz, brilho, beleza, cavalo, escudo, roda solar, barco, pira funerária, anel.

            Freya

            Freyja, Frija, Frowe, Frea, Fro, Vanadis, Vanabrudr, Mardoll, Horn, Syr, Gefn (a senhora). Segundo Snorri Sturluson, Freyja era “a mais gloriosa e brilhante” das deusas nórdicas. Alguns autores consideravam Freyja e Frigga aspectos de uma mesma Deusa – porém, as diferenças são óbvias. Enquanto Frigga é a padroeira da paz e da vida do méstica e protetora da família, Freyja é a regente do amor e da guerra, da fertilidade, da magia e da morte. Chamada de “Afrodite nórdica”, Freyja era considerada “A Senhora” e seu irmão Frey, “O Senhor”, ambos invocados para atrair a fertilidade da terra e a prosperidade das pessoas.

            Filha da deusa da terra Nerthus e do deus do mar Njord, Freyja fazia parte das divindades mais antigas, Vanir, e foi cedida junto com o pai e o irmão ao clã dos Æsir, como parte do acordo firmado entre os dois clãs de deuses. Da análise de seu arquétipo, podem ser feitas algumas comparações com deusas de outras culturas e identificadas semelhanças.

            Como Perséfone, Freyja também se ausentava da terra por alguns meses, causando a queda das folhas e a chegada do inverno.

  • Elementos: fogo, água e terra.
  • Animais totêmicos: gato, falcão, porca, lince, felinos, cisne, cuco, aves de rapina, doninha, javali (considerado a metamorfose do seu amante Ottar), joaninha (“lady’s bug”).
  • Cores: dourado, verde, vermelho-escuro.
  • Árvores: sabugueiro, giesta, macieira, cerejeira, sorveira, tília.
  • Plantas: avenca, catnip (espécie de valeriana), lady’s slip per (“sapato-de-vênus”), rosa vermelha, lágrimas-de-nossa-senhora, mandrágora, verbena.
  • Pedras: âmbar, olho-de-gato e de falcão, pedra-do-sol, esmeralda, calcopirita, granada, safira, azeviche (chamado de “âmbar negro”).
  • Metais: ouro, cobre.
  • Dia da semana: sexta-feira (Freitag ou Friday, dia de Freyja).

            Erce

            Erda (a mãe Terra). Uma antiga e quase esquecida deusa da Terra, Erce simbolizava a fertilidade e a abundância. Para os povos nórdicos, o planeta Terra era todo o Universo, do qual dependiam suas vidas e seu sustento. Era em função de seus ciclos que eles viviam e se movimentavam, garantindo assim sua nutrição e proteção. Os antigos reconheciam e honravam tanto a vida quanto a morte, pois era a própria Natureza que lhes ensinava a promessa da regeneração. Erce representava a Mãe Terra, descrita de forma semelhante a Fjorgyn e reverenciada nos plantios, nas colheitas, na mudança das estações e nos momentos de transição da vida humana.

  • Elemento: terra.
  • Animais totêmicos: gado, cavalo.
  • Cores: verde, amarelo, marrom, preto.
  • Árvores: todas.
  • Plantas: todas.
  • Pedras: ágata, madeira fossilizada, azeviche.
  • Metais: todos.
  • Símbolos: sementes, plantio, colheita, implementos agrícolas, árvores, plantas, pedras, Roda do Ano.

Dias da Semana

DiaAlemãoInglêsSuecoOrigem
Segunda-feiraMontagMondayMåndagdia da Lua
Terça-feiraDienstagTuesdayTisdagdia de Tir
Quarta-feiraMittwochWednesdayOnsdagMeio da Semana (alemão), dia de Odim (Woden ou Wotan)
Quinta-feiraDonnerstagThursdayTorsdagdia do trovão (alemão), dia de Tor (inglês)
Sexta-feiraFreitagFridayFredagdia de Freia
SábadoSamstagSaturdayLördagSabá (alemão), dia de Saturno (inglês)
DomingoSonntagSundaySöndagdia do Sol

            Longe de ser um fenômeno recente, os deuses da Mitologia Nórdica sempre marcaram presença na cultura ocidental, a ponto de estarem presente em nosso dia a dia na forma dos dias da semana.

            Tyr – Dia da semana: Tuesday (Tyr’s day): Terça-feira

            Atribuição: Deus do combate singular e da guerra. Era a Tyr que os guerreiros pediam proteção antes das batalhas.

            Curiosidade: Talvez o menos conhecido dentre os deuses aqui listados, Tyr possuía inicialmente a mesma importância de Odin e Thor, e é o único que possui força semelhante ao conhecido Deus do Trovão Thor.

            Quiçá por conta desta relevância passada ele esteja presente nos dias da semana ao invés de deuses nórdicos mais conhecidos hoje, como Balder e Heimdall.

            Associado no Império Romano ao Deus da Guerra Marte, Tyr é particularmente conhecido por ter sido o único deus com coragem suficiente para por a mão na boca do lobo Fenrir, como garantia de que o mesmo pudesse ser acorrentado. Esse sacrifício, que o fez perder a mão, faz de Tyr um símbolo da glória imortal e a principal virtude cultivada entre os nórdicos.

            Segundo as profecias do Ragnarök, Tyr está destinado a morrer junto com Garm, o cão que guarda Hel, o reino dos mortos.

            Odin – Dia da semana: Wednesday (Woden day / Wodnesday): Quarta-feira

            Atribuição: Senhor dos Deuses, Deus supremo do panteão nórdico. Associado a vários elementos, muitos contraditórios, como morte, cura, poesia e conhecimento.

            Curiosidade: Relacionado na cultura romana ao deus Mercúrio, Odin (ou Woden, como era chamado e Inglês antigo), assim como qualquer outra divindade que possui sabedoria suprema, precisou demonstrar mérito e fazer sacrifícios para adquirir o saber.

            Em busca da onisciência, Odin passou nove dias e nove noites trespassado por sua própria lança pendurado em Yggdrasil, a Árvore da Vida. Por isso ele também era o deus dos enforcados.

            Foi durante este período que ele inventou as runas, por meio dos quais os deuses e os homens eram capazes de saber o que está alem do tempo.

            Também em busca de mais conhecimento, Odin sacrificou um dos olhos em troca da chance de beber um gole do poço do deus Mimir, cuja água confere a quem bebe sabedoria suprema.  O olho que Odin perdeu se tornou a lua cheia.

            Como arma, o Senhor dos Deuses possui a lança Gungnir, que nunca erra o alvo e sua montaria era o cavalo de oito patas Sleipnir. Ele também possui dois corvos, Hugin e Munin que deixam Asgard, a morada dos deuses a cada manhã e retornam apenas a noite para trazer as notícias dos nove reinos para Odin.

            Profetizado a ser engolido vivo e inteiro pelo lobo Fenrir no Ragnarök, Odin é um dos mais complexos deuses da mitologia nórdica e possui muitos atributos, sendo por vezes descrito como uma divindade cruel.

            O escritor J. R. R. Tolkien se baseou em Odin para criar o mago Gandalf, o Cinzento.

            Thor – Dia da semana: Thursday (Tor’s day): Quinta-feira

            Atribuição: Deus do trovão, do clima, das plantações e protetor dos marinheiros.

            Curiosidade: O mais popular dentre todos os deuses nórdicos, Thor, filho de Odin, era a divindade a quem os escandinavos pediam proteção a ponto de, antes desse povo ser convertido ao Cristianismo, usarem um pingente com a forma do martelo Mjöllnir.

            Posteriormente os catequizadores aproveitaram a semelhança entre o martelo de Thor e o crucifixo cristão para evangelizar o povo.

            Na cultura romana, Thor era associado a Jupiter, que era o Senhor dos raios e trovões.

            Thor era um deus que resolvia as coisas sempre por meio da força física e não pelo uso da inteligência. Essa imagem foi trabalhada pelo escritor Neil Gaiman na série em quadrinhos Sandman nos anos 90 onde Thor era representado como um brutamontes sem cérebro.

            Descrito como possuidor de longas barbas e cabelos ruivos, Thor era casado com Sif, deusa da fertilidade como Freya e Frigga, e era pai de Magni e Modi.

            Atravessando os céus em sua carruagem puxada pelos bodes Tanngrisnir e Tanngnjóstr Thor irá perecer no Ragnarök defendendo Midgard contra seu inimigo jurado, a Serpente que circunda a terra Jormungand.

            Frigga – Dia da semana: Friday (Frige’s Day): Sexta-feira

            Atribuição: Deusa da profecia e da fertilidade.

            Curiosidade: Esposa de Odin e associada no Império Romano a Vênus, Frigga é a mais importante deusa do panteão nórdico e se diferencia de Freya, outra deusa da fertilidade pelo fato desta última estar ligada ao sexo selvagem, a luxuria e a lascivia, enquanto que Frigga é o sexo romântico, ligado ao matrimônio.

            Frigga passa grande parte de seu tempo fiando nuvens coloridas. É ela que pinta de dourado as nuvens do poente e é a única divindade autorizada a sentar no trono de Odin.

            Assim como outras mulheres da cultura nórdica, Frigga era altiva e mantinha certa independência em relação aos homens. Em algumas narrativas ela trai Odin com os irmãos do senhor dos deuses, Vili e Ve.

            Pontos Cardeais

            Os pontos cardeais tem o seus nomes inspirados nos quatro anões que seguram a cúpula celestial, criada a partir do crânio de Ymir, sendo eles Nordri (Norte), Sudri (Sul), Austri (Leste) e Vestri (Oeste).

A Mitologia

            Na mitologia Nórdica, se acreditava que a terra era formada por um enorme disco liso. Asgard, onde os deuses viviam, se situava no centro do disco e poderia ser alcançado somente atravessando um enorme arco-íris (a ponte de Bifrost). Os gigantes viviam em um domicílio equivalente chamado Jotunheim (Casa dos Gigantes). Uma enorme ábade no subsolo escuro e frio formava o Helheim, que era governada pela deusa Hela. Este era a moradia eventual da maioria dos mortos. Situado em algum lugar no sul ficava o reino impetuoso de Musphelhein, repouso dos gigantes do fogo. Outros reinos adicionais da mitologia nórdica incluem o Alfheim, repouso dos elfos luminosos (Ljósálfar), Svartalfheim, repouso dos elfos escuros, e Nidavellir, as minas dos anões. Entre Asgard e Niflheim estava Midgard, o mundo dos homens.

            Não há uma clara definição sobre quais seriam os mundos da mitologia nórdica, pois muitos se sobrepõem e vários nomes são utilizados, designando, normalmente, o mesmo lugar. Diferentemente de outras culturas mitológicas, na nórdica não há uma clara definição sobre os lugares que, às vezes, são separados por mares ou oceanos, não constituindo mundos separados na acepção da palavra. Deste modo, podemos verificar a existência de nove mundos, conhecidos como os Nove Mundos da Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os principais:

  • Godheim ( Asgard, Ásgarðr), mundo do Æsir
  • Mannheim (Midgard, Miðgarðr), mundo dos homens e trolls
  • Jotunheim (Utgard,Jötunheimr), mundo dos gigantes e gigantes de gelo (ambos Jotuns)
  • Vanaheim (Vanaheimr), mundo dos Vanir
  • Alfheim (Álflheimr), mundo do elfos claros
  • Musphelhein , mundo dos gigantes de fogo
  • Svartalfheim (Nidavellir), mundo dos elfos negros ( svartálfar ) e dos anões
  • Hel (local) , mundo dos mortos
  • Niflheim , mundo da névoa e frio
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imagens: revista superinteressante

            Outros clãs de seres sobrenaturais

            O Æsir e o Vanir são geralmente inimigos dos gigantes Jotuns (Eotenas ou Entas, em inglês arcaico). Estes são comparáveis aos Titãs e aos Gigantes da mitologia grega e traduzidos geralmente como “gigantes”, embora trolls e demônios sejam sugeridos como alternativas apropriadas. Entretanto, os Æsir são descendentes dos Iotnar e tanto os Æsir como os Vanir realizaram diversos casamentos entre eles. Alguns dos gigantes são mencionados pelo nome no Edas, e parecem ser representações de forças naturais. Há dois tipos gerais de gigante: gigantes da neve e gigantes do fogo. Havia também elfos e anões e, apesar de seu papel na mitologia ser bastante obscuro, normalmente são apresentados tomando o partido dos deuses.

            Além destes, há muitos outros seres supernaturais: Fenris (ou Fenrir) o lobo gigantesco, e Jormungard, a serpente do mar que circula o mundo inteiro (tal como oroboros). Estes dois monstros são descritos como primogênitos de Lóki, o deus da mentira, e de um gigante. Hugin e Munin (pensamento e memória), são criaturas mais benevolentes, representadas por dois corvos que mantêm Odim, o deus principal, informado do que está acontecendo na terra; Ratatosk, o esquilo que atua como mensageiro entre os deuses e Yggdrasil, a árvore da vida, figura central na concepção deste mundo.

            Assim como muitas outras religiões politeístas, esta mitologia não apresenta o característico dualismo entre o bem e o mal da tradição do oriente médio. Assim, Lóqui não é primeiramente um adversário dos deuses, embora se comporte frequentemente nas histórias como o adversário primoroso contra o protagonista Thor, e os gigantes não são fundamentalmente malignos, apesar de normalmente rudes e incivilizados. O dualismo que existe não é o mal contra o bem, mas a ordem contra o caos. Os deuses representam a ordem e a estrutura visto que os gigantes e os monstros representam o caos e a desordem.

            Völuspá: a origem e o final do mundo

            A origem e o final eventual do mundo são descritas em Völuspá (“A profecia dos Völva” ou “A profecia de Sibila”), um dos poemas mais impressionantes no Edda poético. Estes versos assombrados contêm uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos detalhes.

            No Völuspá, Odim, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (xamã ou sibila) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. O espírito se mostra relutante: “O que você pede de mim? Porque você me tenta?”; mas como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odim, e continuamente o pergunta, de forma grosseira: “Bem, você quer saber mais?” Mas Odim insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. Uma vez que o Sibila revela os segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: “Eu dissiparei agora”.

            O passado

            No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim e o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, “um grande vazio” no qual nada vivia. Em Ginungagap, o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. Como o fogo de Musphelhein era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4 grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e libertou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Æsir, Odim, e seus irmãos, Vili e Vé. Então, os filhos de Borr, Odim, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Ymir e, a partir deste, criaram o mundo. De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.

            Os deuses regularam a passagem dos dias e noites, assim como das estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos deuses Odim, Honir/Vili e Lodur/Ve. Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen. Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem é conhecida como Alfrodul, que significa “glória dos elfos”, que se tornou um kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituída por sua filha. O irmão de Sol, a lua, Máni, era perseguido por Hati, um outro lobo. Na mitologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.

            A Sibila descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urðr (Urdar), Verðandi (Verdante) e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Æsir e o Vanir e o assassinato de Balder. Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.

            O futuro

            A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmente sombria e pálida. No final, as forças do caos serão superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos da ordem. Lóqui e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das divindades, convocará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. Se seguirá uma batalha final entre ordem e caos (Ragnarök), que os deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier. No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. Odim será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. Ou assim Sibila nos diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. Se a referência for anterior a cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma tradição indo-europeia que se deriva dos mitos do zoroastrismo persa.

Mistérios Nórdicos – Mirella Faur

https://pt.wikipedia.org/wiki/Runas

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_n%C3%B3rdica

http://fantasticursos.com/voce-conhece-os-4-deuses-nordicos/

http://templodopensarsoturno.blogspot.com/2011/09/runas-separando-as-runas-por-elementos.html

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-sao-os-principais-deuses-nordicos/

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TETRAGRAMMATON

tetragrammaton

Origens

            YHWH é o tetragrama (termo derivado do grego τετραγράμματον, tetragrammaton, “conjunto de quatro letras”) que na Bíblia hebraica indica o nome próprio de Deus.

            As quatro letras do alfabeto hebraico que compõem este tetragrama (escritas da direita para a esquerda) são י (yod), ה (he), ו (vav, chamada também waw), e de novo ה (he). Em português (como em inglês e francês) a transliteração usual é YHWH, mas encontram-se também na forma YHVH (como em espanhol).

            As quatro letras são todas consoantes, como é normal ao escrever hebraico. Hoje a maioria dos estudiosos pensa que a pronúncia original do tetragrama bíblico era “Yahweh”. Entre eles há incerteza sobre a vocalização como “Yahwoh” ou “Yahweh”, mas esta é a forma que escolhem principalmente.

Chave dos cinco elementos

            A estrela de cinco pontas, virado com a ponta para cima, representa os quatro elementos (terra, agua, fogo e ar) mais o quinto elemento, a energia vital (ether, chi, prana, orgone).

            O significado do Tetragramaton

            Os significados de uma variedade de símbolos de estrela estão disponíveis abaixo.

            O pentagrama é um símbolo demonstrado aqui em sua forma elementar com o quinto elemento do Espírito tomando seu lugar adequado acima dos quatro elementos.

            Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar.

            Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o princípio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino.

            Esta figura geométrica pentagonal representa também um cânone estético arquetipal denominado “divina proporção”. Como fonte de luz e inspiração celestial, a estrela de cinco pontas é considerada, esotericamente, emblema do princípio inspirador do bem, do verdadeiro e do belo, tanto no mundo como no homem.

Primeiros usos conhecidos

            A inscrição mais antiga conhecida que contém o tetragrama YHWH é a Pedra Moabita de cerca de 840 aC, que celebrou a vitória de um rei moabita sobre um rei israelita e o saque de um templo do deus israelita. O tetragrama também foi encontrado em inscrições menos solenes em fragmentos de cerâmica e semelhantes de data ligeiramente posterior. Aparece por exemplo nas chamadas Cartas de Laquis escritas em fragmentos de cerâmica na última parte do século VII a.C. e que contêm frases como “Que YHWH faça que meu senhor ouça hoje mesmo notícias de paz.

            A Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acabe, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..

            A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico. Menciona o Tetragrama Sagrado no lado direito da estela, na linha 18. É um documento de grande importância e interessante relativo ao estudo da linguística hebraica, ou seja, a formação e evolução do alfabeto hebraico.

            A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yahats] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).

            Em todos estes textos, usa-se a forma arcaica do alfabeto hebraica (letras páleo-hebraicas):

            A Bíblia hebraica

            Encontrado o tetragrama bíblico em Números 18:2 em um pergaminho de sinagoga e, portanto, sem sinais vocálicos

            O tetragrama YHWH ocorre 5.410 vezes no texto hebraico da Bíblia.

            Por ser uma palavra hebraica, YHWH não aparece nem nas partes da Bíblia escritas em aramaico nem nos livros deuterocanônicos escritos em grego e considerados como parte da Bíblia por algumas igrejas cristãs, mas rejeitados por outras.

            Segundo a hipótese documental os cinco primeiros livros do Antigo Testamento (chamados de Pentateuco ou Torá) são resultado de uma composição a partir de quatro fontes principais, das quais uma, ao falar de Deus, enfatiza o nome YHWH. (As outras fontes seriam a Eloista, a Deuteronista e a Sacerdotal.)

            Em alguns manuscritos do Mar Morto (todos anteriores ao ano 100 d.C., mas descobertos apenas em meados do século XX), o tetragrama YHWH é escrito com caracteres páleo-hebraicos, enquanto o resto do texto usa o estilo de escrita que então havia se tornado normal: יהוה.

            A Septuaginta

            YHWH grafado em páleo-hebraico, em meio do texto grego da Septuaginta em um manuscrito do século I d.C.

            A grande maioria dos manuscritos da Septuaginta (tradução antiga grega da Bíblia hebraica) representa o tetragrama YHWH pela palavra Κύριος (Kyrios, Senhor) correspondente ao termo hebraico אדני, (Adonai, que tem o mesmo significado). São exceções cinco manuscritos, os mais antigos conhecidos. O manuscrito 4Q120 do século I a.C. usa ΙΑΩ (Iao) como sua tradução de YHWH. Os outros quatro, em vez de traduzir o nome YHWH, inserem-no em meio do texto grego com suas letras hebraicas, seja na forma contemporânea יהוה (Papiro Fouad 266 do século I a.C.) ou em caracteres páleo-hebraicos (Pergaminho Grego dos Profetas Menores de Nahal Hever e Papiros Oxirrinco 3522 e 5101 do século I d.C.), onde o Tetragrama aparece escrito em hebraico arcaico ou páleo-hebraico.

            Originalmente sem sinais vocálicos

            As antigas inscrições, como a da Pedra Moabita. têm só consoantes sem indicação das vogais. O mesmo vale oara os primeiros manuscritos da Bíblia hebraica. Mais tarde, por volta do signo V a.C. começou-se a indicar, não sempre, mas ocasionalmente, os sonidos vocálicos, empregando para isso certas letras, chamadas por isso matres lectionis (mães da leitura), como Y para indicar I ou E, W oara indicar U ou O. Não antes do século VI d.C. apareceu um sistema de pontos e traços para indicar com precisão a vogal de cada sílaba.

            Este novo sistema de pontos vocálicos foi empregado em os manuscritos bíblicos e por isso entrou nas edições impressas do texto sagrado, mas não em o uso ordinário, como demonstra, por exemplo, o artigo sobre o tetragrama YHWH na Wikipédia Hebraica. Também não foi aceito nos pergaminhos para uso nas sinagogas.

            Algumas palavras e frases do texto consonantal podiam ser ambíguas se os sinais vocálicos não estiverem lá para esclarecê-las. Por isso alguns protestantes sustentaram que os sinais vocálicos inseridos na Escritura recebida (sola scriptura) não podiam ter sido uma invenção dos massoretas na Idade Média, mas eram parte da Palavra inspirada que Deus revelou a Moisés no Monte Sinai. Do outro lado os primeiros líderes protestantes, Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio e João Calvino, viam-nos como invenções rabínicas doutrinariamente irrelevantes. Alguns católicos enfatizaram as ambiguidades como prova da inadequação da Bíblia tomada isoladamente. O inglês John Gill (1697–1771) argumentou a favor da possibilidade que Deus teria ensinado Adão a escrever com os pontos vocálicos. Os admiradores modernos de Gill preferem nada dizer sobre esta sua obra: em um simpósio celebrando o tricentenário de seu nascimento, é mencionada apenas em uma nota de rodapé que afirma: “A desatualizada crítica bíblica e histórica de Gill é ilustrada em sua Dissertation Concerning the Antiquity of the Hebrew Language: Letters, Vowel-points, and Accents (Londres, 1767), razão pela qual limitamos nossa investigação ao seu trabalho como exegeta.”

            Evitação de pronunciar

            É costume judaico não pronunciar o nome YHWH, costume que não sempre existia: o uso do nome YHWH era habitual no tempo da Bíblia hebraica (ver por exemplo Livro de Rute 2:4) e a Mishná ainda prescreveu seu uso em juramentos, mas na época do Talmude (Guemará) já estava proibido pronunciar o nome. Alguns até pensaram que pronunciar de qualquer maneira o nome era uma violação do mandamento de não tomá-lo em vão, em vez de entender o mandamento em relação aos juramentos. Um rabino citado no tratado Sanhedrin 10:1 declarou que quem pronuncia o nome divino como está escrito não participará do mundo vindouro. Por isso na leitura a voz alta Adonai (Senhor) substituiu YHWH em hebraico e foi adotado pelos tradutores nas diversas línguas estrangeiras (em grego Kύριος; em latim Dominus).

            Depois de introduzir os sinais vocálicos, os massoretas, para lembrar ao leitor que ele devia dizer “Adonai” (Senhor), deram a YHWH as vogais de Adonai em vez das suas próprias.

            Vocalizações de YHWH nos manuscritos

            O Códice de Leningrado, do século XI, a cópia completa mais antiga da Bíblia Hebraica que existe no mundo, serve como texto base para as modernas traduções. Indica diferentes vocalizações massoréticas do tetragrama YHWH. Aquela vocalização que serve como base principal para interpretar o tetragrama come “Jeova”, ou seja יְהֹוָה (YǝHōWāH), é uma das menos frequentes. Aparece apenas 46 vezes, enquanto a forma יְהוָה‎ (YǝHWāH), sem ō, aparece 5.678 vezes. Outras vocalizações que terminam em “-a” são, depois de certos prefixos, יהֹוָה (YHWāH), 789 vezes, e יהֹוָה (YHōWāH), 6 vezes. Todas estas formas visavam chamar a atenção para a necessidade de ler אֲדֹנָי (Adonai) no lugar do tetragrama. Outras vocalizações serviam para alertar para substituir o tetragrama não por Adonai, mas por Elohim, de modo a evitar ter que dizer Adonai duas vezes consecutivas: יְהֹוִה‎ (YǝHōWiH), 32 vezes, e יְהוִה‎ (YǝHWiH), 269 vezes.

            Significado etimológico

            O significado exato do tetragrama YHWH é objeto de controvérsia entre os especialistas. YHWH tem a forma de um verbo na terceira pessoa masculina do singular. Alguns associam-no a uma raiz semítica que significa soprar e interpretam o nome como indicação do deus da tempestade, mas são mais numerosos aqueles que s o associam com um verbo que significa “ser”.

            No Livro do Êxodo Moisés pergunta a Deus qual é o seu nome. Deus, usando a primeira pessoa do mesmo verbo “ser”, responde: “Eu Sou o Que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”.

            As palavras traduzidas como “Eu sou o que sou”, em hebraico אהיה אשׁר אהיה, podem significa também: “Eu sou/serei quem sou/serei” No hebraico bíblico, os verbos não indicam o tempo gramatical como fazem os verbos portugueses. O que indicam é o aspecto “perfeito” ou “imperfeito”, acabado ou não acabado. O verbo neste versículo da Bíblia tem a forma do aspecto “imperfeito” y pode ser traduzido igualmente como “ele é” ou “ele será”. Além disso, de acordo com a conjugação usada, pode significar simplesmente “ele é” ou (sentido causativo) “ele faz com que seja”, “ele faz que venha a ser”.

            A frase de Éxodo 3:14, “Eu sou o que sou”, é interpretada na Septuaginta (tradução grega do III siglo antes de Cristo) como Ἐγώ εἰμι ὁ ὤν (“Eu sou o Existente, Aquele que existe”): interpretação ontológica. Entendida no sentido causativo, a frase significa “Aquele que faz existir”, “o Criador”. A aparente tautologia (“Eu sou/serei quem/o que sou/serei”) pode indicar que Deus se recusa de indicar qualquer nome concreto, visto que Ele está acima do conhecimento humano. Em ainda outra interpretação, o verbo traduzido com “eu sou” denota não apenas a existência, mas tem o significado ativo de “estar presente” para alguém: que Deus vai libertar os israelitas no Egito.

            Ocorrência bíblica

            Ao inserir na Bíblia hebraica os sinais vocálicos, os Massoretas não mudaram o texto existente, que até então consistia apenas de consoantes. Não eliminaram o nome YHWH: o preservaram fielmente, deixando inalteradas todas as indicações do nome YHWH no texto sagrado. Apenas indicaram ao leitor, pelos recém inventados sinais vocálicos, o que por longa tradição devia dizer em voz alta.

            A antiguidade desta tradição é confirmada pela prática dos primeiros cristãos, que no Novo Testamento e em todos os seus outros escritos em grego sempre usaram Κύριος ou Θεός (em correspondência a “Adonai” e “Elohim”) para falar Daquele cujo nome está escrito na Bíblia hebraica como YHWH. Os primeiros cristãos de língua latina e aramaica fizeram o mesmo. Ao traduzir as Escrituras hebraicas, usaram transcrições dos nomes hebraicos de indivíduos como Adão e Noé e de divindades como Baal e Moloque, mas por respeito nunca usaram uma transcrição do nome YHWH: sempre o mencionaram como “Senhor” ou “Deus” (em latim Dominus ou Deus).

            Sobre a importância atribuída aos nomes próprios entre os povos semíticos é atribuída ao Prof. George Thomas Manley a afirmação: “O nome não é simples rótulo, mas é representativo da verdadeira personalidade daquele a quem pertence. … Quando uma pessoa coloca seu nome numa coisa ou em outra pessoa, esta passa a ficar sob sua influência e proteção.”

            As várias versões da Bíblia para o português representam YHWH de maneiras diferentes: como “o Senhor”, como “Yahweh/Javé” e como “Jehovah/Jeová.

            As mais antigas (a começar pela Bíblia de D. Dinis (de Dinis I de Portugal, que reinou de 1279 a 1325) eram apenas parciais: Gênese 1––20; Salmos; Atos; Epístolas de Paulo; Epístolas Generais. Baseadas na Vulgata ou (no caso da versão dos Evangelhos que a infanta Dona Filipa, neta do rei D. João I tradiziu do francês, tinham todas “Senhor” em correspondência a YHWH.

            A primeira versão completa (com exceção dos livros deuterocanônicos, que não foram traduzidos) da Bíblia em português foi obra principalmente de João Ferreira de Almeida (1628–1691). Ela passou por uma longa série de revisões, que começaram já na vida de Almeida, dado que ele não acabou a sua tradução do Velho Testamento. A primeira edição em um único volume de toda a Bíblia atribuída a ele foi impressa em 1819 em Londres sob o título “A Bíblia Sagrada contendo o Novo e o Velho Testamento, traduzido em portugues pelo Padre João Ferreira D’Almeida, Ministro Pregador do Sancto Evangelho em Batavia”. Esta tradução usa sempre “JEHOVAH” para representar YHWH do texto hebraico. As principais revisões, sem contar as menores e parciais, eram a de 1869 a 1875 em Londres, outra em 1894 em Londres e ainda uma em 1898 em Lisboa.

            Em relação a YHWH, usa-se a expressão “Yahweh” na Bíblia King James Atualizada. De esta expressão a forma “Iahweh” è empregada na Bíblia de Jerusalém – edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesa Bible de Jérusalem; a forma “Yavé” na Nova Bíblia Pastoral, na Bíblia do Peregrino, na Bíblia Mensagem de Deus.

            A Bíblia dos Testemunhas de Jeová (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (edição de 1961 a 1984) e Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada (edição de 2013)) usa sempre “Jeová” em relação a YHWH e além disso 237 vezes para traduzir a palavra grega Κύριος do Novo Testamento.

            Em uma carta datada de 29 de junho de 2008, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano declarou que “Javé” e outros nomes semelhantes não devem ser utilizados nos serviços litúrgicos católicos. A medida afetou apenas a linguagem litúrgica, uma vez que o termo não consta nas traduções oficiais do Missal Romano, mas implicou uma modificação de alguns hinários. As formas excluídas da liturgia continuam a ser utilizado em muitas Bíblias católicas, mas não nos lecionários oficiais.

Simbolismo

            Não seja é à toa que ele seja considerado “O NOME DE DEUS”, ou melhor, o impronunciável nome de Deus.

            De origem grega, a palavra tetragramma (tetra: quatro; gramma: letra), significa a expressão escrita que possui quatro letras ou sinais gráficos. Ela representa uma palavra, abreviatura, sigla ou acrômio.

            Trata-se de um conjunto de letras que é pronunciado como uma palavra. Só que não é uma palavra qualquer e sim uma palavra formada pelas letras iniciais de palavras sucessivas que constituem uma denominação.

            É o exemplo do acrômio NASA, que significa National Aeronautics and Space Administration. Entendeu o que é um acrômio? Isso é muito importante, pois o Tetragrammaton é um também.

            No entanto, não se trata apenas de uma simples sigla, abreviatura ou acrômio.

            Acredita-se, nada menos, que o tetragrama hebraico designa o nome pessoal do Deus de Israel como foi originalmente escrito e encontrado na Torah, o primeiro livro do Pentateuco.

            Este tetragrama varia como YHWH, JHVH, JHWH e YHVH. Em algumas obras, especialmente no Antigo Testamento, escrito em sua maioria em hebraico com partes em aramaico, o Tetragrama surge mais de 6 mil vezes (de forma isolada ou em conjunção com outro nome divino).

            Segundo pesquisa feita por Furnulibis, o trecho abaixo mostra bem essa questão:

            A tradição esotérica dos judeus, a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável. Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro Mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”. (Êxodo – Capítulo XX – Versículo VII).

            Assim, um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas, incorporou “acentos” que funcionavam como vogais e viabilizavam a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai (Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo.

            Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda Yahweh, são adaptações para a língua portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original.

            Porém, há ainda uma crença entre os judeus do início do período cristão, que a própria palavra Torah seria parte do nome divino.

            Há outra relação interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva, Yod e Chawah, respectivamente.

            Uma combinação entre estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama, YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador e criatura.

            Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos para se referir ao Tetragrama: “O Nome”, “O Bendito” ou “O Céu”.

            O místico cristão, Jacob Boehme, utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652, no livro Oedipus Aegypticus).

            Sendo que todos são formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma vez o tetragrama.

            Seguindo este raciocínio, encontramos também Tupã (divindade dos índios brasileiros), Yang (em chinês, possui vários significados, entre eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu).

            Interpretando o Tetragrammaton

            Ainda com base na pesquisa feita por Furnulibis, vamos tentar interpretar o significado do símbolo.

            Se observarmos bem, podemos notar diversos outros símbolos no Tetragrammaton. É uma verdadeira riqueza simbólica. Quem gosta da temática se delicia com um símbolo desse. Vamos lá!

            Vale a pena, inclusive, como disse V.M Raphael, em sua obra “O Estreito Caminho“, elucidar o que significam os símbolos do pentagrama, de modo que não sejam mais confundidos com um símbolo de magia negra.

            Raphael esclarece que o símbolo de magia negra é quando o pentagrama está invertido, ou seja, com as duas pontas para cima. E não é isso que ocorre com o pentagrama presente no Tetragrammaton. O pentagrama presente no Tetragrammaton representa o humano auto realizado.

Detalhando o símbolo

            No ângulo superior vemos os “olhos do Pai“, o espírito, que é o poder que dirige e ordena todas as outras partes.  Júpiter logo acima, Júpiter ali representa que o Pai é o mais justo dos Juízes, o poder que dirige e ordena a todas as demais partes.

            Nos braços está Marte, que é a força. Nos pés, Saturno, onde se apoiam os mestres que, graças à morte do ego dos defeitos psicológicos, obtêm a perfeição, a maestria. Por isso, Saturno é conhecido como símbolo de magia — que quer dizer magistério, aquele que se conhece a si mesmo.

            Somente o humano autor realizado se levanta com as forças do Sol e da Lua, que se encontram nas colunas do templo; externamente representam a cruz sexual homem e mulher; e internamente, se olharmos bem, a sua correspondência é idá e pingalá, ou seja, as forças solares e lunares dentro do organismo.

            Idá como força feminina é o Amor (Vênus) e Pingalá como força solar é Sabedoria (Mercúrio).

            Refletindo nos Símbolos do Sol e da Lua, que representam o masculino e o feminino (homem e mulher), vemos que no ponto médio das colunas nasce o Caduceu de Mercúrio, símbolo claro da ascensão ao longo da coluna vertebral da terceira força, que é resultante do ponto de equilíbrio das forças solares e lunares, ou seja, Kundalini.

            Esta terceira força começa nos órgãos sexuais, de onde inclusive provém nossa vida.

            O Alfa (A) e Ômega (Ù) representam a Energia Cristo, que é o princípio e o fim de todas as coisas. Se observarmos o Ômega, veremos que se encontra invertido porque é a vasilha de contenção do fogo sagrado, o cóccix, o atanor dos alquimistas, O SEXO é o produto, O Amor, a Rosa, a Transmutação, a Cristificação, que como já dissemos nos dá a autor realização.

            Portanto, o princípio e o fim de toda a sabedoria universal se encontram na ascensão desta energia na coluna vertebral.

            Significado de cada símbolo contido no Tetragrammaton. Lembrando que muitos destes símbolos já foram descritos anteriormente em outro tópico: Alquimia

tetragramaton-02

            Pentagrama

            O pentagrama assume diversos significados de acordo com o contexto em que é encontrado. Neste caso, é a base do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo como símbolo do “Homem Realizado”. Isto é, uma representação da entidade humana evoluída em todos os estágios espirituais.

            Os olhos do Pai (Júpiter)

            No ângulo superior do Pentagrama, encontramos “Os olhos do Pai” e a representação do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo e todos.

            Marte

            Nos “braços” do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico e zodiacal do planeta Marte, representando a Força, ou a Energia pura da criação.

            Saturno

            Nos ângulos inferiores está a representação astrológica e zodiacal do planeta Saturno. Representando os mestres que anularam o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano, atingindo assim, a perfeição.

            Sol e Lua

            Posicionados nas linhas verticais do Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol e a Lua fazem referência aos polos femininos e masculinos da criação, contidos em todos os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.

            Mercúrio e Vênus

            Estes símbolos são amplamente encontrados na literatura alquímica e são representações astrológicas e zodiacais destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da figura, referem-se à união dos polos de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.

            Caduceu de Mercúrio

            O Caduceu de Mercúrio é o símbolo alquímico da transmutação. Associado aos símbolos superiores de Mercúrio e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o resultado da união dos polos feminino e masculino, entre as forças lunares e solares, e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado no centro da figura, também pode ser interpretado como a coluna vertebral, ou, Kundalini, responsável pela união da energia sexual entre as polaridades.

            Jehova

            Esta inscrição hebraica é um tetragrama pronunciado jehova (lê-se da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias alusões ao “nome de deus”.

            Alfa e ômega

            Alfa e Omega são, respectivamente, a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta é uma referência ao princípio e fim de todas as coisas. Alfa está abaixo dos “Olhos do Pai”. Omega encontra-se invertido, na base do Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão (útero) da Deusa, para alguns ocultistas.

            Binário

            Localizados fora do pentagrama, os números 1 e 2 são referências à bipolaridade; isto é, uma representação de que todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito, podemos também compreendê-los como outra manifestação dos polos masculino e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.

            Logos

            Logos é uma palavra grega que significa razão, mas também é interpretada como “fonte de idéias” e “verbo divino”. Associado ao Tetragrammaton, os números 1, 2 e 3 representam respectivamente o Pai, a Mãe e o Filho. Também pode ser interpretado como a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado nas tradições esotéricas.

            O Cálice

            O cálice significa o polo feminino da criação. Na alquimia é utilizado para representar o elemento Água.

            Espada Flamejante

            A “espada de fogo”, dentro do contexto alquímico, representa o próprio elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton, assume o papel do polo masculino e do pênis, símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.

            Báculo

            Báculo é o bastão comumente ele está dividido em sete escalas representando os estágios de evolução. Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.

            Hexágono

            Representa o domínio do espírito sobre a matéria. Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.

https://www.orgonite-brasil.com/simbolos-significados/pentagrama-tetragramaton-significado

https://pt.wikipedia.org/wiki/YHWH

https://lidianefranqui.com.br/tetragrammaton-o-que-quer-dizer-este-simbolo-antigo/

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AURA

O que é aura?

            Todo ser humano representa um gerador de energia que produz um campo energético. A aura é um fluído ou essência sutil, que emana dos corpos humanos e dos animais. É um eflúvio psíquico que, por sua vez, participa da mente e do corpo; também é chamado de âkâzica ou akâshica – magnética.

            A Aura humanaé uma força energética evolutiva, que reúne todas as nossas informações físicas e metafísicas, que sustenta a vida e caracteriza o ser humano.

            Sem ela, não poderíamos existir. Ela é uma radiografia de todas as nossas vidas desde o momento de nossa formação espiritual e contém dados sobre o passado, sobre a vida presente e até mesmo tendências futuras.

            Por causa deste magnetismo, nos sentimos atraídos ou não (somos simpáticos ou não) por certas pessoas, algumas mais do que as outras; em alguns casos, basta se aproximar para se envolver numa maravilhosa onda de luz e paz, pois a energia é tão contagiante que poderia até ser tocada. Outras pessoas, ao contrário, provocam uma desagradável sensação de cansaço, como se roubassem nossa energia. Este tipo de sensação reflete o poder da nossa aura.

            Existe uma correlação entre o estado geral de corpo-mente-alma de uma pessoa e seu corpo vibratório. Tensão e fraquezas físicas tornam-se perceptíveis na cor da sua aura antes mesmo de se manifestarem em você. Quem passa por uma perda de um parente querido, por exemplo, terá chances de se recuperar mais rapidamente se seu campo energético estiver equilibrado.

            A Aura é sensível à totalidade do nosso ambiente interno e externo. Os fatores mentais, físicos, espirituais interagem constantemente para atuar sobre a Aura .

            Traços de personalidade, condições de saúde, interesses pessoais, questões sociais, estados emocionais e as circunstancias do momento podem exercer um efeito drástico e imediato sobre a Aura . Mesmo eventos distantes, globais ou cósmicos, podem alterar a Aura .

            A despeito de a Aura visível, como é usualmente visualizada, estender-se apenas a alguns centímetros do corpo (linha branca), é possível que uma Aura inteira , enquanto fenômeno energético se estenda ao infinito. É bastante provável que a Aura humana esteja em constante interação com outras dimensões de tempo, espaço, energia e matéria.

            Uma vasta gama de estados mentais negativos, tais como ansiedade, hostilidade e frustrações, podem exercer um efeito devastador sobre o corpo e drenar a energia do sistema áurico. Da mesma forma, a falta de auto-estima, um conceito desfavorável sobre si mesmo e relação sociais negativas podem debilitar a Aura e reduzir seriamente seu suprimento de energia. Os poluentes ambientais e certas substâncias presentes nas drogas podem temporariamente descolorir a Aura ou diminuir sua extensão.

            A aura é considerada por diversas culturas, religiões e linhas de estudo espiritualistas como um campo de energia extrafísica que envolveria seres vivos. Para pesquisadores do tema que não estão ligados à tradições esotéricas e religiões, a aura é considerada como o resultado das emanações do duplo etérico. Não existe nenhum estudo científico que demonstre empiricamente a existência da aura.

            O amor, a força mais poderosa do universo, invariavelmente expande, ilumina e energiza a Aura . Dentre os demais fatores que a fortalecem destacam-se uma imagem positiva de si mesmo, sensação intensa de bem-estar, equilíbrio e harmonia interiores e interesse genuíno pelos outros. Cada esforço para ajudar o próximo ou para tornar o mundo um lugar melhor injeta uma energia que se irradia por todo o sistema áurico.

            Assim como os seres humanos, todos os animais têm Aura, embora suas características sejam substancialmente diferentes da Aura humana. A Aura dos animais é normalmente menos complexa no que se refere à estrutura, mas sua coloração á mais intensa do que a nossa. Comparada à Aura dos animais selvagens, a Aura dos animais domesticados tem uma amplitude maior e uma coloração mais suave. Curiosamente, a Aura dos animais de estimação frequentemente assume certas características de coloração, inclusive a cor dominante, dos seus primeiros donos. Com exceção dos animais doentes ou estressados, tais como aqueles que foram retirados da vida selvagem e colocados numa jaula, raramente se constata descoloração na Aura dos animais.

            Todas as plantas, qualquer que seja o seu porte, são dotadas de sistemas energéticos próprios, alem de um campo energético que as circunda, o qual, embora não seja habitualmente chamado de Aura , apresenta algumas características semelhantes às da Aura dos seres humanos e dos animais.

            Em muitos casos, os padrões energéticos ao redor das plantas aparecem como uma extensão iridescente de sua estrutura básica e de suas cores. Percebemos ao longo de experiências que a nossa interação com a vida das plantas, especialmente das arvores, pode influenciar o nosso próprio sistema energético.

            A Aura é uma manifestação visível da força vital que energiza a totalidade do nosso ser – físico, mental e espiritual. Sem essa força vital que o energiza, o corpo físico não funcionaria. Embora o corpo físico dependa da força vital refletida na Aura , essa força vital independe do corpo físico. A Aura , ao manifestar a força vital que serve de base para a nossa existência, também manifesta a nossa imortalidade como seres espirituais.

            O corpo astral, às vezes chamado de corpo etérico, é o correspondente não físico do corpo biológico. Ambos são mantidos pelo mesmo sistema energético de origem cósmica – o corpo astral em caráter permanente e o biológico, apenas temporário. Sem essa fonte de energia, não poderíamos existir fosse sob a forma física, mental e espiritual. Como já observado aqui, a Aura humana é a manifestação visível dessa fonte de energia.

            A percepção consciente constitui a essência da nossa existência como fonte permanente de energia. A consciência individual é energia cósmica especialmente projetada para assegurar tanto a nossa individualidade como a nossa imortalidade. A nossa existência como entidade consciente é sustentada por um sistema de energia que compreende a Aura e seu núcleo. É bastante frequente considerar-se esse núcleo como a eterna centelha da divindade que nos liga às nossas origens espirituais e dê sentido e permanência à nossa existência consciente.

            Qualquer assunto da constituição do homem corpóreo seria incompleto se não incluísse o estudo da Aura humana; isso porque ela forma uma parte muito interessante dos ensinamentos de quase todas as doutrinas espiritualistas, encontrando-se referências e definições na história de todas as raças.

            Talvez o que dificulte a credibilidade da Aura humana seja a sua invisibilidade, e isto é certo, porque somente pessoas com o poder psíquico altamente desenvolvido conseguem vê-la, e mesmo aqueles que conseguem penetrar nas reentrâncias eletromagnéticas da Aura humana não chegam a visualizá-la na sua plenitude, tendo, assim, visão de parte de um todo, ficando o restante das emanações mais etéreas para as pessoas de mais desenvolvimento intelectual e moral.

            A nossa Aura humana retrata com fidelidade, todos os nossos pensamentos e todos os nossos sentimentos, e é através dela que somos conhecidos, aqui e no Além, amados pelos amigos ou odiados pelos adversários, atraindo ou expulsando as emanações fluídicas que circulam no seu campo psíquico.

            As energias irradiadas através da Aura humana são da mesma espécie que as irradiações conhecidas como raios X e, como estas, invisíveis ao olho humano.

            A visão da Aura humana é sempre proporcional ao desenvolvimento psíquico do homem e, de um modo geral, a maioria dos médiuns só vêem as emanações grosseiras da parte externa do corpo físico, porque as energias que emanam da mente imortal necessitam de um grau elevado de evolução para perceber suas cores.

            A Aura humana é também uma espécie de fotografia do nosso campo Íntimo e contém projeções reais do nosso perispírito, que é, na realidade, o modelador e sustentador do corpo somático, e é exatamente por isso que, em muitos casos, as nossas enfermidades aparecem na Aura humana, assim como muitas das nossas deformidades morais também ali ficam retratadas, podendo ser facilmente detectadas e analisadas, já que as fotografias são claras, nítidas e concisas não deixando nenhuma dúvida quanto à veracidade das informações ali contidas.

            Geralmente, a fotografia da Aura humana tem a forma ovóide e compõe-se de muitas cores, cada uma delas representando o estágio em que a pessoa se encontra, não sendo, porém, uma idéia exata de tudo o que somos, mas apenas uma pequena parte de um todo já identificável, do nosso cosmo orgânico e espiritual, de grande valia nos estudos da constituição tríplice do homem, ou seja, “espírito-perispírito-corpo”.

            Estrutura

            A aura não é considerada um campo energético no sentido eletromagnético ou de alguma gama de radiação. É, pois, considerada como um campo em formato oval que circunda o ser humano por onde transitam as energias extrafísicas emanadas do duplo etérico.

            A aura, tal qual a aparência física, variaria de pessoa para pessoa em cores, tamanho, luminescência e outros pormenores como manchas e bordas. Suas características mais gerais, porém, seriam:

  • Seu formato ovalado que poderia ser mais uniforme ou mais fractal;
  • Seu aspecto luminescente que poderia variar de intensidade dependo do ponto observado e da pessoa;
  • Seu aspecto multicolorido, não se limitando à apenas uma cor imperando em todo campo, tampouco se limitando somente às cores do especto visível do ser humano.
  • A aura também é por vezes descrita como tendo duas camadas, porém o que se chama da primeira camada da aura seria o duplo etérico e a segunda a aura em si (as emanações do duplo etérico).

            Sua aparência também é muitas vezes erroneamente ligada às fotografias Kirlian que não são uma fotografia da aura, mas sim uma imagem de campo elétrico que circunda os objetos eletricamente carregados onde fótons são produzidos e ficam registrados por conta da ionização dos gases que ali se encontram.

            Função

            Normalmente não é associada à aura uma função, mas sim ela seria considerada um campo resultante de uma estrutura com uma função (duplo etérico). Algumas correntes, porém, acreditam ser possível obter indícios visuais, como manchas e diminuições pontuais do campo, que poderiam servir como informação a respeito da saúde física e emocional da pessoa observada.

            Visualização

            A aura poderia ser vista pelos chamados clarividentes, que teriam uma capacidade de ver, com pouca ou muita eficiência e em períodos aleatórios ou controlados, aspectos do ambiente extrafísico, como consciências extrafísicas, auras, duplo etérico, etc. Esta capacidade variaria de competência de clarividente para clarividente, podendo estes perceberem um espectro maior ou menor de energias. Também variaria o domínio que o clarividente teria sobre sua própria capacidade, uma vez que tal condição poderia aparecer por períodos curtos e aleatórios supostamente induzidos ou não por consciências extrafísicas ou por períodos determinados pelo próprio clarividente, a variar conforme sua proficiência, sendo este último uma ocorrência menos comum.

            Como fortificar sua aura?

  • Tome cuidado com sentimentos constantes de ciúme, raiva, ódio ou inveja pois estes podem atuar negativamente sobre o equilíbrio do seu campo energético;
  • Tente combater ao máximo as situações de estresse, se possível através de exercícios físicos ou de relaxamento, como a meditação;
  • Caminhe todos os dias pela manhã (se possível por 20 minutos);
  • Viva situações que salientem o seu lado alegre;
  • Faça orações, pois estas expandem seu corpo físico, já que a prece serve como um oxigênio da alma.

Entenda o significado das cores da sua aura

            A Aura arco íris se caracteriza pela disposição das cores em camadas esféricas que circundam o corpo.

            Algumas vezes essas camadas são distintas e, em outras, misturam-se suavemente, criando regiões fronteiriças de coloração mista. As cores podem aparecer na Aura sob a forma de borrões desordenados que se desvanecem em outras tonalidades, ou podem compor corpos monocromáticos isolados (bloqueios energéticos).

            Apesar da Aura humanajamais ser inteiramente branca ou negra, áreas brancas ou negras podem surgir ocasionalmente em forma de pontos concentrados de luz ou escuridão, e não como regiões extensas.

            Além da distribuição, a intensidade, amplitude e nitidez das cores da Aura também variam muito. De quando em quando, pequenas concentrações de cor iridescente e muito brilhante podem ser notadas numa Aura que, não fosse por isso, seria absolutamente comum. Em geral, a intensidade, a amplitude da cor, constituem indicadores confiáveis do poder de sua energia, de modo que quanto mais intensa e ampla a cor, mais fortes são sua influencia e importância simbólica.

            A nitidez ou luminosidade da cor é outro índice de sua força, pois quanto mais nítida ou luminosa a cor, mais poderosa é a sua influencia sobre a pessoa. Aura s esmaecidas ou desbotadas quase sempre exercem um efeito debilitador ou apontam desernegização.

  • AZUL: cor que representa o nível de equilíbrio do ser humano.
  • VERDE: cor que representa a saúde física e emocional.
  • VIOLETA: cor que representa a capacidade de transmutação de obstáculos, problemas, energias e etc.
  • AMARELO: cor que representa a auto-estima, auto confiança e a capacidade de alcançar sucesso financeiro e profissional.
  • ROSA: cor que representa a afetividade, o amor, os relacionamentos.
  • BRANCO: cor que representa a paz interior do ser humano.
  • VERMELHO: cor que representa o ânimo, a força, a alegria, a motivação do ser humano.
  • DOURADO: cor que representa a proteção do campo áurico.

            Azul: capacidade de curar através das próprias energias mentais e espirituais; age sobre os outros de modo agradável e calmante; altos ideais de vida; sinceridade; tem o dom de usar as forças sobrenaturais.

            Branco: pureza; amor ao próximo; perfeição. Uma aura que significa a luz da verdade e a luz elevada da consciência divina.

            Branco-prateado: pessoas de espírito altamente evoluído; indica uma ampla abertura às forças cósmicas.

            Cinza: ansiedade e timidez; autoestima deficiente; falta de coragem para assumir as próprias opiniões e expressá-las. Excesso de economia na vida diária.

            Laranja/amarelo: capacidade de dar e receber; dotada de muita esperança; a saúde e a família desempenham um papel importante. Tem o dom de conviver em grupo harmoniosamente.

            Preto: tendência para usar a sexualidade de forma instintiva. Também indica a ânsia de conhecimento, excesso de timidez e solidão.

            Rosa: coração caloroso; amor ao próximo sem egoísmo; simpatia; gentileza; sensibilidade às vibrações das outras pessoas.

            Turquesa: poder de expressão e criatividade na palavra, na arte e na comunicação; tem boa combinação de conhecimentos; percepção profunda e de rápida reação.

            Verde: autoconfiança; capacidade de resolver problemas e de perdoar; enaltecedora da paz; muita sensibilidade.

            Vermelho: ênfase no modo de vida material; sucesso alcançado através da dedicação pessoal completa; saúde física estável; tendência à irritabilidade quando contrariada.

            Violeta/lilás: espiritualidade bem desenvolvida; inspirações criativas; capacidade de transformar os sofrimentos pessoais em fatores positivos para o próprio destino.

            Mais sobre cores

            Amarelo

            Pessoas: indica inteligência, facilidade para se comunicar e para aprender e supremacia da razão sobre a emoção.

            Animais: pode ser sinal de doença, debilidade física ou tristeza

            Plantas: significa falta de vitalidade, especialmente se a tonalidade do amarelo for muito fraca.

            Objetos: costumam ser dotados de pouco energia ou emitir vibrações ruins.

            Azul

            Pessoas: indica paz interior, harmonia, saúde e equilíbrio, bem-estar, descanso, e autoconfiança. Geralmente se manifesta com maior intensidade após o ato sexual satisfatório e durante o sono.

            Animais: é sinal de felicidade e de satisfação com o tratamento que vêm recebendo do dono.

            Plantas: indica propriedades tranquilizantes e analgésicas.

            Objetos: pode ser interpretado como uma emanação de fluidos positivos.

            Cristal

            Pessoas: indica dons telepáticos, poder de cura, paranormalidade, pureza e bondade. costuma se manifestar com maior força nas mãos de massagistas que lidem com cura.

            Animais: é sinal de capacidade de adaptação

            Plantas: tanto pode significar positividade quanto falta de vigor e venerabilidade.

            Objetos: expressa o poder de receber e emanar energias

            Dourado

            Pessoas: indica espiritualidade elevada e prosperidade. ela surge com mais intensidade na região do tórax, pois esta associada ao amor.

            Animais: expressa felicidade.

            Plantas: simboliza a suavidade e fluidos positivos.

            Objetos: mostra que foram tocados por uma pessoa bem intencionada

            Laranja

            Pessoas: indica capacidade de realização, sensualidade, boa saúde, versatilidade e dinâmica.

            Animais: é sinal de manifestação dos instintos(fome, sede, desejo sexual).

            Plantas: indica a produção de sementes e flores.

            Objetos: expressa um grande potencial energético(é comum em sinos e objetos religiosos em geral).

            Verde

            Pessoas: indica saúde e vigor. esse tom costuma aparecer com mais intensidade na região da cabeça, pois está associada a atividade mental

            Animais: indica mansidão

            Plantas: demostra a emissão de forte ondas de energia positiva, sendo muito comum nos vegetais dotados de propriedades curativas.

            Objetos: são uma autêntica fonte de passividade. costumam apresentar este tom depois de terem sido tocados por uma pessoa que esta de bem com a vida.

            Vermelho

            Pessoas: indica vitalidade, excitação, coragem e forte energia sexual, porém se estiver concentrada em um determinado ponto, pode ser algum sinal de distúrbio.

            Animais: exprime instinto e vigor.

            Plantas: está associada ao crescimento.

            Objetos: indica que eles foram tocados por alguém que estava entusiasmada ou ansiosa e que os deixou impregnados de energia.

            Violeta

            Pessoas: expressão de poderes mediúnicos, capacidade de compreensão, saúde e mente equilibrada.

            Animais: satisfação e felicidade.

            Plantas: sinal de uma força positiva.

            Objetos: indica uma forte concentração energética, e geralmente se manifesta depois que o objeto foi tocado por uma pessoa espiritualmente evoluída.

Universo

            Tudo no universo é composto de vibrações que, por meio de diferentes comprimentos de onda, determinam o que podemos conhecer pelos cinco sentidos. Cada comprimento de onda determina uma frequência específica, que dá identidade a um fenômeno manifestado, quer seja uma pedra, uma onda de rádio ou um átomo.

            O ser humano é um ser magnético por excelência. Irradia vibrações sutis, resultado de sua natureza física, psíquica e espiritual. É o que se denomina de “ Aura “.

            Essa Aura pode atrair ou repelir, dependendo de sua frequência vibratória. Por que às vezes temos as mais diversas sensações na presença de outra pessoa, sem nenhuma causa aparente? Isso ocorre porque o corpo humano irradia energia, formando uma Auramagnética em seu derredor.

            A Aura humana é modificada pelos pensamentos e sensações emocionais. Pensamentos de ira, inveja, ganância etc. tendem a emitir energia pestilenta, bastante prejudicial à saúde do emissor e às pessoas próximas a este. Já pensamentos elevados, de amor, gratidão, benevolência etc. irradiam sutilíssimas e brilhantes vibrações, que reagem beneficamente sobre o emissor e sobre as pessoas que lhe estão próximas.

            Estamos sujeitos a essas irradiações diariamente. Elas podem ser responsáveis por nosso estado de ânimo, até mesmo pelas nossas impressões intuitivas. Este é um fenômeno natural, parte dos poderes interiores do ser humano que todos possuem, mas poucos compreendem. Aprender a dominar este fenômeno permite ampliar o raio magnético de nossa própria Aura e atrair as melhores situações para a nossa vida.

O Corpo Humano

            Tudo que existe é energia, seja visível aos nossos olhos ou não. Um pensamento é uma forma de energia, uma planta é uma forma de energia, nós, assim como todo o universo, também somos uma forma de energia.

            O que determina a diferença entre esta ou aquela manifestação energética, é a sua forma vibracional, ou seja, a maneira como as moléculas estão agrupadas e o tipo de vibração emanada.

            O corpo humano gera ao seu redor uma luminosidade meio enfumaçada, que é o resultado da vibração de energia, ou energia vibracional. A vibração emanada pela qualidade de nossos pensamentos vai se juntar à essa energia luminosa que nos envolve. A isto chamamos de Aura, o qual tem a capacidade de apresentar diferentes cores, que terão, dependendo da intensidade e forma, significados diferentes.

            Convém lembrar que o Aura circunda todo o corpo humano, e dependendo de onde cada cor se manifeste nele, e da intensidade que ela apresente, terá, em cada caso uma interpretação diferente.

            Antigamente achava-se que as vibrações energéticas eram criadas à partir de um plano físico. Hoje já se sabe que o processo é exatamente inverso.

            Isso implica dizer que se o corpo físico se origina de um campo energético, se acontecer uma disfunção ou desequilíbrio neste campo, isto, inevitavelmente, irá se refletir no físico. Sendo assim, se tratarmos a disfunção ou desequilíbrio neste campo de energia, iremos curar o corpo físico.

            Em síntese, a doença se manifesta em outros corpos mais sutis, e por último no corpo físico, que é o mais denso dentre todos os que possuímos.

            Chegará o tempo em que se promoverá a cura de uma doença antes mesmo dela se manifestar fisicamente.

            Para que se tenha uma boa saúde, é necessário que se mantenha a Aura em constante estado de equilíbrio. Todos nós somos dotados de um sistema controlador, para que possamos manter nosso corpo físico e Aura devidamente equilibrados. Seria algo como um ” dispositivo interno “, que é acionado toda vez que surge um desequilíbrio ou uma desarmonia nos nossos corpos energéticos, ou no próprio corpo físico.

            Muitas das doenças e dos males que atingem a grande maioria das pessoas não possuem causas externas. Nós somos produto do meio em que vivemos. Isto é fato.

            Nosso ” dispositivo interno “, sempre nos avisa quando algo não está certo. Mas, o que normalmente fazemos é ignorar esses avisos em detrimento de inúmeros motivos e fatores que, obviamente, não incluem nosso bem estar.

            Por exemplo, se a maioria das pessoas que dormem pouco, e passam, portanto, a exigir de si um esforço redobrado de energia, parassem ao primeiro aviso de seu dispositivo interno, com certeza os consultórios e o mundo estariam com uma quantidade infinitamente menor de indivíduos estressados. Agindo assim, só criamos, cada vez mais, as nossas próprias mazelas, inclusive quando, teimosamente, nos recusamos a ouvir nossos ” avisos internos ” para darmos uma parada, e nos cuidarmos.

            Não estamos afirmando, em hipótese nenhuma, que todas as doenças de que comumente padecemos, sejam apenas criações nossas. O que afirmamos, é que no mundo atual, o “ter” possui muito mais importância do que o “ser”, e isto gera uma série de reações em cadeia.

            Quando ocorre um desequilíbrio na Aura , isto certamente se reflitirá no corpo físico. Mas, como já dissemos, repetidas vezes, cada caso é um caso.

            Dependendo do estado de consciência que o indivíduo tiver, e da intensidade e da causa do desequilíbrio no Aura , a repercussão no corpo físico terá mais ou menos impacto.

            Mas, todo e qualquer processo de cura deve ser pautado nas profundas verdades interiores, e no amor.

            A célebre frase: “Homem, conhece-te a ti mesmo”, encaixa-se perfeitamente no presente contexto.

            Através da abertura do caminho que liga o Eu Menor ao Eu Maior, muitos dos males e doenças deixam de existir, e acontece a cura.

            Energia

            Energia é aquilo que compõe e move todas as coisas. De uma maneira simples, tudo é energia!

            Energia é a composição mais básica da vida, das nossas células, das nossas moléculas, mas nossa energia se movimenta a partir do foco que damos para as coisas. Ela se transforma no foco que você dá a ela.

            Para entendermos nossa própria energia, temos que entender aonde estamos focando o nosso olhar. O que esta acontecendo por trás dele? Como vemos, lidamos e reagimos com o que acontece na nossa vida, ou como direcionamos o propósito da nossa existência.

            Algo tem muito poder e força em nossa vida e no mundo, porque colocamos nosso foco ali. Por exemplo: a taça da copa do mundo tem muito poder, porque nosso foco está no ouro, percebemos a vitória e o ouro como algo espetacular, damos muita energia para o ouro e para as conquistas competitivas, o ser humano colocou sua energia ali.

            Quando eu vou comprar uma roupa, eu posso comprar essa roupa com o olhar em ser melhor que o outro, na comparação, que gera a soberba, ou posso comprá-la simplesmente porque me sinto bem com ela, gerando satisfação.

            O ouro ou a roupa são apenas uma matéria, mas dependendo do foco que dou para a matéria, ela se transforma naquilo em que eu ou a sociedade percebe sobre aquilo.

            Dentro de nós o ego tem muito poder, porque colocamos muito foco em ver como as pessoas nos reconhecem e menos foco em ser o que realmente somos. Colocamos nossa energia à serviço do nosso ego.

            Energia tem muito a ver com o olhar, a forma com que me relaciono à algo. Algo está pulsando e vibrando em mim, porque coloquei meu foco em algo que alimenta uma emoção ou um sentimento, e até mesmo uma ação.

            Esse foco, energia, também pode ser entendido como um investimento. Onde estou colocando meu foco é onde estou investindo minha vida. É o que causa as dinâmicas energéticas da nossa vida. Preocupações, lástimas, medos, ansiedades ou alegria, aprendizados, compaixão, generosidade.

            Ao mesmo tempo, existem muitas energias que vivem no ser humano que não fazem parte da sua constituição original e que influenciam seu olhar para o mundo e suas reações. Por exemplo: traumas de infância, crenças religiosas, vidas passadas, escola, universidade, propagandas, televisão etc. Essas energias ficam impregnadas no nosso inconsciente e acabam causando situações em nossas vidas as quais não conseguimos compreender ou lidar.

            Dentro de uma Leitura de Aura lemos a energia da pessoa no momento presente, ou seja, aonde ela está investindo (depositando) sua energia, quais as dinâmicas energéticas que estão acontecendo, qual a semente energética de determinadas situações, trazendo aquilo que está inconsciente ou adormecido, para o consciente.

            Aura

            A aura é o campo energético que fica em volta de cada ser. Ela contém toda a informação da nossa vida, considerando que todo o movimento que fazemos produz energia, seja um pensamento, palavra, emoção, sentimento ou ação. Tudo fica impresso em nossa aura.

            Ela é como uma memória da nossa existência que registra toda nossa experiência do passado, presente e as diferentes possibilidades que neste momento se encontram no futuro.

            A aura possui cores, pois cada informação energética possui uma frequência, uma vibração, que produz uma cor. Na Leitura de Aura das Rosas você não estudará os significados específicos das cores, pois cada cor tem infinitas possibilidades de significados.

            Quando abrimos a Leitura de Aura visualizamos as cores e seus significados específicos a partir de uma canalização através dos canais intuitivos, em uma conversa com o espírito de cada pessoa.

            Chakras

            Os Chacras são vórtices energéticos do nosso ser e também da Mãe Terra. De uma maneira geral, no ser humano, eles fazem a conexão da nossa individualidade com a totalidade.

            A individualidade significa minha informação energética, a evolução da minha alma, o que eu vivi e está impresso em mim dessa vida e de vidas passadas. Delas surgem as minhas vontades, os meus desejos e os meus propósitos de vida.

            A totalidade significa a informação que vem do todo, do cosmos, do universo, da Terra e de outros seres de luz.

            Os chacras nos unem a essa totalidade. Estamos alinhados quando estamos conectados à nossa individualidade e à totalidade ao mesmo tempo, eu posso ser eu e o todo ao mesmo tempo, por isso posso ter informações daquilo que pode ser feito para o todo ou só para mim. Posso conectar o meu sentir com o sentir de alguém que está do outro lado do mundo, porque estou conectado com a totalidade.

            O desequilíbrio dos chacras acontece quando eu quero ser mais a minha individualidade ou mais a totalidade. Quando os meus chacras estão alinhados eu respondo à minha verdade, mas o faço em benefício de todos. Eu sou a gota e o oceano ao mesmo tempo. A paz, a compaixão e a felicidade são manifestações do alinhamento dos nossos chacras.

            No nosso cotidiano estamos muito mais focados em alimentar a nossa individualidade em benefício próprio, queremos o controle da situação, o controle do outro. Então existe uma gama de terapias que nos ajudam a alinharmos os nossos chacras.         Mas, para isso, é necessário desvendar cada chacra e ver onde em nossa vida ele está bloqueado.

            Cada chacra trás uma vibração, que geralmente são vistas sob a forma de cores, e que trabalham aspectos específicos do nosso ser.

            Os três primeiros chacras são chacras de descobertas, onde está a minha individualidade. Nos demais eu descubro que eu sou o todo, que eu tenho dentro de mim o que o outro tem, onde eu posso perceber que o Deus que vive em mim também vive em você.

            Aura literalmente significa atmosfera. É a atmosfera ou qualidade única que envolve uma pessoa, coisa ou lugar. O espiritismo da nova era descreve como uma emanação que envolve o corpo de um humano (ou qualquer criatura viva) e é uma parte essencial de um indivíduo. :sparkles:

            Chakra é uma palavra Sunsikrat que significa um círculo ou roda. Representa os sete centros de poder espiritual no corpo humano, localizado ao longo da espinha. Para saber mais: https://projetoalquimia.wordpress.com/2014/11/09/o-poder-dos-simbolos-iii/#chakras

            Auras e chakras – Como eles funcionam?

            Uma aura pode ser afetada por vários fatores, principalmente pela energia ou outras auras de outros à nossa volta. Se você está lidando com uma pessoa que é mais poderosa e intimidante, sua energia pode afetar sua aura e vice-versa. Erin Pavlina explica em um de seus posts do blog: “se você está apreciando a companhia de sua amante, sua aura vai chegar a sua e criar uma combinação, que é na verdade uma luz como um “halo” (expansão de energia da luz).

Ciência

            Geralmente, a ideia de “aura” e suas influências sobre nós são associadas aos meios esotéricos. Agora, a ciência comprovou que ela existe: chamado de “expossoma humano”, esse campo energético que envolve todos os seres vivos nada tem a ver com energias espirituais.

            Usando um dispositivo de monitoramento do ar, cientistas da Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA, observaram que a aura nada mais é do que uma nuvem vasta e dinâmica, formada por microrganismos, produtos químicos e outras partículas, à qual todas as pessoas estão expostas em qualquer ambiente. A pesquisa, publicada na revista científica “Cell”, demonstrou ainda que é possível mensurar individualmente esses elementos.

            Apesar de as medições serem limitadas por serem individuais, os autores do estudo concordam que a maior contribuição da descoberta vai ser para a área de saúde, que é determinada não apenas por fatores genéticos, mas também pelos ambientais.

            “A saúde humana é influenciada por duas coisas: seu DNA e o ambiente. Condições como asma e alergias podem ser controladas muito melhor quando somos capazes de entender a que esses pacientes estão reagindo”, afirmou ao site da universidade o pesquisador e professor Michael Snyder

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/esoterico/aprenda-a-ver-a-aura-das-pessoas,9f0863337df6d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aura

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TRIQUETRA

triquetra

            Triquetra, por vezes chamada de triqueta, em latim triquætra, é um símbolo celta formado por três arcos interligados, também é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a eternidade, ou ainda, a trindade, a eternidade e a unidade.

            Originário das tradições celtas, representa as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Era um simbolo muito comum na civilização celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual.

            O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão.

            Os celtas acreditavam que havia alma em tudo o que existe, um conceito conhecido como animismo.

            No Cristianismo, este símbolo passou a representar a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) pela igreja cristã céltica. Também podendo aparecer representado por três peixes entrelaçados.

            Tem sua origem ligada aos povos indo-europeus (que deram origem aos Celtas e Nórdicos), tendo achados arqueológicos que lhe remetem uma idade superior a 5.000 anos (3.000 a. C). Entre os celtas era um símbolo diretamente ligado ao fluxo das estações, já que eles, só contavam três (3); Primavera, Verão e Inverno. Alguns estudiosos definem que os povos celtas de algumas regiões acreditavam em somente 3 elementos: O Céu (ar), A Terra (terra e fogo) e o Mar (água). Tudo isso comprova a tese de que os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. Atualmente as Igrejas Irlandesas Cristãs utilizam muito dos símbolos celtas sincretizados a conceitos cristãos no intuito de preservar parte das raízes históricas, culturais e religiosas da Irlanda. Significado Geral: Força, Proteção e Triplicidade de todas as coisas.

            Ele foi encontrado em runas com mais de 2 mil anos de idade, surgindo antes do cristianismo. Tanto os celtas quanto outras civilizações antigas, como, por exemplo, os egípcios, acreditavam nas tríades ou trindades.

            No paganismo celta, a triquetra também remete à possíveis trindades, como, por exemplo, os três reinos (terra, mar e céu), as três forças da natureza (terra, fogo e água) e também ao corpo, mente e espírito.

            Os Círculos da Existência, que também leva o nome de Triquetra é um símbolo muito antigo. A palavra “Triquetra” é uma palavra originária do Latim que é traduzida para o português como “Três Encurralado”. Para os antigos celtas, ela representa um significado especial. O símbolo já foi visto cravado em pedras em diferentes regiões do Norte Ocidental da Europa e também é visto no Livro de Kells, que registra seu significado na história e lenda ancestral desse povo.

            Suas três pontas representam as Tríades, sendo elas o corpo da teologia druídica. Pode-se associá-las a Divina Trindade. As Tríades são formadas utilizando-se de três tipos de ensinamentos, em que cada um completava os outros dois. Sendo muitas vezes associada à representação da Deusa em suas três manifestações: a Donzela, a Mãe e a Anciã ou também como a representação de Deus como Jovem, Guerreiro e o Sábio. Existe também uma definição muito mais antiga de seus círculos. Há traduções literais dessas palavras, mas elas não são suficientes para expressar o seu verdadeiro significado, certamente não no contexto em que são usados no antigos mitos e lendas galegos.

            Os Três Círculos

            Há três círculos de existência: o círculo do infinito (ceugant) onde, exceto Deus, não há nada vivo nem morto e nenhum ser que Deus não possa penetrar; o círculo da migração (abred) onde todo ser animado procede da morte, que o homem atravessou; e o círculo da felicidade (gwynfyd), onde todo ser animado procede da vida, e que o homem atravessará no céu.

            Três estados sucessivos dos seres animados: o estado de humilhação no abismo (annoufn); o estado de liberdade na Humanidade e o estado de felicidade no céu.

            Três fases necessárias de toda existência em relação à vida: o começo em annoufn; a transmigração emabred e a plenitude em gwynfyd. Sem estas três coisas nada pode existir, exceto Deus.

            Abred: Nossa Casa Mortal

            O primeiro círculo é chamado de Abred e representa a existência mortal. É onde estamos agora. Fala tanto dessa Terra como de todos os outros Mundos existentes no plano material. Nós nascemos para viver nossas vidas mortais em Abred, neste plano finito da mortalidade, esta Terra Média, que não é um castigo nem um campo de testes.

É o lugar onde experienciamos a existência mortal e as leis de causa e efeito. Aqui, nossas ações, sejam elas boas ou más, tem um efeito e nós continuamos a voltar até termos dizimado todas as nossas pegadas (semelhanças com a Cabala Judaíca e Guita Hindu). Quando aprendemos a viver sem perturbar o fluxo do universo, então estamos prontos para seguir em frente. Até então, estamos presos no círculo de nossa mortalidade. O mito abaixo ilustra bem este dilemma:

            “Houve uma vez um padre cuja sua sujeira era sacrificar cabras. Um dia, enquanto preparava mais uma cabra para sacrífico, ele ouviu a cabra rir com uma sonoridade humana. Surpreso, ele perguntou à cabra o por que dela estar rindo. A cabra explicou então, que nos passados 500 anos ele tinha nascido como uma cabra sacrificada, para morrer no altar e renascer apenas para ser sacrificado novamente, mas desta vez ele renasceu como um homem. O padre em um primeiro momento, ficou satisfeito, mas então ele viu uma lágrima no olho da cabra, e então perguntou por que a cabra estava triste. A cabra respondeu; ‘Porque 500 anos atrás eu era um padre que sacrificou cabras’.”

            Annwn: O Outro Mundo

            O segundo círculo é Annwn e representa a passagem da nossa existência mortal ao nosso espírito, a essência que verdadeiramente somos adentra em Annwn.

            Na lenda escandinava, este círculo se refere aos salões de Odin que abrigam aqueles que morreram bravamente e de forma honrosa na batalha. Annwn é um lugar de descanso e reflexão; ele pode ser uma casa de alegria e deleite para aqueles de natureza menos bélica ou para aqueles que desejam descansar da guerra. Para o mau, pode ser um lugar sombrio e ameaçador, mas não é um lugar de descanso eterno para ninguém. Depois de absorver o que temos aprendido e experimentado, nos preparamos para o nosso re-nascimento.

            Morremos em Annwn e renascemos em Abred para morrer em Annwn, e assim por diante…

            Gwynfyd: A “Vida Branca”

            O terceiro círculo é chamado de Gwynfyd.

            Quando passamos por todas as experiências de Abred, é hora  de seguir em frente. Vamos então para Gwynfyd, conhecido em irlandês como “Tir na Nog”, a terra da juventude. Aqui, nessa terra imortal, encaramos outras aventuras. Pouco se sabe sobre este círculo. Apenas à que cada transição de Abred para Annwn, ficamos cada vez mais preparados para Gwynfyd, onde se desfruta a plenitude da existência e de todos os seus atributos, libertado das formas materiais e da morte, evolui-se para a perfeição superior e atinge o círculo da felicidade.

            O Ceugant

            Agora é hora de juntar os três círculos, onde se cruzam e formam um símbolo sagrado que temos vindo a conhecer como o Triquetra. Há seres que são capazes de viajar livremente entre os três círculos ou esferas de existência.  Às vezes, um quarto círculo é adicionado para simbolizar a própria Ceugant e os viajantes do Multiverso através dos três círculos.

            A cultura e conhecimentos druidas são muito ricos e interessantes que remontam à um tempo em que o homem venerava a Natureza, sendo ela, o próprio Deus.

Símbolo da Santíssima Trindade do Cristianismo

            A Triquetra é um símbolo celta usado normalmente no cristianismo, na magia, na bruxaria e no ocultismo. Constituído por três arcos encadeados, a triquetra tem significado no cristianismo de trindade e eternidade. Essa interpretação se dá pelo fato de que o desenho do símbolo se assemelha a três peixes, e no Cristianismo, o peixe é representado justamente pelos arcos que se transpõem.

            Em latim, triquetra quer dizer “três pontas” e foi adotada pelos cristãos porque a composição das suas formas geométricas faz com que ela se assemelhe a três peixes.

            No Cristianismo, o peixe é representado justamente pela transposição de arcos.

            A palavra peixe em grego, Ichthys, é um ideograma que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Por esse motivo, ele foi usado como um símbolo secreto pelos primeiros cristãos numa tentativa de se proteger das perseguições.

            Assim, a triquetra assumiu o papel de representar um dos principais dogmas do Cristianismo, a Santíssima Trindade, mistério que admite que há três pessoas em um só Deus (Pai, Filho e Espírito Santo).

            Esse símbolo é muitas vezes assemelhado com o triskle, símbolo celta que evoca a deusa tripla. No entanto como já sabemos Deus não possui sexo, mais pode possuir os dois gêneros de acordo com O Princípio do Genero no Caibalion (não confundir com homoxesualismo e sua vertentes), pois Deus é uma energia que simplesmente flui e apesar de ser criador do mundo material contem esse mundo, mais não está contido nele.

            Também pode ser tratado de forma equivocada como o valknut, principal símbolo nórdico que representa Odin.

            A palavra peixe, em grego, é escrita como “ichthys”, que é um ideograma com significado para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Por isso, foi usado durante muitos anos como um símbolo oculto pelos primeiros cristãos na expectativa de conseguir fugir das perseguições que sofriam. Logo depois, a triquetra no cristianismo assumiu o papel de representar seus dogmas, como a Santíssima Trindade, onde se admite a presença de 3 pessoas em apenas um Deus (Pai, Filho e Espírito Santo).

            Alguns escritores evangélicos e teóricos da conspiração afirmam que a triqueta é um símbolo satânico, alegando que ser uma forma estilizada do número 666, uma alusão ao número da besta no livro do Apocalipse. Isso, no entanto, é uma nacronismo, já que a triquetra de peixes entrelaçados é um símbolo cristão que remonta aos primeiros séculos. O significado satânico supostamente atribuído ao símbolo é uma criação de evangélicos fundamentalistas modernos.

            A vesica piscis é o nome de uma bolsa de ar que os peixes têm internamente e que auxilia na flutuação. As catedrais góticas utilizavam esse desenho geométrico em abundância na sua arquitetura. O símbolo é muito antigo, representando em muitos casos uma genitália ou um ventre, vindo por isso a ser associado à fertilidade. É também um símbolo representativo da manifestação do universo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Triquetra#:~:text=Triquetra%20%C3%A9%20um%20simbolo%20usado,tr%C3%AAs%20dimens%C3%B5es%20ou%20a%20Eternidade.

https://www.dicionariodesimbolos.com.br/triquetra/

https://ograndejardim.com/2016/07/21/simbolos-antigos-a-triquetra/

https://www.simbolos.com.br/triquetra/

https://aminoapps.com/c/wiccaebruxaria/page/item/triquetra/Rrad_85KcvIwxW8VYEvq3exdpeDMBN72xEN

https://www.oarquivo.com.br/extraordinario/simbolos-e-objetos/1366-triquetra.html

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quais-simbolos-tem-ligacao-com-o-divino-e-o-sobrenatural/

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A TÁBUA DE ESMERALDA

            A Tábua de Esmeralda (ou Tábua Esmeraldina) é o texto escrito por Hermes Trismegisto que deu origem à Alquimia.

            Surgiu primeiramente nos textos seguintes: Kitab Sirr al-Khaliqa wa Sanat al-Tabia (c. 650 d.C.), Kitab Sirr al-Asar (c. 800 d.C.), Kitab Ustuqus al-Uss al-Thani (século XII), e Secretum Secretorum (c. 1140).

            O texto em latim, escrito por João de Sevilha (Johannes Hispaniensis), em Secretum Secretorum, é apresentado abaixo:

(1) Verum sine mendacio, certum et verissimum:

(2) Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius.

(3) Et sict omnes res fuerunt ab Uno, mediatione unius, sic omnes res natæ fuerunt ab hac una re, adaptatione.

(4) Pater ejus est Sol, mater ejus Luna;

portavit illud Ventus in ventre suo; nutrix ejus Terra est.

(5) Pater omnes Telesmi totius mundi est hic.

(6) Vis ejus integra est, si versa fuerit in Terram.

(7) Separabis terram ab igne, subtile a spisso, suaviter, cum magno ingenio.

(8) Ascendit a terra in cœlum, interumque descendit in terram et recipit vim superiorum et inferiorum.

(9) Sic habebis gloriam totius mundi.

(10) Ideo fugiet a te omnis obscuritas.

(11) Hic est totius fortitudinis fortitudo fortis: quis vincet omnem rem subtilem omnemque solidam penetrabit.

(12) Sic mundus creatus est.

(13) Hinc erunt adaptationes mirabiles quarum modus est hic.

(14) Itaque vocatus sum Hermes Trismegistus, habens tres partes philosophiæ totius mundi.

(15) Completum est quod dixi de Operatione Solis.

            A tradução da Tabula Smaragdina’:

(1) É verdade, certo e muito verdadeiro:

(2) O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.

(3) E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.

(4) O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua nutridora;

(5) O Pai de toda Telesma do mundo está nisto.

(6) Seu poder é pleno, se é convertido em Terra.

(7) Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.

(8) Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.

(9) Desse modo obterás a glória do mundo.

(10) E se afastarão de ti todas as trevas.

(11) Nisso consiste o poder poderoso de todo poder: Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido.

(12) Assim o mundo foi criado.

(13) Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.

(14) Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegisto, pois possuo as três partes da filosofia universal.

(15) O que eu disse da Obra Solar é completo.

            A Tábua de Esmeralda (também conhecida por Tabula Smaragdina ou Tábua Esmeraldina), é um texto que se pensa ter sido escrito pelo ícone helenístico Hermes Trismegisto, que revela os segredos sobre substância primordial (aquilo que é omnipresente em tudo que forma o universo), e todas as suas formas e potencialidades. É um texto com enorme relevância nos dias de hoje por revelar o conhecimento antigo sobre o Universo, que tem se revelado verdadeiro por inúmeras ciências.

            O primeiro vestígio documentado sobre a Tábua de Esmeralda pode ser encontrado numa carta de Aristóteles a Alexandre o Grande durante a sua campanha na Pérsia. Esta carta integra na versão em latim da grande obra “Secretum Secretorum” (“Segredo dos Segredos”); traduzida a partir do original em Árabe “Kitab Sirr al-Asrar”, que é um gênero de livro de conselhos, tratado e enciclopédia para todos os grandes governantes da época. Este livro fala sobre as ciências que regem o universo, e foi um dos livros mais lidos da idade média por conter os maiores e mais poderosos segredos sobre o universo; desde a astrologia e propriedades mágicas e medicinais de plantas e minerais, numerologia, e acima de tudo, o segredo sobre uma ciência unificada. Outros vestígios sobre a Tábua de Esmeralda são documentados após séculos deste, o que apenas prova que o texto existe e foi uma grande influência para muitas culturas. Hoje, o texto é visto por conter uma das maiores verdades sobre o nosso universo, que é provado pela comunidade científica e pelas ciências da física quântica. É também guia de muitos outros ensinamentos e programas em séculos mais recentes, e que defendem a existência de leis universais como a Lei da Atração e a Lei da Vibração.

Composição

            O texto misterioso é composto por 15 mandamentos, escritos com uma simplicidade impressionante, que parecem condensar toda a tradição mística ocidental. Sua influência filosófica atravessou milênios até chegar aos nossos dias.

            Debaixo dos 15 aforismos, está apenas a assinatura de Hermes Trismegisto, o que parece ser um pseudônimo criado a partir das figuras do deus grego Hermes e do egípcio Djehuty.

            Apesar de serem encontradas referências à tábua em inúmeras obras espirituais, tanto europeias quanto árabes, sua autoria continua sendo um mistério. Algumas versões afirmam que foi o próprio Abraão, o primeiro patriarca judeu-cristão, o criador do texto. Outros explicam que ele foi escrito por um filho de Adão e salvaguardado na Arca de Noé durante o Grande Dilúvio.

            A tradição hermética estudou a tábua durante séculos. Nela, parecem estar resumidas todas as grandes ideias desenvolvidas pela alquimia. O item VIII, por exemplo, diz: “Use sua mente por completo e suba da Terra ao Céu e, depois, desça novamente à Terra e junte os poderes do que está acima e do que está embaixo. Assim, você conquistará a glória no mundo inteiro e a escuridão sairá de você de uma vez por todas”.

Comentário Taoísta sobre a Tábua da Esmeralda

            Dizem as lendas que Hermes Trimegisto escreveu este texto em uma tábua de

esmeralda riscada com um diamante. Dizem que esta tábua existe, mas nunca foi descoberta, restando apenas este texto famoso.

            A palavra hermético, usada para expressar um conhecimento difícil, deve sua origem a este texto de difícil compreensão para os leigos.

            A Tabua da Esmeralda Hermes de Trimegisto:

            “Verdadeiramente certo e absoluto, sem mentiras.

            O que está acima é como o que está abaixo, e o que está abaixo é como o que está acima, para que se realize o mistério da coisa única. Assim como todas as coisas vieram do UM, através do UM, todas as coisas para o UM retornam. “

            Neste parágrafo Hermes fala sobre a unicidade da energia. Só existe uma única energia que cria a vida através de um padrão universal. O que existe, grande ou pequeno, em cima ou embaixo, existe porque a energia “sem forma” se condensou em “forma” e criou o mundo material. Na alquimia interna, este processo de condensação de energia pode ser revertido para sutilizar a matéria, “aforma”, e transmuta-la a um estado sutil de energia, ao estado “sem forma” e assim retornar ao UM.

            Seguindo o mesmo padrão único que o Tao usou para criar a vida como a conhecemos, podemos retornar a unidade usando este mesmo caminho natural, esta mesma fórmula.

            No I Ching este processo é representado por 64 situações de mudança, onde vamos sutilizando a forma, usando os conselhos dados nos hexagramas, e assim unificamos os opostos complementares Yin e Yang; dia, noite, bem e mal, movimento e repouso, luminoso e obscuro, masculino e feminino, positivo e negativo até atingir o mundo da energia, da “não forma”.

            Como o padrão único funciona tanto para os fenômenos terrestres; microcósmicos e humanos – quanto para os fenômenos celestes; macrocósmicos e desconhecidos, podemos ao reconhecer este padrão no que está perto, descobrir este mesmo padrão no que está longe e ainda é desconhecido.

            “Seu Pai é o Fogo (Sol). Sua mãe é a Água (Lua). O vento o carrega em seu ventre. Seu alimento é a Terra. É o Pai de todas as coisas manifestas. Sua força se torna pura virtude quando direcionada para a Terra. Separa a Terra do Fogo e o sutil do denso, com calma e maestria.”

            Aqui o texto nos fala do inicio do processo de unificação dos opostos complementares, e descreve as forças que agem neste processo; O Pai é a força Yang, simbolizada pelo fogo (sol), e a mãe é a força Yin simbolizada pela água (Lua). O vento, a Madeira, é a fase geradora de energia, engendra esta força de vida e a recria eternamente. Esta força geradora se alimenta do Jing, da força primordial da Terra.

            Na alquimia interna Taoísta, este padrão único age no nosso corpo, realizando a mesma função universal de expansão e distribuição do fogo, – o verão- nos movimentos e na função energética do nosso coração. Age com a mesma função de recolher energia da força do elemento água – o inverno- função esta realizada pelos rins no corpo humano. O vento ou madeira, no corpo humano é representado pela função geradora do nosso fígado, e no macrocosmo, é responsável pela criação da primavera. Já a função estabilizadora de energia que no macrocosmo é realizada pela terra, no corpo humano é a função que estabiliza nossas energias no baixo ventre, no baço. (No Tan Tien inferior)

            Quando aprendemos a direcionar estas 3 forças ainda densas e cruas para a terra, refinamos e estabilizamos estas energias criando virtudes e poder. Para isto precisamos separar a Terra (força estabilizadora) do Fogo (força que distribui esta energia) com maestria (com fórmulas que realizem esta separação).

            No I Ching estas três forças estão simbolizadas pela situação de mudança dos hexagramas duplos; 30- Aderir, que representa o fogo – 29- O Abismal, que representa a água e o hexagrama 2 – Receptivo que representa a terra e o ventre.

            “Da terra sobe aos céus, e dali desce novamente para a terra, e se potencializa com as forças (as energias) superiores e inferiores. Assim possuirá toda a gloria do mundo. Tudo que é obscuro se tornará claro. Este é o grande poder de todos os poderes, porque transcende tudo que é sem forma e sutil e penetra em tudo que é sólido e denso.”

            Quando o calor do Sol (Fogo) aquece adequadamente a Terra e a Agua, um Vapor se faz, e esta força sobe aos céus e desce novamente a Terra em forma de chuva e fica mais potente porque adquiri novas propriedades refinadas. Realizamos este processo quando praticamos Kan & Li, fórmula avançada da alquimia interna taoísta. Nesta fórmula revertemos a força quente do coração para debaixo da água (sexo) na região do baixo ventre (terra).

            Este processo nos leva á clareza interna e nos revela todo o mistério da vida. O poder ganho é enorme porque neste processo de vaporização, aprendemos a refinar e a transformar energias negativas, inferiores em positivas, superiores. Esta é a fórmula, é a matriz que cria vida. Quando a utilizamos de forma apropriada, podemos transformar o mundo material (denso) e refinar suas energias para o sutil. Dando um salto do mundo material manifesto para o mundo da energia sutil e espiritual.

            No I Ching este processo está representado pela situação de mudança que vai do hexagrama 63 – que tem o trigrama do fogo abaixo e o trigrama da água acima, (onde acasalamos estas duas forças) para o resultado desta reversão representado pelo hexagrama 11- Paz, composto pelos trigramas do céu e da terra que neste hexagrama estão em perfeito equilíbrio. Neste processo, damos um salto quântico Da matéria para o espírito, da forma para a não forma, do hexagrama 63 para o hexagrama 11.

            No hexagrama Paz (11) – As forças Yin –Terra, e Yang –Céu se dirigem para o centro, o Trigrama inferior céu se movendo para cima, e o trigrama superior terra se movendo para baixo, ambos indo na direção do centro. Este hexagrama pela sua harmonia e direção interna representa o resultado desta operação alquímica.

            Usando o mesmo recurso de reversão do fogo e da água internamento (as energias do coração e dos rins), podemos refinar energias densas internas e transforma-las em energias sutis, atingindo assim o equilíbrio. Este é o processo da Alquimia Interna Taoísta.

            “Assim foi o mundo criado. Desta matriz muitas obras podem ser realizadas porque é um padrão universal. Por isso eu sou Hermes 3 vezes grande (trimegisto), porque possuo os três níveis do conhecimento da criação do mundo”

            Por este processo alquímico o mundo foi criado. Podemos usar a mesma matriz ou fórmula para realizar grandes obras, pois é um padrão universal. Hermes foi chamado de 3 vezes grande (Trimegisto), porque dominava as três forças usadas na criação do mundo; jing, chi e shen ou o processo de reversão do fogo e da água, usando a força estabilizadora da terra, regulando e harmonizando-as dentro deste espaço neutro.

            Na cosmologia taoísta o mundo foi criado pela expansão da unidade para a diversidade, que se divide em 3 fases:

  • O Um gera o Dois,
  • Que gera o TRÊS,
  • Que gera todas as coisas.

            Se alguém consegue compreender o mistério desta fórmula e a aplica, pode realizar qualquer coisa. Seguindo este padrão único e misterioso, adquire o poder de criar vida manifesta. Pode condensar, recolher, gerar, distribuir, estabilizar, unificar, harmonizar e transformar energia. Como tudo é uma única energia, o conhecimento deste padrão pode gerar qualquer obra, realizar qualquer coisa. Este era o segredo da Pedra filosofal buscada por todos os alquimistas; a transmutação da matéria em energia e da energia em matéria. Hermes de Trimegistro afirma que ele desvendou a fórmula, e por isto mesmo é chamado de senhor dos 3 mundos.

            “Porque eu completei e expliquei os processos do fogo (sol – da iluminação). Sei gerar a luz e sei como explicar todo o processo de criação da luz.”

            Para Hermes o caminho usado foi o do fogo, muito comum aos alquimistas da idade média. Na Alquimia interna taoísta, o Nei Dan – usamos os dois processos, o do fogo e o da água, resfriamos as energias quentes do fogo usando os atributos da água, e depois revertemos em Kan & Li estas energias (fogo e água) e criamos um vapor dentro. Literalmente vaporizamos as toxinas, as energias densas transformando-as em energia sutil. Transmutamos a matéria em espírito, em pura energia. Assim se criou há milênios atrás, um sistema de iluminação interna a vapor.

            Talvez o I Ching tenha sido criado para realizar o mesmo processo, talvez informações importantes sobre a alquimia interna, tenham sido retiradas dos textos em algum momento desconhecido da sua historia. Há pistas claras sobre processo alquímicos nos textos de alguns hexagramas; principalmente no hexagrama 52 – Quietude e no hexagrama 50 – O Caldeirão.

            A grande questão é: afinal, o que a Tábua traz de ensinamento?

            Uma coisa é certa: a Tábua de Esmeralda é bastante enigmática e inspira diversas análises e comentários de diversos pensadores importantes ao longo da história.

            Muitos desses escritores têm nomes que lhe podem ser familiares: Roger Bacon, Aleister Crowley e Isaac Newton são apenas alguns deles.

            Acredita-se que a Tábua contenha segredos sobre a criação da Pedra Filosofal e, por isso, tornou-se um dos principais textos da alquimia ocidental.

            Talvez a linha mais importante no texto da Tábua seja a que contém o axioma hermético.

            Nas palavras de Newton, “o que está abaixo é como o que está acima e o que está acima é como o que está abaixo para fazer os milagres de uma única coisa“.

            Isso geralmente é reduzido para “Como acima, e abaixo”. Esta breve declaração descreve a correspondência entre o microcosmo e o macrocosmo, uma idéia que ressoou nas tradições esotéricas ocidentais por um período muito longo.

            Como um texto místico, a melhor maneira de realmente aprender mais sobre esse texto é ler diferentes traduções e contemplá-las.

            O que as diferenças na tradução dizem sobre o significado original?

            Descubra se uma tradução fala com você melhor do que as outras. Escreva seu próprio comentário dissecando cada linha do texto e descobrindo o que a linguagem ricamente simbólica parece estar dizendo.

            Por fim, compartilhe sua interpretação com outras pessoas. O verdadeiro significado da Tábua de Esmeralda continua a iludir estudiosos, místicos e alquimistas em todos os lugares.

            Pode ser que o significado que transmite a cada pessoa seja importante de uma maneira profundamente pessoal e espiritual.

https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1bua_de_esmeralda

https://www.jungnapratica.com.br/a-tabua-de-esmeralda-alquimia/

https://lidianefranqui.com.br/a-tabua-de-esmeralda-uma-breve-analise/

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