O Poder dos Símbolos IV

· Sabedoria

ÍNDICE

LOGOSOFIA
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LOGOSOFIA

logosofia            A logosofia (do grego λόγος – logos = palavra, verbo e σοφία – sophia = sabedoria, ciência original) é uma escola ou um método de ensino desenvolvido pelo pensador e educador humanista Carlos Bernardo González Pecotche, que busca oferecer ferramentas de ordem conceitual e prática para obter o auto aperfeiçoamento, por meio de um processo de evolução consciente que conduz ao conhecimento de si mesmo.

            Estabelece que os pensamentos são autônomos e independentes da vontade individual, e que nascem e cumprem suas funções sob a influência de estados psíquicos ou morais, próprios ou de outrem. Tem como finalidade libertar as faculdades mentais das influências sugestivas, para que o indivíduo, pensando melhor, compreenda os verdadeiros objetivos da vida.

            Pretende com isso, estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. Segundo sua diretora do Colégio Logosófico de Brasília: “Trabalham todos os conteúdos como nas outras escolas, só que não focam apenas no cognitivo, mas também na parte moral e espiritual do ser humano”.

            A escola logosófica dá a conhecer um método e um conjunto próprio de disciplinas que objetivam levar o homem ao conhecimento de si mesmo, dos semelhantes, de Deus, do universo e de suas leis eternas, e ainda como uma nova forma de sentir e conceber a vida, por apresentar uma nova concepção do homem, de sua organização psíquica e mental e da vida humana em suas mais amplas possibilidades e projeções.

            Com a criação da primeira sede da Fundação Logosófica na cidade de Córdoba, Argentina, surge a logosofia em 1930.

            O Logos (em grego λόγος, palavra), no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada — o Verbo. Mas a partir de filósofos gregos como Heráclito passou a ter um significado mais amplo. Logos passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.

            Sophia (em grego Σοφία, sabedoria) é o que detém o “sábio” (em grego σοφός, “sofós”). É um conceito que distingue-se de “esperteza” ou do comumente é chamado “inteligência”.

            O nome “logosofia” combina as raízes gregas “logos” e “sophia”, as quais González Pecotche adotou com significados específicos respectivamente de “verbo criador ou manifestação do saber supremo”, e “ciência original ou sabedoria”, para “designar uma nova linha de conhecimentos, uma escola, um método e uma técnica que lhe são eminentemente próprios”.

            Princípios

            Objetivos da logosofia

            Alguns objetivos centrais da logosofia são: a evolução consciente do homem mediante a organização de seus sistemas mental, sensível e instintivo; o conhecimento de si mesmo, que implica o domínio pleno dos elementos que constituem o segredo da existência de cada um; o conhecimento do mundo mental, transcendente ou metafísico, onde têm origem todas as ideias e pensamentos que fecundam a vida humana; o desenvolvimento e o domínio profundos das funções de estudar, de aprender, de ensinar, de pensar e de realizar.

            Não se trata de investigar a psicologia dos demais, é a psicologia de si mesmo o assunto de estudo e é com miras a realizar esse estudo sem equívocos nem omissões que a logosofia expressa que seu método orienta para as partes mais essenciais desse conhecimento.

            Afirma que o próprio aperfeiçoamento que conduz ao conhecimento de si mesmo não teria maior andamento se não se achasse assistido pela ideia de ajudar ao semelhante, de quem cada um necessita ao longo de seu processo de evolução consciente para realizar suas observações e realizar cotejos e confrontações de suma utilidade nos reajustes internos individuais.

            Logosofia e educação

            A pedagogia logosófica é o sistema pedagógico que se baseia nos ensinamentos da logosofia. É ênfase da pedagogia logosófica desenvolver no aluno o interesse pelo conhecimento (em todas as suas formas), além da percepção do quão proveitoso é para a própria vida conhecer a si mesmo.

            A logosofia propõe que todo processo de renovação da educação comece necessariamente por um processo de autoconhecimento e renovação do próprio docente, haja vista que “querer renovar sem haver renovado a si mesmo é como querer dar o que não se possui”.

            Por isto, é necessário ao educador que se preste a empregar a pedagogia logosófica que busque superar-se, constituindo também um exemplo aos seus alunos do que ensina e recomenda-se que ele esteja realizando o processo de evolução consciente preconizado pela logosofia. É também princípio da pedagogia logosófica a vinculação sensível entre docente e discente, pelo cultivo do afeto, princípio fixador das relações humanas. No ambiente de ensino em que se emprega tal modalidade de ensino, é essencial que se preze por cultivar qualidades morais e éticas como o respeito, alegria, disciplina, tolerância, ajuda sincera, liberdade e estímulo ao saber, ao anelo de ser melhor e à prática constante do bem. Uma das coisas as quais se dedica o educador ao seguir essa pedagogia é no favorecimento das manifestações tutelares do espírito da criança e do adolescente e o acercamento de estímulos naturais e positivos, indispensáveis à formação do caráter.

            Também é essencial que haja ação conjunta e integrada entre o lar e a escola, como instituições educacionais básicas.

            Em sua tese de doutorado intitulada “Educar o indivíduo é promover seu processo de evolução consciente”, o dr. Elie Cohen Gewerc, baseando-se na pedagogia logosófica, propõe um enfoque pedagógico radicalmente novo em relação ao modelo atual: a evolução consciente. Diz que “A tendência habitual é projetar o ser para fora de si, para que se instale no mundo ambiente”. Com a nova pedagogia logosófica, “o primordial é levá-los a investigar e conhecer seu próprio mundo interno”.

            Posição em relação às crenças

            Desde o ponto de vista logosófico, a crença foi uma das causas que mais entorpeceu o desenvolvimento moral e espiritual do ser humano, ao produzir certo grau de inibição mental que dificulta e ainda chega a anular a função de razoar, afirmando que assim é como o homem fica exposto ao engano e má fé daqueles que tiram partido dessa situação, chegando a admitir até as coisas mais inverossímeis.

            Utilizando o neologismo psiqueálise, a logosofia assinala que é na mente das crianças onde é produzida a paralisação de uma zona mental, produto da inculcação dogmática de ideias que altera a faculdade de entender e discernir com liberdade em suas funções mais elevadas. Daí que a logosofia institua a necessidade da revisão de todo conceito velho ou novo admitido sem reflexão e análise, incluindo os formulados por esta própria doutrina filosófica, ainda quando suas afirmações pareçam inobjetáveis. É só mediante a experimentação e revisão contínua do compreendido como se assegura um processo de aprendizagem em evolução que, por sua vez, o irá liberando dos ressaibos de toda fórmula dogmática.

            Configuração psicológica do ser humano segundo a logosofia

            A logosofia afirma que o ser humano tem uma configuração bio-psico-espiritual. Propõe que a face psicológica está composta por um sistema mental, um sistema sensível e um sistema instintivo.

            No sistema mental, descreve a existência, por um lado, de uma série de faculdades como a de pensar, a razão, o entendimento, a intuição, a observação, a imaginação, e outras entre as que inclui as que denomina acessórias. Chama a inteligência de faculdade máxima ao englobar a todas as demais. Existiriam, segundo a logosofia, duas mentes, uma primordialmente dedicada às atividades comuns e outra às transcendentes.

            Por outro lado, afirma a existência de uma região onde residem os chamados “pensamentos”, que define como entidades autônomas e independentes da vontade individual, que nascem e cumprem suas funções sob a influência de estados psíquicos e morais próprios ou alheios. Alguns exemplos seriam propósitos, preconceitos ou crenças de origens religiosa, ideológica ou qualquer outra; também considera pensamentos às chamadas deficiências como a vaidade, a falta de vontade ou o egoísmo, e as que denomina antideficiências, como a modéstia, a resolução, a equanimidade, etc. Outros exemplos de pensamentos seriam a propaganda publicitária, as modas, os hábitos, as tradições sociais, etc.

            A logosofia propõe classificar tais pensamentos na própria mente para estudá-los e selecioná-los segundo estabelece seu método; algumas destas classificações são: “próprios e alheios”, “dependentes e independentes da vontade”, “bons e maus”, “úteis e inúteis”, “dominantes e benignos”, “intermitentes e obsessivos”, etc. Tal proposta de classificação levaria à gradual reconquista da autoridade da consciência sobre a própria mente.

            Em relação ao sistema sensível, afirma que tem uma zona com faculdades sensíveis como as de amar, sentir, perdoar, compadecer, sofrer, agradecer e consentir. Segundo a logosofia, estas faculdades em conjunto formam a sensibilidade, que é a que sustentaria o indivíduo em sua fase anímica. A outra zona, diz, corresponde aos sentimentos. Alguns exemplos de sentimentos que expressa são o amor, o afeto, a gratidão, etc. Afirma que os sentimentos se perpetuam pelo estímulo incessante da causa que lhes deu origem.

            O sistema instintivo contaria com as energias que o ser humano teve que utilizar nas primeiras idades em sua defesa, incitado pelas exigências da vida primitiva. Afirma que, passadas essas etapas, em lugar de encaminhar essas energias instintivas e subordiná-las aos outros dois sistemas, foi alterado o processo que -diz- deveu seguir, existindo ainda no presente um predomínio do instinto sobre os outros dois sistemas que descreve. Expressa que o ódio, a vingança, a cobiça, a luxúria, o ciúme, entre outros, aparece aguçando-se na regição instintiva desnaturalizada do ser humano, explicitando que estes não seriam “maus sentimentos”, como por ocasiões são chamados, já que não poderia ser um sentimento o criado pelas paixões inferiores do ser humano. Segundo a logosofia, mediante a evolução consciente que preconiza, o instinto pode ser liberado dos aspectos que o inferiorizam.

            Pedagogia e método logosófico

            O método logosófico consiste de três partes: a expositiva, a aplicada e a de aperfeiçoamento. As três partes se encontram intimamente ligadas entre si e juntas concorrem à finalidade da evolução consciente do indivíduo e sua exaltação ao máximo de conhecimento humano na ordem transcendente.

            Em sua parte expositiva, utiliza um método didático não sistematizado. Tal técnica foi filosoficamente criticada, assinalando-se que “Além de suas interessantes observações sobre a tragédia do mundo contemporâneo e a polidez de seu estilo, o ordenamento que usa parece-nos ainda em vias de cristalização”, no entanto, a didática não sistematizada é utilizada ex-professo segundo seu próprio autor, que afirma que sua pedagogia é “psicodinâmica”, de modo a estimular o leitor a pensar. Assinalou-se que a didática logosófica neste sentido se assemelha ao hipertexto, em que, por exemplo, um parágrafo de um livro explica um de outro livro.

            Esta técnica pedagógica que contém o método logosófico também foi descrita como um “método espiral”, que consiste em realizar um estudo genérico inicial, voltando-se depois ao mesmo tópico com maior profundidade e assim sucessivamente, de forma indeterminada. No entanto, o autor assinala alguns temas a serem encarados em um primeiro momento, como o sistema mental, a conformação da inteligência e suas faculdades, os pensamentos, as deficiências caracterológicas típicas, o sistema sensível e suas faculdades, os sentimentos, o processo de evolução consciente, as leis universais, entre outros.

            A parte aplicada do método expressa que estudar logosofia não significa somente ler livros, se não especialmente passar à aplicação e corroboração na vida diária do que seu estudo sugere ao estudante. O autor da logosofia desaconselha crer no que se estuda, por mais certas que pareçam suas próprias afirmações. O aspecto prático assinalado é considerado de fundamental relevância para alcançar gradualmente porções reais de saber, em contraposição à mera ilustração ou erudição, descartando esses enfoques que a logosofia afirma serem memóricos e inoperantes.

            Víctor Valenzuela, explicando a parte prática em seu livro “Hombres y temas de iberoamérica”, editado em Nova Iorque, assinala que as aptidões e tendências de cada estudante, ao serem observadas por si mesmo, estimulam que dita prática se oriente selecionando os tópicos mais afins com as características psicológicas próprias, pelo que se ampliam as possibilidades de assimilação ao coincidir esses temas com necessidades reais e às vezes imediatas do ser. Por esta razão, o método logosófico de aplicação não é rígido nem mecânico, respeita o livre arbítrio e contempla os diferentes graus de evolução, capacidade e as circunstâncias que rodeiam cada psicologia.

            A parte de aperfeiçoamento do método logosófico consiste em que nunca um processo de mudanças internas fica terminado ou saldado, sem que seja constantemente aperfeiçoado através da didática em espiral da logosofia.

            Simultaneamente, o método logosófico prescreve como complemento ao estudo e prática individual, seu estudo e prática no coletivo, assegurando que a confrontação de compreensões, investigações e experiências permite verificar se sobre o tema em estudo foram vistos todos seus aspectos, ou ao menos os mais acessíveis. Esta face coletiva do método e pedagogia logosófica é realizada nas sedes culturais da Fundação Logosófica em formas de núcleos de estudo de diversos tipos e especialidades.

            Logosofia e filosofia

            O saber logosófico não tem pontos de referência com nenhum ramo do saber comum, seja ciência, filosofia, psicologia, etc., ou seja, suas concepções são originais e não foram baseadas em nenhuma outra corrente de pensamento existente, conforme expressado por seu próprio autor.

            Desde muito tempo, poderíamos dizer desde que o homem começou sentir as primeiras inquietudes a respeito das razões de sua própria existência, foi preocupação permanente encontrar ou descobrir a palavra mestra que guiasse o entendimento até os mais altos cumes do saber, acima das ciências e das crenças admitidas. Essa palavra viria a constituir-se na ciência-mãe dos homens, cuja função primordial seria a de abrir à inteligência humana as portas que dão acesso ao conhecimento das supremas verdades. (…) A essa ciência universal e ilimitada deu-se o nome de filosofia, porquanto de algum modo se devia chamá-la quando a ela se aludisse.

            (…) Para a logosofia a filosofia não é precisamente a ciência-mãe; mas pode ser considerada, sim, a ciência de enlace entre esta e as comuns, e isto porque a filosofia não estabelece os princípios do ser e do saber. Não determina tampouco qual é a razão da ordem que impera na Criação nem apresenta a origem das leis que governam o espaço, o tempo e todas as formas de existência contidas no Universo. Com frequência ela precisou recorrer à lógica para auxiliar-se em determinadas circunstâncias. A lógica é, no conceito logosófico, a ciência da sensatez. Assim, por exemplo, quando a filosofia tentou penetrar no campo das combinações mentais ou operações da inteligência humana, sempre se viu limitada pela ausência de noções sobre o mecanismo dominante do espírito, em estreita relação com as leis supremas que estabelecem em cada caso o mérito de suas aplicações. Além disso, as referidas leis supremas, por serem independentes da natureza dos pensamentos humanos, são a expressão mais viva das regras absolutas que regem o entendimento e alcançam também todos os pensamentos que agem dentro da mente.

            Sobre a diferença entre a logosofia e a filosofia, González Pecotche explica:

            A logosofia conta com duas forças poderosas que, ao unir-se e irmanar-se, levam o homem a cumprir os dois fins de sua existência: evoluir para a perfeição e constituir-se em um verdadeiro servidor da humanidade. Uma dessas forças é o conhecimento que brinda à mente humana; a outra, o afeto que ensina a realizar nos corações.

A ciência corrente carece desse afeto, dessa força; é fria e rígida e, às vezes, especulativa e intemperante, como no caso da filosofia; ao contrário, a logosofia é conciliadora. Eis aí a grande diferença e o que explica porque é capaz de realizar prodígios na alma humana, que até parecem inconcebíveis àqueles que permanecem alheios a tais possibilidades.

            Contribuição humanista

            González Pecotche expõe a logosofia como um novo tipo de humanismo, novo quando diferencia-se na contribuição que possa dar em relação aos trabalhos de outros humanistas:

            Diferentemente, pois, do conceito generalizado, nosso humanismo parte do próprio ser sensível e pensante, que busca consumar dentro de si o processo evolutivo que toda a humanidade deve seguir. Sua realização nesse sentido haverá, depois, de fazer dele um exemplo real daquilo que cada integrante da grande família humana pode alcançar”

            Logos

            O Logos (em grego λόγος, palavra), no grego, significava inicialmente a palavra escrita ou falada – o Verbo. Mas a partir de filósofos gregos como Heráclito passou a ter um significado mais amplo. Logos passa a ser um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.

            Logos sintetiza vários significados que, em português, estão separados, mas unidos em grego. Vem do verbo légo (no infinitivo: légein) que significa: (1) colher, contar, enumerar, calcular, escolher, ordenar, reunir; (2) narrar, pronunciar, proferir, falar, dizer, declarar, anunciar, nomear claramente, discutir; (3) pensar, refletir; (4) querer dizer, significar, falar como orador, contar; (5) ler em voz alta, recitar, fazer dizer. Lógos é: palavra; o que se diz; sentença; exemplo; conversa; assunto da discussão; pensar; inteligência; razão; faculdade de raciocinar; fundamento; causa; princípio; motivo; razão de alguma coisa; argumento; exercício da razão, juízo ou julgamento; bom senso; explicação; narrativa; estudos; valor atribuído a alguma coisa; razão íntima de alguma coisa; justificação; analogia. Enfim, lógos reúne numa só palavra quatro sentidos principais: (1) linguagem; (2) pensamento ou razão; (3) norma ou regra; (4) ser ou realidade íntima de alguma coisa. – Logía, que é usado como segundo elemento de várias palavras compostas, indica: conhecimento de; explicação racional de; estudo de. O lógos dá a razão, o sentido, o valor, a causa, o fundamento de alguma coisa, o ser da coisa. É também a razão conhecendo as coisas, pensando os seres, a linguagem que diz ou profere as coisas, dizendo o sentido ou o significado delas.

            Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra é Deus” João 1:1 (εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος)

(Há traduções do Evangelho em que Logos é o “Verbo”). O Logos também pode ser visto como o “Motivo” de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano tão discutido pela filosofia.

            Para muitos cristãos, a vida da pessoa que se tornou conhecida como Jesus Cristo não começou aqui na terra. Segundo essa compreensão, Ele mesmo teria falado da sua vida celeste pré-humana (Jo 3:13; 6:38, 62; 8:23, 42, 58). De acordo com uma compreensão corrente entre os cristãos, o livro João 1:1,2 fornece o nome celeste daquele que se tornou Jesus, dizendo: “No princípio era o Verbo [“Verbo”, Al; CBC; gr.: Lógos], no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus. Ele estava no princípio com Deus.”

            Heráclito

            Foi nos escritos de Heráclito que a palavra “logos” mereceu especial atenção na filosofia da Grécia Antiga. Apesar de Heráclito parecer usar a palavra com um significado não muito diferente da maneira como era utilizada no grego comum dessa época, uma existência independente de um “logos” universal era já sugerida:

            Este LOGOS, os homens, antes ou depois de o haverem ouvido, jamais o compreendem. Ainda que tudo aconteça conforme este LOGOS, parece não terem experiência em tais palavras e obras, como eu as exponho, distinguindo-se em tais palavras e obras, e explicando a natureza de cada coisa. Os outros homens ignoram-o que fazem em estado de vigília, assim como esquecem o que fazem durante o sono. (Diels-Kranz 22B1)

            Por esta razão, o comum deve ser seguido. Mas, apesar de o LOGOS ser comum a todos, a maior parte das pessoas vive como se cada um tivesse um entendimento particular. (Diels-Kranz 22B2)

            É sábio que os que ouviram, não a mim, mas ao LOGOS, reconheçam que todas as coisas são um. (Diels-Kranz 22B50)

            Logos = justa medida = razão (filosofia)

            Estoicismo

            O estoicismo é uma doutrina filosófica que afirma que todo o universo é corpóreo e governado por um Logos divino (noção que os estóicos tomam de Heráclito e desenvolvem). A alma está identificada com este princípio divino, como parte de um todo ao qual pertence. Este lógos (ou razão universal) ordena todas as coisas: tudo surge a partir dele e de acordo com ele, graças a ele o mundo é um kosmos (termo que em grego significa “harmonia”). Visto que o homem buscava intensamente essa harmonia e tranquilidade de vida.

            Logos no cristianismo

            No cristianismo, o conceito deriva da famosa frase de João: «No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.» (João 1:1) na abertura de seu evangelho (Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος[4] ) e é um importante conceito na cristologia cristã para estabelecer a doutrina da divindade de Jesus Cristo e sua posição como Deus Filho na Trindade, como declarado no Credo Calcedoniano.

            O Fogo e os Espíritos de Fogo

            O fogo também é uma das vestimentas de Deus, que aparece, para os espíritos do fogo, revestido de chamas. Eles O consideram como o ígneo coração central de toda a vida manifesta e o sistema solar como uma manifestação Sua como fogo. A fim de entender o fogo como elemento, a mente deve se dissociar da idéia de labareda física. Assim como para o homem na Terra o Sol aparece expresso em todo o sistema em termos de poder, luz, calor e vitalidade, assim para a salamandra o Sol se manifesta em todos os planos como fogo. Os anjos do fogo vêem o universo como um vasto mar bramante de fogo – uma fornalha em que todas as coisas ardem. Cada objeto em cada plano é visto em termos de fogo, como se incandescessem. Homens, anjos, árvores, paisagens e planetas são todos centros de fogo, permeados e rodeados de ígnea energia. As salamandras são as encarnações deste elemento todo-pervasivo; nele elas vivem e trabalham como servas do Logos, que para elas é a Chama central.

            A divisão setenária do universo, assim como do cosmos, encontra reflexo nos domínios do fogo; o fogo existe em sete estados e há sete ordens de salamandras ou anjos do fogo, cada um mais glorioso e mais ígneo do que o seu irmão de degrau inferior. O fogo terrestre é o de grau inferior, como o são as salamandras astrais de quem é uma expressão. Todo o fogo, em todos os planos, é resumido no grande arcanjo que é o Deus do Fogo em nosso sistema solar e sob Quem, em suas diversas ordens, as salamandras trabalham.

            O propósito do fogo universal é regenerar e transformar; assegurar a continuidade do crescimento por meio da mudança, e assegurar que nenhuma parte do universo permaneça estática, resistente e inerte. O elemento fogo é uma expressão da Vontade divina que exerce uma incessante pressão para diante sobre toda a vida e se manifesta em todas as formas como um impulso interno em direção a uma expressão mais perfeita da vida animante. O fogo tem a função especial de manter o movimento universal e seus habitantes possuem aquela qualidade ígnea que transforma e regenera, e, quando necessário, destrói. Na Terra a salamandra e seu elemento fogo são mais conhecidas em seu aspecto ‘destrutivo’ – porém as empregamos não só para consumir, mas também como produtoras de luz, calor e poder.

            Entre o fogo terrestre e o coração do Logos, que está eternamente aceso, há uma ininterrupta cadeia de fogo pela qual Ele manifesta o aspecto ígneo de Sua natureza por todo Seu sistema; esta manifestação produz uma forma que de certo modo se assemelha ao familiar girassol que floresce nos jardins da Terra. O coração da flor é o Sol, e cada pétala é uma poderosa língua de fogo, que do Sol alcança os confins do sistema. De qualquer direção que esta flor flamejante seja vista, mostra o mesmo aspecto inteiramente desabrochado, pois a flor solar se estende para todas as dimensões do sistema, e portanto apresenta-se completamente de frente qualquer que seja o ponto de vista. Mas não a gentil beleza de uma flor terrestre, mas quem é capaz de perceber o aspecto fogo do Logos, vê um rugidor mar de fogo. Cada pétala da flor ígnea  é uma língua de fogo viva através da qual passa um poder tonitroante em uma corrente constante e contínua.

            Os anjos vivem por entre esta colossal demonstração de fogo, portando sua energia irresistível e dirigindo o fluxo das poderosas forças ígneas solares de acordo com a vontade daquele Fogo supremo que é a fonte de sua vida. Eles são os senhores do fogo, os arcanjos da chama, os regeneradores espirituais do sistema; encarnações vivas do poder ígneo, são inspirados pela ardente Vontade do atma Logóico, o Regente Supremo, de Quem a poderosa flor flamejante e os grandes senhores do fogo são expressão direta.

            Têm a cor amarelo-dourada do fogo, e parecem gigantescos homens feitos de labaredas; em sua mão seguram uma lança e na cabeça portam uma coroa dourada de fogo vivo. Deles partem chamas em todas as direções; cada mudança de consciência emite uma língua de fogo; cada gesto desencadeia uma torrente de fogo. Eles formam um augusto corpo de anjos solares do fogo, dispostos circundando o Sol, cada qual no ponto onde parte uma pétala chamejante. Através deles passa poder, para ser transformado na passagem, ou sua energia destruiria o sistema que, por sua mediação, eles regeneram e transformam. Eles escudam o sistema solar para que o poder ígneo não cegue os olhos daqueles para quem é fonte de luz, não incinere aqueles para quem é fonte de calor, e despedace aqueles para quem é fonte de poder.

            Tais são os Poderosos que permanecem diante do ígneo trono do Pai flamejante de anjos e homens. Abaixo deles, dignidade por dignidade, grau por grau, está ordenada a poderosa falange de espíritos do fogo. Em todos os planos eles servem seu Fogo Rei e devem obediência aos seus senhores do fogo. Sua natureza ígnea lhes empresta uma aparência de incontida ferocidade, de poder ardente e destrutivo. Em cada um deles, em cada nível, é armazenada uma porção do ígneo poder logóico. Seu crescimento é marcado por um aumento neste poder, na estatura e na mais perfeita expressão do fogo da Vontade do Logos.

            O maior dos fogos terrestres é apenas uma pálida reflexão do verdadeiro fogo do Sol; a mais brilhante das chamas terrestres é só uma sombra comparada à sua luz radiante. O aspecto fogo de nosso sistema, assim como do universo, parece um relâmpago formado num girassol, cujas pétalas são cada uma um relampejante fulgor e cujo coração é o seio onde nasce o relâmpago. Toda a vida manifesta, em todos os planos, é rodeada e inundada pelo fogo; não há nenhum espaço interplanetário; a separação dos globos é apenas uma ilusão; o Sol não é o centro isolado de um anel de planetas; não há senão um todo homogêneo, preenchido de fogo.

            Todos os átomos do sistema e todo o espaço entre os átomos é cheio de fogo e tudo arde com seu poder ígneo. Centro e circunferência são um só. Ainda que as poderosas flores solares, cujas pétalas tocam a órbita dos planetas mais exteriores, se apresentem sempre frontalmente para cada observador, não existe senão uma só flor e um só fogo, assim como só existe um Logos solar. A flor solar é Seu corpo, os planetas são Seus órgãos, e o Sol é seu coração ardente. Os anjos solares do fogo são Seus membros, e suas poderosas cabeças e pés formam os órgãos d’Aquele Ser mais poderoso que Ele, o Senhor universal do Fogo universal.

            Em velhos tempos os Senhores Solares do fogo enviaram um mensageiro à Terra para fundar a religião do fogo e entregar a mensagem do fogo entre os homens. Seu nome era Zoroastro; ele foi uma das flores da humanidade terrestre, um dos seus primeiros frutos, e tendo conquistado acesso aos reinos do fogo e aprendido a permanecer lá, ganhou o conhecimento e o poder de permanecer incólume diante dos senhores solares, para aprender deles a mensagem que deveria trazer e para receber o dom da maestria sobre o fogo. Ele apareceu ao seu povo entre labaredas e rodeado por espíritos do fogo. Ele falou do fogo como regenerador e transformador e ensinou seu povo a transformar suas vidas pelo fogo de sua própria vontade unificada à Vontade divina. Ele ensinou que cada mal em suas vidas e em seu país deveria ser consumido pelo fogo, para que assim pudessem preparar um templo para o poder regenerador do Sol espiritual. Conhecendo a palavra de poder, ele invocou o fogo do alto; e daquele fogo as lâmpadas do templo e os fogos do coração foram acesos por toda a Terra.

            Sua missão marcou época na vida evolucionária do planeta, pois ele trouxe o elemento ígneo para um mais estreito contato com o elemento terra. Até que os químicos descubram o significado do fogo como um elemento e aprendam a detectá-lo no átomo e em todos os reinos da Natureza, o significado desta asserção não poderá ser completamente captado. Depois da época de Zoroastro teve lugar uma mudança em todos os elementos da Terra, pois ele trouxe uma porção maior de fogo solar para o coração do átomo físico de que todos os elementos químicos são formados. Ele estabeleceu o reino do fogo na Terra e desde seu dia toda a matéria se tornou mais maleável e mais responsiva ao pensamento e à vontade.

            Sempre que o fogo arde em seu coração, forma um veículo para o fogo solar; portanto em toda a parte o fogo deveria ser considerado sagrado. O acender de uma chama invoca uma salamandra; o fogo do coração tem seu espírito da natureza apropriado, os fogos florestais têm o seu; um grande incêndio as atrai em grande número e elas vêm para deleitar-se e rejubilar na manifestação de seu elemento na Terra. Como são só encarnações do fogo solar, elas podem ser encaradas como animando o fogo físico, com o qual guardam uma relação similar à do aspecto fogo do próprio Logos para com elas.

            Os vulcões são centros nos quais o fogo solar é concentrado e onde se reúnem salamandras de diversos graus; pois sempre que seu elemento é ativo, lá estão seus espíritos da natureza presentes. Muito abaixo da superfície da Terra arde um fogo inextinguível, uma verdadeira porção de fogo do Sol pelo qual ainda é alimentado, e com o qual está em uma relação ininterrupta e direta. Lá moram poderosos membros da raça das salamandras; lá trabalham muitas ordens de espíritos da natureza e anjos, pois a fonte interna de vida e poder do planeta existe no centro da Terra. Lá suas energias vitais são renovadas, escórias são recarregadas e átomos interestelares são impressos com o padrão vibratório especial do planeta, a fim de que possam passar à corrente circulante da vida atômica do planeta. A ígnea força do Logos emerge no centro da Terra. Nenhum canal material é requerido para esta passagem; chega direto pela operação do mecanismo supradimensional que rege o sistema. Aqui são armazenadas e renovadas as energias magnéticas do planeta, cada uma sob responsabilidade de um tipo de espírito da natureza e anjo; cada tipo de força é um reflexo físico de um aspecto da energia divina central e está intimamente associado com a região do fogo solar.

            O Sol flamejante – não seu véu físico – é a usina de onde as energias vivificantes do Logos são projetadas através de todo o sistema. Os anjos do fogo são os agentes de tal poder, os engenheiros a cargo do mecanismo pelo qual ele regenera e transforma toda a vida dentro de sua esfera de influência. A característica mais proeminente do poder do fogo é a mudança; assim, o fogo físico consome pela lei de seu ser, que é produzir uma mudança de forma, para que novas ordens de poder possam ser liberadas.

            O elemento invisível do fogo está trabalhando por trás de todo o sistema, assim como seus agentes. Em cada rocha, em cada pedrinha, gema, planta, animal e homem, incessantemente exerce uma influência na direção da mudança; por causa de sua presença nada na Natureza pode jamais permanecer estático; ele assegura o crescimento do sistema. Seu poder é veiculado, não só pelos espíritos da natureza que trabalham instintivamente na causa da mudança, mas também pelos grandes anjos do fogo que conscientemente produzem todas as mudanças em todo o sistema, de modo que o novo que resulta possa crescer sempre mais para perto da semelhança de seu arquétipo na mente de Deus. Assim, o fogo é ‘o poder que renova todas as coisas’ e muda a senha universal, a lei fundamental em todo o domínio do fogo, a palavra pela qual sua energias são liberadas e seus habitantes evocados.

            Quando a centelha surge da pederneira, a divindade é revelada; quando o fogo é aceso no coração, a Presença sagrada é invocada; onde esta divindade é revelada e sua Presença invocada, ambos homem e anjo deveriam prestar homenagem Àquele a quem devem suas vidas. Os dias do culto do fogo devem retornar; dentro do coração e mente dos homens o fogo sagrado da vida divina deve arder mais brilhante à medida que cada homem se souber uma contraparte terrena do Homem ígneo central que reina onipotente, cujo trono está tanto em seu coração como no coração em chamas do universo. O fogo é o pai da Primavera, a promessa de renovação em todos os mundos; o fogo mora no coração de homem, o fogo aquece seu sangue; em seu eu invisível ele é um homem de fogo.

Geoffrey Hodson – Hostes Angelicas (pág. 18-21)

            Água e os Espíritos da Água

            O princípio da água existe em todos os planos da Natureza como um solvente universal. É o aspecto fluídico e receptivo da vida divina; é o ventre da Natureza, a matriz universal de onde tudo nasce; por esta razão tem sido sempre chamado de mãe universal. A água, como o fogo, existe em todo o conjunto da manifestação, desde o nível mais baixo físico até os mais altos espirituais; a água na Terra é a expressão mais densa do fluido universal.

            Assim como a palavra-chave do fogo é mudança, a da água é fluxo. Assim como na Terra toda a energia deve completar um circuito antes que possa se manifestar como poder, assim toda a energia por todo o sistema solar deve fluir para fora desde a fonte até o plano de manifestação e depois retornar. A existência do elemento água assegura a liberdade de movimento para o poder do Logos em todos os Seus mundos; ele contrabalança o poder do fogo, pois sem ela o sistema seria consumido; é o grande lubrificante do mecanismo do sistema; sem ela este mecanismo seria destruído.

            A água provê o sistema nervoso do universo; de fato é o meio por onde o poder é veiculado da estação central de poder e distribuído através de todos os planos da Natureza até o mais denso. É o grande elemento condutor em todos os planos, servindo como receptor e veiculador, cumprindo assim a lei de sua natureza, que é a lei do fluxo.

            Assim como o fogo é onipresente, também o é a água; sem sua presença no átomo de cada plano, a matéria não poderia existir; nem poderia o átomo cumprir sua função como receptador e transmissor de poder. O átomo é para o sistema o que o rio é para a Terra; o poder é gerado na fonte, é recebido pelo primeiro átomo do primeiro plano, viaja para fora, de um plano para outro, até que atinge o plano mais baixo. Assim como os rios são correntes do poder da água, obedecendo à lei do fluxo, igualmente as cadeias de átomos, de que é feito o sistema, são correntes de energia fluente.

            A água é a mãe universal que recebe o poder universal, armazena, transmite e o libera. Já que o processo de criação é contínuo, esta poderosa procriação está ocorrendo continuamente; a Mãe divina está eternamente dando à luz e, através d’Ela, a vida do sistema é eternamente renovada. O elemento água é a mãe eterna, a mulher celeste, a Virgem Maria, sempre dando à luz, mas sempre imaculada, a Ísis Universal, a deusa rainha do sistema solar, a esposa da deidade solar. Sua vida é derramada livremente para o sustento e nutrição do sistema. Ela é o mistério eterno e insondável, pois, permanecendo virgem e imaculada, mesmo assim está sempre grávida e sempre dando à luz. O sistema solar é Seu filho, que Ela nutre em Seu seio.

            Os homens, através de todas as eras, A têm cultuado como Mãe de Deus. Toda a raça dos espíritos da água, desde a ondina até as poderosas rainhas da água que guardam os reservatórios do sistema solar, são Suas representantes e encarnações de Sua vida. Ela é representada em cada plano por um avançado membro desta raça, que assume o posto de líder dos anjos da água daquele plano; cada um é um representante, em seu nível, da Suprema Rainha, a Mãe Eterna, a Estrela do Mar. Eles formam uma cadeia viva de vida consciente através da qual Seu poder e Seus atributos podem se manifestar em todo o sistema.

            O trabalho dos anjos da água e ondinas é prover meios de comunicação desde o coração até os confins do sistema; sua consciência provê um canal mais direto para a transmissão de poder que é suprido pelas cadeias de átomos. Para eles, o crescimento, assim como para todas as raças de anjos, se mostra como um aumento na estatura e no poder de expressar e cumprir a função do seu elemento. Como habitantes conscientes do aspecto água do sistema, sua presença provê o meio para uma aplicação inteligente de suas leis. Eles exercem uma influência seletiva e diretiva dentro do reino da água, aplicando um poder lubrificante onde mais é necessário e mantendo linhas de comunicação que freqüentemente são sujeitas a enorme tensão. Sua presença converte uma força cega em uma inteligente. Ao progredirem, desenvolvem maior inteligência em tal função, maiores poderes de compreensão e ocupam cargos mais exaltados em suas ordens hierárquicas.

            Onde quer que exista água, seja visível ou invisivelmente, lá estão presentes. A existência de corpos d’água separados em rios, lagos e mares, e de diferentes estados da água, desde o líquido até o gasoso, como oceano e nuvem, produz uma ilusão de que onde não é visível a água não existe; mas como a água forma um dos constituintes de todo átomo, também é onipresente e os espíritos da água, portanto, também estão em toda parte. Em cada plano e em cada grau de densidade, a água é uma expressão de um elemento todopervasivo que é o veículo do aspecto feminino do Logos, a mãe de todos os mundos, de todos os anjos e de todos os homens. Portanto, é sagrada a água. Ao bebê-la, recebemos Sua vida; quando irriga os campos, é uma dádiva de Sua beneficência; quando os homens se banham, é Ela que os faz limpos; quando eles navegam no oceano, é Ela que os leva em seu seio. Ao nascer do Sol, a glória das nuvens róseas é d’Ela; a beleza do céu no ocaso é um reflexo de sua amabilidade imortal. É Seu o sangue nas veias do homem; a seiva nas árvores e plantas é Sua vida; o orvalho que cintila no prado e na relva, que resfria e refresca o solo gretado, é um exemplo da Sua generosidade ilimitada e do auto-sacrifício com que mantém e alimenta o mundo. O arco-íris é Sua mensagem aos anjos e homens de que sua Mãe os cuida com sempre atento e maternal desvelo e lhes revela Sua gloriosa beleza septiforme que circunda o mundo inteiro.

            A Mãe Celeste preside a cada nascimento humano. Ela é a Grã Sacerdotisa em Cujo serviço toda mãe humana faz seu sacrifício para que Ela, a Mãe do mundo, possa se revelar em todo o Seu esplendor, em toda a Sua beleza, no sacramento do nascimento. Ela é a Mulher Celeste de que toda mulher é parte. Ela, Cujo trono fica ao lado do altar do Altíssimo, também está entronizada em cada coração feminino. Na maternidade este laço sagrado se torna uma linha de luz viva, pela qual Ela desce de Seu trono para ficar ao lado do leito de nascimento. Ela conhece a dor; Ela sente a agonia; cada grito fere Seu coração e atrai Seu poder curativo e protetor sobre a mãe humana em quem Ela se vê em miniatura.

            Ao Seu comando os anjos do parto guardam mãe e criança, assistindo na construção dos veículos em que a alma que desce deve encarnar. Dentro de Seu coração Ela mantém uma réplica de cada mulher, ligada à sua contraparte terrena, para que todo o tempo Ela possa guardar e abençoar Suas representantes no mundo inferior. O encanto da maternidade pura e perfeita reflete a fragrância de Sua presença; através da beleza delas o Seu esplendor brilha. O brotar das nascentes ocultas da maternidade vêm do movimento de Sua presença fundo no coração da mulher, e é a manifestação do poder e do anelo da Mãe eterna. O impulso do fogo criativo no homem é a elevação nele do poder do Pai eterno, instando que ele crie. Assim, no homem e na mulher são revelados a paternidade e a maternidade de Deus. Divinos em sua origem, também divinos deveriam ser em sua imitação microcósmica do drama macrocósmico da criação. Quando esta função profundamente sagrada é degradada, o mais alto e mais sacro dos atributos do homem e de Deus são maculados e enlameados; diante de atos tão profanos os anjos da corte de Ísis cobrem sua faces e fogem de vergonha, e mesmo Ela, a Deusa Mãe do mundo, sente um tremor de vergonha que perpassa todo Seu reino e temporariamente perturba a perfeita harmonia que rege a operação de Suas leis.

            Quando Ela reinava no antigo Egito, os homens conheciam a natureza sagrada da paternidade e do nascimento. Logo voltará o tempo quando novamente Seu reino e Sua lei se restabelecerão na Terra, quando o matrimônio será um sacramento, um símbolo da criação divina, e a mulher será reverenciada pelo sacrifício que faz como sacerdotisa no templo da Deusa Mãe do mundo. Então um dia mais belo despontará e nascerá uma raça melhor, e Ísis será trazida para ainda mais perto dos homens, para que suas vidas possam ser abençoadas e santificadas por Sua sacra presença em seu meio, e a santidade da condição feminina será exaltada nas alturas.

            Ela virá rodeada de anjos. As falanges dos espíritos da água Lhe darão boas vindas, e a hierarquia dos anjos da água A servirá como sua Rainha. Toda a Terra será mais frutífera e todas as coisas darão descendência com alegria, pois Ela virá à fruição nelas. O poder de Deus fluirá mais livremente em Seu sistema e os homens aprenderão a vê-Lo em cada forma de vida – ver na terra a estabilidade do Supremo, no fogo o imenso poder do Senhor da Chama, e na água a presença de Ísis, a Mãe eterna.

Geoffrey Hodson – Hostes Angelicas (pág. 22-24)

            Ar e os Espíritos do Ar

            A função do elemento ar na economia do sistema é dupla: concede liberdade de movime nto para os corpos mais sólidos – sendo este atributo de liberdade a característica predominante tanto do elemento quanto de seus habitantes angélicos – e oferece resistência à pressão. Por seu serviço nesta dupla aptidão, a ordem, harmonia e equilíbrio das forças do sistema são mantidos. O ar é o grande ajustador e compensador que, cedendo às pressões colossais que ocorrem no sistema solar, permite o escape da energia em outras direções. A tensão contínua que suporta o carrega de enormes forças magnéticas e elétricas; todo o elemento ar é continuamente submetido à compressão, portanto está sempre sendo altamente carregado de poder.

            Um conhecimento da aerodinâmica dará aos cientistas do futuro a capacidade de retirar as energias armazenadas do ar e utilizá-las para o melhoramento das condições da existência humana. As mudanças de clima dos globos do sistema são parcialmente produzidas pela alternada compressão e descompressão a que o ar é submetido. O ar provê o mecanismo de compensação do universo, e o descobrimento das leis pelo qual o elemento desempenha sua função capacitará o homem a obter uma grande medida de controle sobre o clima.

            Assim como os outros elementos, o ar existe em todos os planos, obedece a leis similares, e preenche funções afins em cada plano. As tensões do ar em um plano dado são o resultado da pressão do plano acima, de modo que o ar físico é o recipiente derradeiro de, e amortecedor para, as energias liberadas do plano astral. Este processo pode ser rastreado de volta, plano após plano, até atingir-se a fonte central de energia. O ar, em cada plano, reduz a pressão do plano acima e a sétupla densidade do elemento provê sete poderosos amortecedores, ou conjuntos de molas elásticas, que podem ser imaginadas circundando, em níveis diferentes de densidade, a energia primária do sistema. O ar não deve ser imaginado como disposto em séries de esferas concêntricas em torno do Logos. Ainda que diagramaticamente tal concepção possa ser admitida, deve ser lembrado que o elemento ar está presente de modo universal em todo o sistema. O ar de cada plano interpenetra o do plano abaixo, até chegar no plano físico. O ar físico representa a derradeira almofada e, em uma de suas funções, semelha os amortecedores no final da linha de trem, além dos quais a energia dinâmica do Logos em sua jornada do espiritual ao material não pode passar, e de onde – ao contrário do trem – retorna.

            Assim como o éter de cada plano é o veículo naquele plano para a vitalidade do sistema, da mesma forma o ar de cada plano é o veículo da energia dinâmica do sistema. Assim como o corpo físico do homem provê um fulcro para as forças do Ego e uma âncora por meio da qual ele mantém a posse de seus veículos enquanto encarnado, assim o ar físico serve como um fulcro para o poder do sistema por meio do qual o Logos pode mantê-lo completamente carregado de magnetismo. Esta carga varia de acordo com o progresso da evolução e o avanço do dia de manifestação logóico, aumentando era após era à medida que o sistema em evolução, se tornando mais sintonizado com a vida e o poder divinos, é capaz de receber e conter uma medida maior de energia divina. Similarmente, ao progredir a evolução do homem, sua personalidade é capaz de receber e expressar uma medida maior do poder egóico, enquanto que o Ego, por sua vez, recebe e expressa uma extensão maior da energia da Mônada. No final do período manvantárico, que no homem corresponde à aquisição do Adeptado, todo sistema estará completamente saturado com a medida plena do poder e vida logóicos.

            Como foi visto no caso do fogo e da água, são necessários agentes para o controle e direção das forças do elemento aéreo. Estes agentes formam um ramo da hierarquia angélica, que contém membros em todos os graus de evolução, desde as fadas e silfos não individualizados até os poderosos senhores do ar que são os engenheiros-chefe do sistema, e os regentes do elemento ar. Sua função em cada plano e em cada nível corresponde intimamente à do seu elemento; eles são encarnações subconscientes e autoconscientes do aspecto energia do Logos. Isso lhes dá infinita vitalidade e os imbui do poder necessário para a relampejante presteza de seu deslocamento através do ar. Também lhes dá a vivacidade dinâmica que os caracteriza em todas as suas atividades, e a sensação de poder altamente concentrado que transmitem ao observador. Seu trabalho é apressar a chegada do tempo em que a energia do Logos poderá atuar mais e mais livremente, é preparar a matéria dos planos para a recepção daquela energia, é ajustar o equilíbrio de forças em todo o sistema, e constantemente exercer uma pressão que elevará o tom de toda a matéria de que é composto. Para todos os membros de sua raça, desenvolvimento consiste no ganho em estatura, na habilidade de receber e resistir à descida adicional de poder do plano acima, na capacidade de suportar mais e mais compressão, e no aumento na extensão de vida e poder divinos que são capazes de encarnar e expressar.

            Os silfos são os agentes da energia dinâmica do aspecto energia do Logos, expresso como as forças elétricas e magnéticas do sistema, em contraposição ao Seu aspecto ígneo, regenerador e transformador. Os que ainda não se individualizaram, expressam a função liberdade de seu elemento, mais que a função compressão. A vida, para eles, consiste na contínua recepção e descarga de poder nos níveis astral e etérico respectivamente. Até que atinjam a auto-consciência, não podem suportar um grande nível de compressão, de forma que o poder flui relativamente livre por eles e portanto é expresso quase tão logo é recebido. À medida que sua evolução se adianta, começa a ocorrer uma pausa entre a recepção e a liberação; durante esta pausa ocorre o processo de compressão; a duração da pausa aumenta com seu crescimento, e quando atinge certa extensão, como resultado de séculos de serviço subconsciente e instintivo ao poder, a individualização é atingida. Sua existência consiste quase inteiramente neste processo tríplice que tem sua contrapartida em todas as formas de vida e em todos os reinos da Natureza.

            Sua consciência está num estado de ininterrupta felicidade, a qual chega a um pico de êxtase no momento da descarga do poder; a altura do pico é proporcional à quantidade e ao grau de compressão do poder liberado; esta variação na felicidade lhes provê um desejo de evolução. Desejando aumentar o nível e a duração do êxtase, eles tentam continuamente ser mais receptivos ao poder e desenvolver uma maior capacidade de resistência ao seu fluxo, a fim de que o aumentado nível de compressão que resulta possa produzir uma sensação maior de bem-aventurança. Como será perceptível por esta descrição de seu trabalho, eles estão continuamente imprimindo em seu elemento poderosas energias dinâmicas e emprestando-lhe uma gradualmente crescente carga de poder. Deste modo, seja instintiva ou conscientemente, assumem seu lugar e fazem sua parte na economia da Natureza.

            O poder dos poderosos arcanjos do ar é, a bem dizer, irresistível, pois à medida que se aproximam mais e mais da estação de poder central do sistema, se tornam encarnações de maiores energias dinâmicas. A passagem deste poder através deles, em todas as suas ordens, produz som, e por isso os anjos e arcanjos da hierarquia do ar são a mais direta expressão do poder da voz de Deus. Suas várias ordens formam um vasto coro celestial, um poderoso órgão com incontáveis miríades de tubos, cada qual de diferente tamanho de acordo com o grau de desenvolvimento do anjo que assim serve ao divino Organista, que toca continuamente no teclado triplo de Seu sistema. Em todos os Seus domínios suas vozes podem ser ouvidas, desde o assobio agudo dos jovens silfos, até o profundo baixo ressonante dos senhores do poder aéreo, cujas vozes quando cantam provocam o estremecimento do sistema. Estes são os anjos do som, através de quem a música do Músico divino é manifesta em todos os Seus vastos domínios, através de quem Seu poder atua e por quem Ele energiza cada átomo de Seu sistema.

            Assim como o ar é o fator essencial na produção e transmissão do som físico, igualmente os senhores do ar e seus hierarcas superiores são essenciais à produção e transmissão das harmonias de Deus. Por sua atividade, cada átomo, ao rodopiar, canta, cada jóia tem sua canção, cada flor e árvore exala a doce música de seu gênero; com eles, o homem e o anjo entoam o estupendo coro de louvor e júbilo que se eleva continuamente de todas as coisas que Ele criou.

            Seu Verbo criador é a origem de todo o som em todos os planos, a fonte de toda a música, de   toda a harmonia e de toda a dissonância. As vozes agudas da Natureza, os ventos aflautados, o baixo tonante do mugido reverberante do oceano, o troar dos trovões quando Ele brinca sobre as nuvens são seus tambores aéreos, e todos juntos produzem um som poderoso, uma gloriosa sinfonia, que é a música do planeta enquanto ele gira em torno da luz que lhe deu origem.

            O grande Musicista ouve esta melodia como o eco de Sua própria voz através do Seu sistema; Ele ouve também outras vozes, assim como outros sistemas cantam suas canções, e outros universos emitem suas notas na música universal que ressoa ao longo de toda a infinitude do espaço. Um maravilhoso mundo de som e música é gradualmente revelado a quem cujos ouvidos foram afinados. Toda a vida manifesta é percebida em termos de som. Diferenças de forma ou a diversidade das espécies são apenas as diferentes notas que, oitava sobre oitava, escala sobre escala, produzem os poderosos acordes que reverberam em Seu redor enquanto Ele canta Seu caminho através do tempo e do espaço. Harmonias celestiais, sinfonias paradisíacas, Ele, o Mestre da Música, compõe eternamente. Ao cantar, o sistema é preenchido com o som de Sua voz, é permeado e inundado de Sua canção. O sistema solar é revelado em termos de som.

Geoffrey Hodson – Hostes Angelicas (pág. 25-27)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Logosofia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Logos

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LETRAS

ABC Latters, 3D graffiti letters ABC

            As Letras são os símbolos mais significativos, já inventados.

            Elas evoluíram a partir de símbolos antigos e rudimentares, surgiram literalmente do próprio barro.

          É um presente dado por Deus ao ser humano, como forma de comunicação, divulgação e perpetuação.

               Mora dentro de cada letra uma alma vivida que tem o poder, tanto para o bem como para o mal, dependendo de quem fará uso dela. Mais mesmo as letras, não estão livres da grande Lei da causa e efeito. Portanto, fica o aviso: faça bom uso delas!

            Enquanto os números nos dão uma noção de quantidade e dimensão, infinitos e eternos, as letras nos dão a alma e efeito, visto que, as letras se tornam palavras audíveis, e as palavras exercem muito poder. Ou mesmo para os que são mudos ou surdos e interagem de forma mental ou com o coração, no uso deste poder, exercem ainda um poder maios, visto que, O Todo “é mente”!

              Unindo letras e números, temos uma força infindável, capaz de mover o impossível.

Projeto Alquimia

            As letras tem uma tem uma anatomia própria como nos diz um trecho do Curso de Designer Gráfico de Mariscal:

“Anatomia dos caracteres

Pernas e pés. Curvas muitas vezes sinuosas e outras vezes pouco exóticas, como as curvas da barriga. Olhos, e com os olhos, lágrimas. Orelhas. Ao serem decompostos em partes muito pequenas, os tipos se transformam em objeto de atenção e análise de especialista. Essa espécie de esquartejamento passa longe da percepção de leitores e escritores. Apenas os pequenos alunos durante seus primeiros exercícios de caligrafia maldizem as letras quando, fatalmente, são obrigados a enfrentar traços difíceis e que ‘nunca saem direito’

O corpo humano e o mundo da construção (com contribuições como barra, fuste, pinázio, base, travessão, etc.) unem-se e contribuem com a criação desse antigo vocabulário, tão desconhecido, como apaixonante. Alguns termos que parecem querer assumir o desejo de construção humana figuram no design de tipografias”.

De A à H

Letra A

            Alfa (A α) é a primeira letra do alfabeto grego e tem um valor numérico de 1. Ela é derivada da letra fenícia Aleph ou Álefe .

    A (chamada á, plural ás, equivalente cirílica а, equivalente grega α  equivalente hiragana , equivalente katakana , equivalente hebraica א, equivalente árabe ) é a primeira letra do alfabeto latino básico, sendo também, com algumas variações de forma, a primeira letra e primeiravogal dos alfabetos de escrita fonética, à exceção do alfabeto etíope.

               Letras que surgiram de Alfa incluem o A do latim e a letra A do alfabeto cirílico.

         Plutarco em Moralia apresenta uma discussão sobre a razão da letra alpha ser a primeira no alfabeto. O locutor de Plutarco sugere que Cadmus, o fenício que supostamente morou em Tebas e introduziu o alfabeto na Grécia, “colocou alfa primeiro porque esse é o nome fenício para touro, que eles, como Hesíodo, consideravam não como a segunda ou terceira, mas a primeira das necessidades.”

        É uma referência a uma passagem em Os Trabalhos e Os Dias, de Hesíodo, que aconselhava os primeiros fazendeiros gregos a “Primeiro consiga um touro, depois uma mulher.” Uma explicação mais simples é que ela era a primeira letra no alfabeto fenício.

             De acordo com a ordem natural de Plutarco de atribuição de vogais aos planetas, alfa estava ligada à Lua. Pois também eram associados à Lua no simbolismo religioso primitivo tanto de sumérios quanto de egípcios devido ao formato  crescente de seus chifres.

            A letra alfa maiúscula geralmente não é utilizada como símbolo porque costuma ser escrita de forma idêntica à letra A latina.

        A letra α minúscula é usada como símbolo para a aceleração angular e para o coeficiente linear de dilatação térmica em física.

            Alfa é normalmente usada como adjetivo para indicar a primeiro ou a ocorrência mais significativa, como o macho alfa, a estrela alfa de uma constelação, ou a versão alfa de um programa.

            Segundo os cristãos, Jesus disse ser “o Alfa e o Ómega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.” (Apocalipse 22:13, ver também 1:8).

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /A/ ou /ā/ ou /A breve/, Letra A

            História

        A letra A (ou suas equivalentes) é a primeira letra em quase todo os alfabetos do mundo, com exceção do mongol, tibetano, etíope e outros menos conhecidos. A forma do “A” encontra aparentemente sua origem num hieróglifo (pictografia) egípcio simbolizando uma águia (ahom) na escrita hierática cursiva. Os fenícios renomearam a letra aleph(bovídeo), a partir da semelhança imaginada com a cabeça e os chifres deste animal. No alfabeto grego mais antigo, aleph passa a ser a letra alfa. Em seguida, ela se tornou oA romano, de onde a forma e o valor em geral foram transmitidos aos povos que mais tarde adotaram o alfabeto latino. Representa, entre os povos antigos, um grande poder místico e características mágicas, associadas ao número um. É assim o aleph hebraico, o az dos eslavos e o alfa grego.

     Para os cabalistas cristãos, o aleph é um símbolo santificado, representando a Trindade na Unidade, por ser composto por duas letras hebraicas yod, uma voltada para cima e outra invertida, com uma ligação entre elas.

Letra A - História.JPG

Letra A.JPG

            Por volta de 1500 a.C., os fenícios deram à letra sua forma linear, que serviu de base para as formas mais tardias. O seu nome, provavelmente, corresponderia aproximadamente ao aleph do alfabeto hebreu.

           Quando, na Grécia Antiga, se adotou o alfabeto, como não se fazia uso fonético da paragem glotal a que a letra obrigava nas línguas semíticas (e na língua fenícia em particular), a letra passou a designar a vogal [a], mudando-se o seu nome para alfa. Nas mais primitivas inscrições gregas, que datam do século VIII a.C., a letra aparece apoiada verticalmente de um lado, mas no alfabeto grego mais tardio, já tem uma forma semelhante ao a maiúsculo moderno (A), ainda que variantes locais se possam distinguir pelo encurtamento de uma das pernas ou pelo ângulo em que as linhas se cruzam.

            Os etruscos levaram o alfabeto grego para a Península Itálica, sem lhe fazer qualquer alteração. Mais tarde, os romanos adotaram o alfabeto etrusco na escrita do latim. A letra resultante foi preservada no moderno alfabeto latino, o alfabeto mais utilizado atualmente.

            Fonética e Códigos

Letra A.gif

Alfabeto Manual

Letra A Braille.JPG

            Consoante a língua em que está sendo utilizada, a letra a pode assumir diversos sons. O som [ə], por exemplo, refere-se aos dois aa da palavra “cada”, na pronúncia doportuguês europeu.

O som [a] corresponde ao a de “má”.

O som [ã] ao a de lã.

O alfa representa a letra a no Código Internacional de Sinais.

O código ASCII para o a maiúsculo (A) é 65 e para o a minúsculo (a) é 97.

          Significados

  • Em música, o Amaiúsculo corresponde à nota musical “lá” nos países anglo-saxônicos e germânicos. Era também essa a notação utilizada naIdade Média.
  • Aminúsculo (a) é a abreviatura da unidade de medida agrária are.
  • “a” pode também ser a abreviatura de “assinatura”.
  • Em lógica, é o signo de uma proposição universal afirmativa.
  • Na bioquímica, representa o aminoácido alanina e a base nitrogenada adenina.
  • Em astronomia, a letra Aé utilizada para indicar a estrela principal de uma constelação, também dita alfa.
  • Em cartografia marítima, é usado para representar a existência de bancos de areia.
  • Em gramática, o Apode exercer as funções de substantivo, artigo definido, preposição, pronome pessoal ou pronome demonstrativo. A respeito, veja no Wikcionário: A#Ver Também.
  • Amaiúsculo é um tipo sanguíneo.
  • Unidades:
    • Em física, o Amaiúsculo é o símbolo de ampère;
    • se tiver um círculo em cima, é o símbolo do ångström (Å), em honra do físico sueco Anders Jonas Ångström, e sua equivalência é: 1 Å = 10−10m;
    • Como prefixo, a-(atto) representa a quantidade 10−18, ou seja, 0,000000000000000001 vezes a unidade.
  • Em matemática:
    • Amaiúsculo invertido (∀) é usado na matemática e na lógica como o quantificador universal (“qualquer que seja…”);
    • na numeração grega valia 1 (com acento superior) e 1000 (com acento inferior).

Tipografia

Letra A - Tipografia.JPG

Códigos na computação

Caracter A a
Nome Unicode LETRA LATINA A MAIÚSCULA (A) LETRA LATINA A MINÚSCULA (a)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 65 U+0041 97 U+0061
UTF-8 65 41 97 61
Referência de caractere numérico A A a a
Família EBCDIC 193 C1 129 81
ASCII 65 41 97 61
Binário 0100 0001 0110 0001

Letra B

     Beta (maiúscula Β, minúscula β) é a segunda letra do alfabeto grego. No sistema numeral grego, tem o valor de 2. É derivada da letra fenícia Bet . Letras que surgiram de beta incluem B, do latim, e as letras cirílicas Be e Ve.

             Em grego moderno, é pronunciada como [v], mas em grego antigo, era pronunciada como [b].

     A letra beta não deve ser confundida com eszett (ß), uma letra da língua alemã visualmente parecida, mas sem nenhuma ligação.

             O nome em grego moderno da letra é [ˈviˑta].

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /Be/, Letra B

       B (plural “bês”, bb”, equivalente cirílica б, equivalente grega β, equivalente hebraica ב) é a segunda letra do alfabeto latino. No alfabeto cirílico, essa letra equivale ao fonema v latino. É falado “bê” (plural “bês”)

            História

       O símbolo utilizado para representar a letra B começou, provavelmente, por ser o pictograma da planta térrea de uma casa, presente nos hieróglifos egípcios ou no alfabeto proto-semítico.

            Cerca de 1500 a.C., os fenícios deram à letra um aspecto linear que serviu de base para as formas posteriores, aparecendo tanto com linhas arredondadas como retilíneas. O seu nome deveria aproximar-se ao do beth hebreu.

          Quando, na Antiga Grécia, se adotou o alfabeto, mudaram-lhe o nome para beta, inverteram-no e, mais tarde, acrescentaram-lhe outra curva fechada. Nas primeiras inscrições que se conhecem, a letra dispõe-se para a esquerda, mas no alfabeto grego mais tardio, já está virado para a direita, ainda que se mantivessem variações (retilíneas ou curvas) das linhas fechadas.

                Os etruscos trouxeram o alfabeto grego para a península itálica, deixando a letra sem alterações de maior. Os romanos, mais tarde, adotaram o alfabeto etrusco para escrever o latim. A letra usada, com curvas fechadas, foi preservada no alfabeto latino, utilizado na escrita de diversas línguas.

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                 Fonetica e Códigos

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Alfabeto Manual

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B é uma consoante bilabial oclusiva sonora.

Significado

  • B: boro(símbolo químico)
  • B: notação para o bispo no jogo de xadrez
  • B: abreviatura de byte (b é abreviatura de bit)
  • B: constante de Brun, aproximadamente 1,902160583104
  • B: um dos grupos sanguíneos
  • B(música)nota musical Si na notação inglesa e Si-bemol na notação alemã

Tipografia

A moderna letra b, minúscula, deriva da época romana mais tardia, quando os escribas começaram a omitir a curva fechada superior da letra maiúscula.

Letra B - Tipografia.JPG

Códigos na computação

Caracter B b
Nome Unicode LETRA LATINA B MAIÚSCULA (B) LETRA LATINA B MINÚSCULA (b)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 66 U+0042 98 U+0062
UTF-8 66 42 98 62
Referência de caractere numérico B B b b
Família EBCDIC 194 C2 130 82
ASCII 66 42 98 62
Binário 0100 0010 0110 0010

Letra C

           C (plural “cc”) é a terceira letra do alfabeto latino. É pronunciado “cê” (plural “cês”)[1] . Tem aparência idêntica à décima nona letra do alfabeto cirílico, С, que equivale ao S latino.

            Gama (Γ γ)[1] é a terceira letra do alfabeto grego, parecida com o C ou G atual, tendo um valor numérico de 3.

             A letra gama minúsculo(γ) representa:

  • A Constante de Euler-Mascheroni.
  • Em Física Nuclear, representa a Radiação Gama.

A letra gama maiúscula (Γ) representa:

  • Em Matemática, representa a Função Gama.
  • Em Estatística, representa a Distribuição gama.

            Classificação

  • Alfabeto = Alfabeto grego
  • Fonética = /Ge/ ou /Gue/ ou /Je/, Letras G e J

           História

           Na língua etrusca, as consoantes oclusivas não tinham uma pronunciação específica, por isso, usaram o Γ (Gama) Grego para escrever o seu som /k/. No início, os romanos utilizavam o C tanto para representar o som /k/ como o /g/. Só mais tarde se acrescentou um segmento reto horizontal na zona central direita para produzir o G. É possível, ainda que incerto, que o C tenha apenas representado o /g/ no início, enquanto que a letra K seria utilizada para o som /k/[2] .

            Alguns académicos defendem que o ג (gimel) semítico representava um camelo.

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Letra C - História2.JPG

            Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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C é a segunda consoante e terceira letra do alfabeto.

Pronuncia-se /k/ antes das vogais A, O e U e consoantes.

Pronuncia-se /s/ antes das vogais E e I.

Ç só se pode usar antes das vogais A, O e U.

O dígrafo CH pronuncia-se /ʃ/ em português, histórica e ainda dialetalmente /tʃ/.

Antes da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, era letra muda em algumas palavras no Português europeu, eventualmente servindo para abrir a vogal anterior.

C representa cem na numeração romana.

            Significados

  • C
    • (computação)linguagem de programação C. Outras linguagens de programação derivadas incluem a letra C, por exemplo: C++, C♯, Cω e Dynamic C
    • (nutrição)Vitamina C, nome comum do ácido ascórbico
    • (química)símbolo químico do carbono
    • (física)Coulomb, unidade de carga eléctrica
    • (esquemáticaelectrónica) capacitor ou condensador
    • (música)nota musical  em algumas línguas (p. ex. inglês e alemão)
  • c
    • (física)velocidade da luz no vácuo

            Tipografia

            Como o tema de tipografia se estende a palavras e não somente a letras, achamos melhor fazer este estudo de forma à parte. Para este tema acesse: http://tipografos.net/glossario/caracteres.html

            Códigos na computação

Caracter C c
Nome Unicode LETRA LATINA C MAIÚSCULA (C) LETRA LATINA CA MINÚSCULA (c)
Codificação decimal hexadecimal decimal Hexadecimal
Unicode 67 U+0043 99 U+0063
UTF-8 67 43 99 63
Referência de caractere numérico C C c c
Família EBCDIC 195 C3 121 83
ASCII 67 43 99 63
Binário 0100 0011 0110 0011

Letra D

D (, plural “dês” ou “dd”) é a quarta letra do alfabeto latino básico.

Delta (maiúscula Δ, minúscula δ) é a quarta letra do alfabeto grego

          Devido à forma de triângulo da letra maiúscula, diversas denominações que possuem algum tipo de semelhança ou afinidade com esse formato recebem o nome da letra, como é o caso da asa-delta e da delta de um rio.

       Na matemática e nas ciências aplicadas, é comum o uso da letra maiúscula para representar a diferença entre duas variáveis, como “Δs”, por exemplo, que identifica o resultado da diferença entre a variável “s” em duas situações distintas.

            Classificação

  • Alfabeto = Alfabeto grego
  • Fonética = /De/, Letra D

            História

        A letra D tem sua origem na escrita hierática egípcia, seu ancestral mais antigo recebeu o nome de deret (mão), quando os fenícios o adotaram, o mesmo passou a se chamardaleth (porta). Os gregos, ao empregarem a letra fenícia lhe deram o nome de Delta (Δ, δ) e a forma de um triângulo. Os etruscos e os romanos também empregaram o delta e foram os responsáveis pelo desenho do D que conhecemos hoje.

Letra D - História.JPG

                Fonética e Códigos

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D é uma consoante linguodental sonora.

            Significados

  • O “dalet” dos fenícios significava “porta” e era representado pelo hieróglifo egípcio simplificado de uma porta. Deu origem ao “delta” dos gregos e ao nosso D.
  • (música)nota musical  em algumas línguas (p. ex. inglês e alemão)
  • Dvale 500 na numeração romana
  • é usado como abreviatura de Dom ou Dona.

            Códigos na computação

Caracter D d
Nome Unicode LETRA LATINA A MAIÚSCULA (D) LETRA LATINA A MINÚSCULA (d)
Codificação decimal hexadecimal decimal Hexadecimal
Unicode 68 U+0044 100 U+0064
UTF-8 68 44 100 64
Referência de caractere numérico D D d d
Família EBCDIC 196 C4 132 84
ASCII 68 44 100 64
Binário 0100 0100 0110 0100

Letra E

          E (“ê” ou “é”, plural “ee”, “ês” ou “és”) é a quinta letra do alfabeto latino básico. Em português, pode ter os valores fonéticos [e] (semicerrada), [ε] (semi-aberta) ou [ɨ] (cerrada, que apenas se aplica ao português europeu).

         Épsilon[1] (Ε ε) é a quinta letra do alfabeto grego e tem um valor numérico de 5.

  • Nas matemáticas, ε costuma designar pequenas quantidades, ou quantidades que tendem para zero, em particular no estudo dos limites ou da continuidade.
  • Em linguagens formais, o épsilon significa sentença vazia.
  • Em física representa a quantidade de energia de um certo material.

            Classificação

  • Alfabeto = Alfabeto grego
  • Fonética = /E breve/, Letra E

            História

         Terá origem, provavelmente, na letra fenícia he, que representava mais ou menos o som de um H aspirado. Quando os gregos adotaram o alfabeto fenício, encontraram dificuldade em pronunciar a primeira parte desse caractere e abandonaram-no, conservando somente o som e e dando lhe o nome de epsílon (ε). Com o tempo simplificaram seu desenho virando os traços horizontais para o lado direito.

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            Fonética e Códigos

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E (é, ê, i, ɨ) é uma vogal palatal e conjunção coordenativa aditiva.

Em português E pode ser pronunciada:

  • [ɛ]como o é do português “pé”,
  • /e/como o ê do português “vê”
  • /i/como a conjunção “e” da frase “tu e eu”
  • /ɨ/como o e do português europeu “pegar”

Significados

  • A conjunção lógica e({\displaystyle \land }).
  • A constante matemática e
  • (música)nota musical Mi em algumas línguas (p. ex. inglês e alemão)
  • A unidade monetária Euro
  • Como prefixo, indica itens em formato electrónico (e-book, e-mail, …)
  • A letra é a mais usada nas palavras de língua alemã, inglesa e francesa.[1]

Códigos na computação

Caracter E e
Nome Unicode LETRA LATINA E MAIÚSCULA (E) LETRA LATINA E MINÚSCULA (e)
Codificação decimal hexadecimal decimal Hexadecimal
Unicode 69 U+0045 101 U+0065
UTF-8 69 45 101 65
Referência de caractere numérico E E e e
Família EBCDIC 197 C5 130 85
ASCII 69 45 101 65
Binário  0100 0101  0110 0101

Letra F

            F (efe, plural “efes” ou “ff”) é a sexta letra do alfabeto latino básico.

           Digama (Ϝ, ϝ ou Ϝ, ς) é uma letra antiga do alfabeto grego e tem um valor numérico de 6. Quando se usa com um numeral, dígama é escrita usando a marca do sigma (ς) e do tau (τ). Quando se usa como uma letra, tem a forma de uma letra F, que parece com duas letras gama maiúsculas (Γ) sobrepostas (daí o seu nome) e tem valor de /w/.

            Classificação

  • Alfabeto = Alfabeto grego
  • Fonética = /We/, Letra W

            História

      A letra F tem suas origens na letra fenícia waw, cuja forma acredita-se que representaria um prego ou gancho. Este mesmo sinal do sistema de escrita fenício deu origem a outras letras do alfabeto latino, a saber, U, V, W e Y. Supõe-se que a letra waw correspondia a uma consoante aproximante labiovelar sonora, representada no alfabeto fonético internacional por [w].

            Os gregos do período arcaico adotaram uma variante dessa letra (à qual deram o nome de digama) provavelmente para representar o mesmo som.

            No alfabeto grego clássico, o digama já não era mais encontrado, tendo permanecido apenas o seu uso na representação do valor numérico 6[1] .

            O digama voltaria a ser usado como letra pelos etruscos[2] , tendo a partir daí passado aos romanos, com os quais ganhou a forma que conhecemos hoje[3] .

            Na pronúncia restaurada do latim clássico, considera-se que a letra F representava a consoante fricativa labiodental surda [f], o mesmo som representado atualmente por esta letra no português e em outras línguas românicas, como o espanhol, o francês e o italiano.

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            Fonética e Códigos

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            Significados

  • F
    • (química)símbolo químico do flúor
    • (matrículasautomóveis) França
    • (canalização)água fria
    • (bioquímica)fenilalanina
    • (física)força
    • (física)Fermi, a unidade de medida equivalente ao fentometro
    • (electricidade)constante de Faraday (a quantidade de carga eléctrica presente numa mole de electrões, sensivelmente 96485 C/mol)
    • (electricidade)Farad, unidade de capacitância
    • (temperatura)graus Fahrenheit
    • (fotografia)número F
    • (lógica)falso
    • (estatística)Teste F
    • (música)nota musical  em algumas línguas (p. ex. inglês e alemão)
    • f
    • (óptica)distância focal
    • (SI)prefixo femto (10−15)

            Códigos na computação

Caracter F f
Nome Unicode LETRA LATINA F MAIÚSCULA (F) LETRA LATINA F MINÚSCULA (f)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 70 U+0046 102 U+0066
UTF-8 70 46 102 66
Referência de caractere numérico F F f f
Família EBCDIC 198 C6 134 86
ASCII 70 46 102 66
Binário 0100 0110 0110 0110

Letra G

            G ( ou guê[1] , plural “gês” ou “gg”) é a sétima letra do alfabeto latino básico.

            História

         A história da letra G está intimamente ligada à história do C, uma vez que as duas derivam da mesma forma. Os fenícios e os demais povos semitas usavam uma forma gráfica bastante simples para representar tanto o C quanto o G e a chamavam de gimel. Quando foi adotado pelos gregos o gimel recebeu o nome de gama e sofreu algumas alterações em sua forma. O gama foi ainda adotado pelos etruscos e pelos romanos que foram os responsáveis pela diferenciação dos dois sons. O C passou a designar o som de K ou de S como em cesta ou casa. Um pequeno traço foi acrescentado à letra gama para que pudesse designar o som G.

Letra G - História.JPG

            Fonética e Códigos

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            Consoante de duplo valor: gutural ou seja som de /G/ antes de A, O, U, como em gago, gorgulho; palatal ou seja som de /Ʒ/ antes de E, I, como em gengibre. Quando deve ser gutural, antes de E, I, recebe U: Guimarães, guerra. G, no sentido palatal, designa o mesmo som que J.

            Significados

  • grama(símbolo: g)
  • Factor de aceleração gravítica. Ver g.Também = Constante gravitacional = 6.67300 × 10-¹¹ m³ kg-¹ s-².
  • Letra utilizada para representar a condutividade elétrica.
  • (música)nota musical Sol em algumas línguas (p. ex. inglês e alemão) e a linguagem universal musical.

            Códigos na computação

Caracter G g
Nome Unicode LETRA LATINA G MAIÚSCULA (G) LETRA LATINA G MINÚSCULA (g)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 71 U+0047 103 U+0067
UTF-8 71 47 103 67
Referência de caractere numérico G G g g
Família EBCDIC 199 C6 135 87
ASCII 71 47 103 67
Binário 0100 0111 0110 0111

Letra H

            H (agá) é a oitava letra do alfabeto latino.

          É a única letra do alfabeto que, em palavras nativas da língua portuguesa, não tem som algum. Entretanto, brasileiros costumam pronunciar (porém geralmente de maneira pouco ortodoxa) o «h» em empréstimos recentes vindos de línguas estrangeiras onde essa letra é pronunciada como semiconsoante – hashihikikomorijihadhijabhigh-techHalloweenOhiohappy hourhandball, etc. –, usando-se do fonema /ʁ/, o som de «r» inicial ou «rr» em palavras nativas, também usado para outros sons guturais como o J castelhano, usado em mais empréstimos como jalapeñoGuadalajaraJerezDon Juan, etc.

     Na maioria dos dialetos do português europeu, o som mais próximo do «h» semiconsoante gutural de outras línguas, além do fonema representado pelo «rr» (geralmente uvular em Portugal, outros países lusófonos, no Rio de Janeiro e entre uma minoria de falantes em outros estados do Centro-Sul), seria o «g», AFI: [ɣ], em trigo ou seguro (um som que provavelmente seria identificado como «rr» por brasileiros), porém os portugueses costumam nunca pronunciar a letra agá.

Eta (Η, η)[1] é a sétima letra do alfabeto grego e tem um valor numérico de 8.

            Classificação

  • Alfabeto = Alfabeto grego
  • Fonética = /I/ ou /E/, Letras I ou E, mas às vezes H

            História

       Historiadores acreditam que essa letra surgiu inicialmente de um hieróglifo egípcio que representava uma peneira. Mil anos depois os sumérios usariam a mesma letra para designar um som gutural. Os fenícios a chamaram de heth (cerca), porque seu desenho se assemelhava a essa forma. Por volta de 900 a.C. os gregos adotaram a letra e como não pronunciavam a primeira parte desta, a denominaram simplesmente de êta. Seu formato já era bastante semelhante ao H moderno.

                Fonética e Códigos

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              “H” não é propriamente consoante e nem vogal, porque não tem valor algum de som ou ruído, sendo assim, tornando impossível a existência de fonemas que apontem para ela. Oficialmente, esta letra é apenas classificada como letra diacrítica, pois é, propriamente dita, a segunda letra de um dígrafo. Só tem valor na indicação das palavras: ch (chave), lh (palha), nh (manhã). Conserva-se no início e no fim das interjeições: ah!,eh!ih!oh!uh!hein!hum!.

               Conserva-se nas palavras que exigem ampla etimologia: hoje, homem, hora, haver, etc. Conserva-se nos termos compostos quando os elementos estão ligados por hífen: anti-histamínicopré-históricosobre-humano. Quando os elementos estão justapostos, desaparece: desarmoniadesumanoreaverlobisomem.

            Significados

  • H
    • símbolo químicodo hidrogénio
    • histidina, um aminoácido
    • H, símbolo da unidade de medida Henry da indutância.
  • h
    • hecto, um prefixo do Sistema Internacional que significa cem

{\displaystyle \mathbb {H} }

                        Códigos na computação

Caracter H h
Nome Unicode LETRA LATINA H MAIÚSCULA (H) LETRA LATINA H MINÚSCULA (h)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 72 U+0048 104 U+0068
UTF-8 72 48 104 68
Referência de caractere numérico H H h h
Família EBCDIC 200 C8 136 88
ASCII 72 48 104 68
Binário 0100 1000 0110 1000

De I à P

Letra I

            A letra I (i, plural «ii» ou «is») é a nona letra do alfabeto latino básico.

            Ι ou ι (iota) é a nona letra do alfabeto grego e, no sistema numérico grego, tem o valor de 10.

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /I/, por vezes /Je/, Letras I ou J

            História

            O ancestral fenício do nosso I, yod, significava “mão dobrada sobre pulso aberto de xerxes”. O símbolo original fenício com o tempo assumiu a forma de ziguezague e foi adotado pelos gregos, como era uma tendência grega simplificar os desenhos fenícios, o ziguezague se tornou uma linha reta e passou a se chamar iota (ι), que representava os sons de y e i. Para os romanos o iota representava os sons de i e de j e somente na Idade Média que a diferença entre essas duas letras apareceu.

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            Fonética e Códigos

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I é uma vogal palatal, nona letra do alfabeto português. Pode ser oral (ti, vi, si) ou nasal (fim, mim, sim).

Significados

  • I é o símbolo químico do iodo;
  • i representa, em matemática, a Unidade imaginária do conjunto dos números complexos;
  • I é também, no sistema de numeração romana, o símbolo da unidade (1);
  • Em economia:

I representa o nível de investimento

i se define como a taxa de juros nominal

  • Em física:

i, minúsculo, representa corrente elétrica alternada (medida em Ampère);

I, maiúsculo, representa corrente elétrica contínua (medida em Ampère).

Códigos na computação

Caracter I i
Nome Unicode LETRA LATINA I MAIÚSCULA (I) LETRA LATINA i MINÚSCULA (i)
Codificação decimal hexadecimal decimal Hexadecimal
Unicode 73 U+0049 105 U+0069
UTF-8 73 49 105 69
Referência de caractere numérico I I i i
Família EBCDIC 201 C9 137 89
ASCII 73 49 105 69
Binário 0100 1001 0110 1001

Letra J

            O J (jota, plural “jotas” ou “jj”) é a décima letra do alfabeto latino clássico e a última das letras a ter sido adicionada. Em português é pronunciada como “jota”, sendo /ʒ/ o som utilizado.

            No alfabeto fonético internacional, [j] representa o aproximante palatal.

            Na maioria dos teclado alfanuméricos, as teclas J e F geralmente aparecem com um pequeno relevo perceptível ao toque, que permite aos utilizadores a sua orientação tátil no teclado.

            Curiosamente o J é a única letra do alfabeto latino que não aparece na tabela periódica.

            Classificação

            Não existe no alfabeto grego e nem no hebraico. No entanto em nossas pesquisas achamos o mesmo atribuído a “iota” que já esta designado anteriormente para a letra “i”.

            História

            O J foi originalmente uma versão alternativa à letra I. A distinção tornou-se evidente a partir da Idade Média. Pedro de la Ramée (c. 1515 – 26 de Agosto de 1572) foi o primeiro a distinguir explicitamente as letras I e J representando sons diferentes. Originalmente, estas letras representavam /i/, /iː/, e /j/; mas as línguas românicas desenvolveram novos sons que vieram a ser representados utilizando o I e o J, daí a actual distinção na pronunciação destas duas letras.

            Em português o som utilizado para a letra J é o /ʒ/ (jarro, janela, jota), assim como no francês e no romeno. Em todas as línguas germânicas, excetuando o Inglês que utiliza /dʒ/ (just), o som utilizado para a letra J é o /j/ (como ja em alemão ou como no ditongo i na palavra ideia). Este fato também se verifica em albanês, e nas línguas urálicas e eslavas que utilizam o alfabeto latino, como por exemplo em húngaro, finlandês, estoniano, polaco e checo. Também o sérvio, língua eslava, adotou o J no seu alfabeto cirílico, com o mesmo propósito. Foi devido a este padrão linguístico, que a letra minúscula /j/ foi adotada pela Associação Fonética Internacional, como representante deste som.

            Em castelhano o J pronuncia-se /x ~ h/ (como ajo que significa alho); este som desenvolveu-se a partir do som /dʒ/. Em francês o antigo som /dʒ/ é agora pronunciado como /ʒ/, tal como em português.

            Na língua italiana moderna, apenas palavras em latim ou palavras estrangeiras têm a letra J. Até ao sec. XIX, o J era utilizado em vez do I, em ditongos como substituto para o último –ii , e em grupos vocais como em Savoja; esta regra era bastante rigorosa no que tocava à escrita.

            Linguistas da Alemanha e da Europa Central também utilizaram o J em algumas transliterações, de línguas eslavas que utilizam o alfabeto cirílico. Em particular, o “Е” em russo é por vezes transliterado para “je”, o “Я” é transliterado para “ja” e o caracter “Ю” para “ju”.

            Muitos nomes em Português começam com a letra J, como José, João, Jaime, Jacinto, Jorge, Jeremias, Joel, entre outros. Três dos doze meses do ano começam com a letra J, Janeiro, Junho e Julho. Devido ao fato de o J ser o último caracter a ser adicionado ao alfabeto latino, poucas cidades em Portugal e no mundo, têm os seus nomes a começar com esta letra. Casos particulares são por exemplo Joanesburgo, Jacarta e Jerusalém.

            Na Química a letra J é a única que não está presente na tabela periódica.

Letra J - História.JPG

Fonética e Códigos

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Significados

J é uma consoante palatal fricativa sonora. Designa o mesmo som de G do sentido palatal.

Códigos na computação

Caracter J J
Nome Unicode LETRA LATINA J MAIÚSCULA (J) LETRA LATINA J MINÚSCULA (j)
Codificação decimal hexadecimal decimal hexadecimal
Unicode 74 U+004A 106 U+006A
UTF-8 74 4A 106 6A
Referência de caractere numérico J P j p
Família EBCDIC 202 CA 138 8A
ASCII 74 50 106 70
Binário 0100 1010 0110 1010

Letra K

            A letra K (cá ou capa) é a décima primeira letra do alfabeto latino.

            Capa (Κ κ) é a décima letra do alfabeto grego e tem um valor numérico de 20.

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /Ke/, Letras K ou C

            História

            Esta letra provém do grego Κ ou κ (kappa), adaptado por sua vez do kap ou kaf das línguas semitas, símbolo que representava uma mão aberta. Esta, por sua vez, com muita probabilidade teria sido adaptada pelos povos semitas que teriam vivido no Egito, a partir do hieróglifo que representa “mão”, representando o som de D para os egípcios, pois “mão” era pronunciada como d-r-t. Os semitas atribuíram-lhe o som /k/, pois o vocábulo que utilizavam para “mão” começava com esse som.

            Este som semita de /k/ para esta letra foi mantido na maioria das línguas clássicas e modernas. Porém, quando as palavras provenientes do grego foram assimiladas pelo latim, o K foi convertido em C, embora o idioma já usasse o K para palavras provenientes do etrusco, como por exemplo kalendae, “o primeiro dia do mês”, que deu origem à palavra calendário. Algumas palavras de outros alfabetos foram também reescritas usando a letra C. É por essa razão que as línguas românicas utilizam o K apenas em casos muito particulares, como por exemplo em português as palavras viking, kantiano, karaté ou kart.

            Em Portugal a letra K foi proscrita do alfabeto depois da Reforma Ortográfica de 1911.

            No Brasil, o Formulário Ortográfico de 1943 aboliu a letra K do alfabeto, substituindo-a por c antes de a,o, ou u e qu antes de e ou i.

            O Acordo Ortográfico de 1990 restaurou a letra K no alfabeto português, sem, contudo, restaurar o seu uso prévio, que continuará restrito às abreviaturas, às palavras com origem estrangeira e a seus derivados. No Brasil, o AO-1990 entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009 e, findo o período de transição de quatro anos, passou a ser a única norma vigente a partir de 1º de janeiro de 2013.

Letra K - História.JPG

Fonética e Códigos

Letra K.gif

Letra K Braille.jpg

Códigos na computação

Caracter K K
Nome Unicode LETRA LATINA K MAIÚSCULA (K) LETRA LATINA K MINÚSCULA (k)
Codificação decimal hexadecimal Decimal hexadecimal
Unicode 75 U+004B 107 U+006B
UTF-8 75 4B 107 6B
Referência de caractere numérico K Q k q
Família EBCDIC 203 CB 139 8B
ASCII 75 51 107 71
Binário 0100 1011 0110 1011

Letra L

            L (ele) é a décima segunda letra do alfabeto latino.

            Λ (minúscula: λ) ou lambda é a décima primeira letra do alfabeto grego. No sistema numérico grego vale 30. No modo matemático do LaTeX, é representada por: {\displaystyle \Lambda } {\displaystyle \Lambda } e {\displaystyle \lambda } \lambda.

  • No estudo de ondas, lambda representa o comprimento de onda.
  • Na língua portuguesa, representa o grafema lh.
  • Em Álgebra Linear, lambda representa os autovalores de uma matriz, ou seja, um escalar que satisfaz {\displaystyle Ax=\lambda x} {\displaystyle Ax=\lambda x}, para algum x, denominado autovetor. Λ representa uma matriz diagonal onde as entradas são os autovalores da matriz A, com decomposição espectral {\displaystyle A=X\Lambda X^{-1}} {\displaystyle A=X\Lambda X^{-1}}.
  • Em Física Nuclear, lambda representa “meia-vida”.
  • Em Imunologia, representa uma das cadeias leves das Imunoglobulinas.
  • Em Ciência da computação, cálculo lambda (λ-calculus) é um modelo matemático para definição de funções.
  • Em Probabilidade, λ representa o parâmetro de uma Distribuição de Poisson.
  • Em Química, λ representa a emissão de radiação luminosa durante uma transformação química.
  • A Lambda minúscula é o símbolo da série de videogames Half-Life
  • Lambda também é dado como saudação por Alexandre Ottoni no início das atrações do Jovem Nerd em referência ao filme A Vingança dos Nerds (1984)

            História

            O antecessor do nosso L provém do lamed fenício(𐤋), que significava “cajado” e era desenhado pela adaptação do hieróglifo egípcio de um cajado. Na Grécia, recebeu o nome de lambda (Λ λ) e sofreu algumas alterações em relação ao caractere. Chegando ao romanos esta letra evoluiu até se tornar o símbolo de um traço vertical e outro horizontal que aparece na Coluna de Trajano e que usamos até os dias atuais.Na China é traduzido como cereja.

Letra L - História.JPG

Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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L é uma consoante lateral alveolar líquida:

Representa L antes de A, E, I, O e U. Ex.: Lazer, Legível, Livro, Lotação, Lucro…

Representa U em algumas palavras do português do Brasil. Ex.: Maldade, Altura, Salto, Sal…

Corresponde ao número 50 na Numeração romana.

Significados

  • Maiúscula é o número cinquenta em numeração romana.
  • Maiúscula ou minúscula, é o símbolo de litro, unidade de volume equivalente a um decímetro cúbico;
  • Maiúscula, é o símbolo de leste, um dos pontos cardeais.
  • Em tamanhos de roupa, L significa “large”, grande;

Códigos na computação

Caracter L L
Nome Unicode LETRA LATINA L MAIÚSCULA (L) LETRA LATINA L MINÚSCULA (l)
Codificação decimal hexadecimal Decimal hexadecimal
Unicode 76 U+004C 108 U+006C
UTF-8 76 4C 108 6C
Referência de caractere numérico L R l r
Família EBCDIC 204 CC 140 8C
ASCII 76 52 108 72
Binário 0100 1000 0110 1000

Letra M

            M (eme) é a décima terceira letra do alfabeto latino (de 26 letras). No alfabeto português tradicional, de 23 letras, o M é a décima segunda letra.

            M (maiúscula) ou µ (minúscula) é a décima segunda letra do alfabeto grego. Designa-se e pronuncia-se emi, mu, mü (como o ü da língua alemã) ou miú. Significa também Hoin, a sexta deusa dos mares. A estrela Hoin.

            No Sistema Internacional de Unidades, µ é o símbolo do prefixo micro.

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /Me/, Letra M

            História

            Na escrita hierática egípcia representava uma coruja, recebeu o nome de “mem” no alfabeto fenício e significava “água” era representada a partir do hieróglifo egípcio das ondas do mar. Originou o “mi” dos gregos (Μ μ) e o nosso M.

            A mesma letra está presente no alfabeto cirílico, e tem o mesmo valor. Ambas derivam do mu do alfabeto grego. No entanto, as versões minúsculas da letra nos três alfabetos diferem bastante:

latino: m

cirílico: м

grego: μ

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Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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            Significados

  • Minúsculo, é o símbolo de metro, unidade SI de comprimento;
  • Nome código da chefe de James Bond no serviço secreto britânico na cinessérie 007;
  • É usada em sua forma minúscula antes de qualquer unidade SI com o significado de “mili”, ou seja, a milésima parte da unidade. Em sua forma maiúscula, significa “mega”, ou seja, um milhão de vezes a unidade. Exemplos: “ms” (milissegundo) = 0,001s; MΩ (megohm) = 1.000.000Ω;

            Códigos na computação

Caracter M m
Nome Unicode LETRA LATINA M MAIÚSCULA (M) LETRA LATINA M MINÚSCULA (m)
Codificação decimal hexadecimal Decimal hexadecimal
Unicode 77 U+004D 109 U+006D
UTF-8 77 4D 109 6D
Referência de caractere numérico M S m s
Família EBCDIC 205 CD 141 8D
ASCII 77 53 109 73
Binário 0100 1001 0110 1001

Letra N

            A letra N (ene) é a décima quarta letra do alfabeto latino.

            Ν (maiúscula) ou ν (minúscula) é a décima terceira letra do alfabeto grego. Designa-se e pronuncia-se ni[1], nu[1] ou niú[2].

            No sistema numérico grego vale 50 e no modo matemático do LaTeX, é representada por: {\displaystyle \mathrm {N} } {\displaystyle \mathrm {N} } e {\displaystyle \nu } \nu. O seu equivalente no alfabeto latino é a letra N.

            A palavra ni é escrita na forma νῦ na ortografia politónica grega tradicional. Em grego moderno, às vezes é escrita na forma νι (ni). Em ambas as versões, é pronunciada, no idioma original, como [ni].

            A letra ν minúscula é usada como símbolo para:

  • A frequência de uma onda em física e outros campos
  • A viscosidade cinemática em mecânica dos fluidos
  • O Coeficiente de Poisson em Mecânica dos Sólidos
  • Qualquer um dos três tipos de neutrino, em física de partículas

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /Ne/, Letra N

            História

            O N surgiu por volta de 1000 a.C. entre os fenícios que o chamavam de nun (serpente). Sofreu poucas alterações ao ser adotado pelos gregos, que o rebatizaram de nu e lhe deram um formato parecido com o que ele tem hoje. Mesmo quando passou a ser empregado pelos romanos a letra preservou seu formato original. Durante toda a história o n e o m se assemelham e aparecem lado a lado nos alfabetos.

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Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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Significados

  • Com til (ñ), é abreviação de “não”;
  • É o símbolo químico do azoto ou nitrogênio;
  • Um N estilizado ( {\displaystyle \mathbb {N} } \mathbb{N} ) designa o conjunto dos números naturais;
  • Em Física a letra N é o símbolo de newton, unidade do SI de força.
  • Negação curta e simples.
  • A letra n pode também ser considerada como uma incógnita assim como ‘X’ ou ‘Z’.
  • Pode ser a abreviação de Norte, um dos pontos cardeais.

Códigos na computação

Caracter N n
Nome Unicode LETRA LATINA N MAIÚSCULA (N) LETRA LATINA N MINÚSCULA (n)
Codificação decimal hexadecimal Decimal hexadecimal
Unicode 78 U+004E 110 U+006E
UTF-8 78 4E 110 6E
Referência de caractere numérico N T n t
Família EBCDIC 106 CE 142 8E
ASCII 78 54 110 74
Binário 0100 1110 0110 1110

Letra O

            A letra O (ô ou ó) é a décima quinta letra do alfabeto latino.

            Ómicron (português europeu) ou Ômicron (português brasileiro) é a décima quinta letra do alfabeto grego e tem um valor numérico de 70.

            Não é usado em funções matemáticas pela sua semelhança com o “o” no seu formato minúsculo e com o “O” e o “0”(zero) no formato maiúsculo.

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /O/ ou /O breve/ ou /ó/, Letra O, Acentuação de Letra Ŏ ou Ó

            História

            Tem sua origem no ain dos fenícios que era representado pelo desenho de um olho (ain em fenício). Os gregos possuíam duas versões para a letra: o ómega que era usado para representar o som de o longo, e o omícron (Ο ο) usado para designar o som de o breve. Desde seu surgimento, a letra O manteve sua forma aproximada de um círculo.

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            Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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Significados

  • Em química, O é símbolo do elemento oxigênio;
  • Em português, o pode ser:

Artigo definido masculino singular;

Pronome pessoal oblíquo da terceira pessoa do singular;

Pronome demonstrativo equivalente a “aquele”;

Com acento agudo (ó), interjeição usada em vocativos.

Códigos na computação

Caracter O O
Nome Unicode LETRA LATINA O MAIÚSCULA (O) LETRA LATINA O MINÚSCULA (o)
Codificação decimal hexadecimal Decimal hexadecimal
Unicode 79 U+004F 111 U+006F
UTF-8 79 4F 111 6F
Referência de caractere numérico O U o u
Família EBCDIC 207 CF 143 8F
ASCII 79 55 111 75
Binário 0100 1111 0110 1111

Letra P

            P (pê) é a décima sexta letra do alfabeto latino e também é a décima sexta letra do alfabeto português após as modificações da reforma ortográfica de 2009.

            Π (minúscula: π) ou pi é a décima sexta letra do alfabeto grego e vale 80 como um numeral grego. No modo matemático do LaTeX, é representada por: {\displaystyle \Pi } {\displaystyle \Pi } e {\displaystyle \pi } \pi.

            Representa o número equivalente à razão entre a perímetro da circunferência e o diâmetro de um círculo, ou seja, pi (3,14159265358979323…).

            Representa em economia, taxa de inflação.

            Essa letra, em maiúscula, representa um produtório/piatório (variás multiplicações em ordem, podendo representar uma progressão geométrica).

            Na Química é usado para representar Pressão osmótica.

            Classificação

Alfabeto = Alfabeto grego

Fonética = /Pe/, Letra P, Pé

            História

            O “pe” fenício foi provavelmente uma das únicas letras do alfabeto fenício cujo nome, que significa “boca”, não tinha relação alguma com o símbolo. Por esse motivo foi a que mais se modificou com o passar do tempo. Entre os gregos a letra que mais se assemelhava ao nosso p era o rô e representava o som de r, e o p era representado pelo pi, tão conhecido na Matemática. Os romanos herdaram dos etruscos um desenho mais antigo da letra “pi”, e deram lhe a forma que usamos hoje.

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Fonética e Códigos

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Alfabeto Manual

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Significados

P

  • em química: fósforo, ou por vezes fosfato
  • em bioquímica: prolina, um aminoácido
  • no xadrez: peão
  • nas placas de matrícula de veículos: Portugal
  • em matemática: {\displaystyle \mathbb {P} } \mathbb{P} é o conjunto dos números primos
  • no Sistema Internacional: peta, um prefixo de valor 1015

p

  • em numismática e economia: penny, o centésimo da libra esterlina (plural: pence)
  • SI: pico, um prefixo de valor 10−12
  • na música: piano, ou seja, “suavemente”

Códigos na computação

Caracter P P
Nome Unicode LETRA LATINA P MAIÚSCULA (P) LETRA LATINA P MINÚSCULA (p)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 80 U+0056 112 U+0076
UTF-8 80 50 112 70
Referência de caractere numérico P P p p
Família EBCDIC 208 DO 144 90
ASCII 80 56 112 76
Binário 0101 0000 0111 0000

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De Q à Z

Letra Q

            A letra Q (quê) é a décima sétima letra do alfabeto latino básico.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Qe/ ou /Que/

            História

            O Q atual vem do Qoph fenício que foi adaptado para o alfabeto grego com a letra Qoppa. O Qoph representava o fonema /q/ (oclusiva uvular surda), que era um som comum nas línguas semíticas, porém raro nas línguas indo-européias como o grego. Então provavelmente o som /q/ virou uma oclusiva velar surda labalizada (IPA:[kʷ]). Depois o /kʷ/ mudou para uma oclusiva bilabial surda (IPA:[p]) e depois ficou aspirada (resultando em um /pʰ/). Então Qoppa se transformou em duas letras: Qoppa, um número e o Phi (Φ) que representava o fonema aspirado /pʰ/, que depois, no grego moderno, se transformou em uma consoante fricativa labiodental surda (IPA:[f]). O Q etrusco foi derivado do Qoppa grego, mas só era escrito junto com V formando o som /kʷ/. Do Q etrusco surgiu o nosso Q latino, que no português é usado em conjunto com o U (antes de A, E, I e O – a trema foi abolida após a reforma ortográfica[1]) para formar o som de /ku̯/ e em conjunto com U (antes de E e I) para formar o som de /k/.

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            Fonética e Códigos

Representa a consoante oclusiva velar surda. Designa o mesmo som de “C” e “K” e só pode ser seguida da letra U.

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Alfabeto Manual

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            Significados

  • Fonte Q(Quelle), supostamente uma origem do texto bíblico
  • emcanalização, Q marca as torneiras de água quente
  • {\displaystyle \mathbb {Q} }designa o conjunto dos números racionais.
  • nas cartas(baralho) tem o nome de dama

 

Códigos na computação

Caracter Q q
Nome Unicode LETRA LATINA Q MAIÚSCULA (Q) LETRA LATINA Q MINÚSCULA (q)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 81 U+0051 113 U+0071
UTF-8 81 51 113 71
Referência de caractere numérico Q Q q q
Família EBCDIC 209 D1 145 91
ASCII 81 51 113 71
Binário 0101 0001 0111 0001

 

Letra R

A letra R (erre) é a décima oitava letra do alfabeto latino.

 

Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Re/ ou /Re/, Letra R, Dígrafos R e RR

 

História

Durante um longo período de tempo o “R” foi escrito “P” como no alfabeto cirílico.

       O seu nome no alfabeto fenício era “rech”. Seu significado era o de uma cabeça, representada pela adaptação do hieróglifo egípcio de uma cabeça. Transformou-se no “rô” dos gregos. Os romanos modificaram o  acrescentando um pequeno traço para diferenciá-lo do no nosso P.

Letra R - História.JPG

            Fonética e Códigos

            O R (érre) é uma letra que pode representar diversos fonemas semelhantes usados em diferentes línguas. Em português possui de dois a três fonemas de acordo com o dialeto, sendo eles o R brando, representando o ɾ, que é o R intervocálico e em dígrafos, como em marítimo e prato; o R forte, podendo representar de acordo com o sotaque o ʁ, χ, x, h e r, que é o R inicial não precedido por vogal, como em ratocarro e honra; e também tem o R em finais silábicos, que no dialeto caipira e em alguns sotaques do dialeto paulistano pode representar um ɹ, no dialeto paulistano e gaúcho, assim como também no português europeu e em outros países, o R em finais silábicos é o mesmo que o do R brando, enquanto no maior parte do português brasileiro, com exceção dos dialetos citados anteriormente, o R em finais silábicos é o mesmo que o do R forte, exceto quando precedendo uma vogal, como em por acaso.

Letra R.gif

Alfabeto Manual

Letra R Braille.JPG

 

Significados

  • Ré uma linguagem de programação.
  • {\displaystyle \mathbb {R} }designa oconjunto dos números reais.

 

Códigos na computação

Caracter R R
Nome Unicode LETRA LATINA R MAIÚSCULA (R) LETRA LATINA R MINÚSCULA (r)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 82 U+0052 114 U+0071
UTF-8 82 52 114 71
Referência de caractere numérico R R q q
Família EBCDIC 210 D2 146 92
ASCII 82 52 114 72
Binário 0101 0010 0111 0010

 

Letra S

            A letra S (esse) é a décima nona letra do alfabeto latino.

            A letra ou carácter sigma ou Σ (minúscula inicial ou medial σ, minúscula final ς) é a décima oitava letra do alfabeto grego e que corresponde, no alfabeto ocidental, ao S. No sistema numérico grego, tem o valor 200. Quando usada no final de uma palavra (contanto que a palavra não esteja em maiúsculas) a forma minúscula final (ς) é usada.

            Numa prática similar ao faux cirílico, sigmas maiúsculas são usadas no lugar de “E” romanos, para dar um aspecto grego a títulos ou texto, por exemplo, no filme My Big Fat GRΣΣK Wedding. Nas histórias em quadrinhos (banda desenhada) Asterix, o Gaulês, as falas dos personagens gregos utilizam deste expediente. No entanto, a similaridade entre Σ e E é apenas superficial.

            Nas formas orientais da escrita grega (usada em colônias gregas na Europa) e na Idade Média, o “sigma crescente”, similar a uma letra C, era eventualmente usado. Pode eventualmente ser encontrado em inscrições nas igrejas ortodoxas gregas onde, por exemplo, a interpretação da criação de Deus pode ser descrita pela palavra ΚΟCΜΟC (cosmos), enquanto a forma moderna da escrita grega seria ΚΟΣΜΟΣ.

            A letra Σ é usada na matemática, como símbolo de um somatório (somas definidas em alguma seqüência, como uma progressão aritmética), ou de variáveis estatísticas. Assim como a letra minúscula de sigma σ representa Desvio Padrão.

            A letra Σ foi usada como símbolo pela AIB (Ação Integralista Brasileira), um partido politico formado em 7 de outubro de 1932 durante o governo de Getúlio Vargas.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Se/, Letras S ou C, Acentuação com Letras Ç Ş, Dígrafos SC XC SS

            História

    Na escrita egípcia o S era representado pelo desenho de uma espada. Entre os fenícios recebeu o nome de shin que significava dente. Dos gregos recebeu o nome de sigma (Σ σ) e adquiriu um novo formato que preservava apenas o desenho em ziguezague do seu ancestral fenício. Foi com os romanos que o S ganhou sua forma atual.

            Fonética e Códigos

         Na língua portuguesa, a letra S, quando inicia palavra, tem o som consonantal fricativo alveolar surdo (representado pelo símbolo [s] no Alfabeto Fonético Internacional); no norte de Portugal, o som ápico-alveolar surdo ([s̺]). Quando se localiza entre duas vogais, tem sempre o valor da sonora [z] ([z̺] no norte de Portugal) (como, por exemplo, nos vocábulos coisa, faisão, mausoléu, lousa, Neusa, Brasil, Sousa, cheiroso, manhoso, gasoso, etc.) Para que o S entre vogais seja lido com o som /s/, deve-se grafar ss (como, por exemplo, nos vocábulos assassino, ecossistema, sessão, assimilar, assinar, etc.). Na pronúncia normal de Portugal, do Rio de Janeiro e de largas faixas do Norte e do Nordeste do Brasil, quando essa letra se encontrar no final da sílaba, isto é, entre uma vogal e uma consoante, ou depois da última vogal da palavra (como nos vocábulos és, este, bruxas, cuscuz, isto, ás, haste), representa o fonema [ʃ] (que é o som inicial da palavra ). No Sul e Sudeste do Brasil, assim como em largas faixas do Centro-Oeste, o S em final de sílaba tem, via de regra, o mesmo valor que no início.

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Alfabeto Manual

Letra S Braille.JPG

 

Significados

  • É osímbolo químico do Enxofre, que em latim se diz sulfur;
  • Maiúscula, representaSiemens, unidade SI de condutância elétrica;
  • Minúscula, é símbolo desegundo, unidade SI de tempo;
  • Em dicionários dalíngua portuguesa, a letra minúscula costuma ser abreviatura de substantivo.
  • Representa a abreviação deSul, um dos pontos cardeais, e se junto ao W, pode representar Sudoeste, um dos pontos colaterais.

 

Códigos na computação

Caracter S s
Nome Unicode LETRA LATINA S MAIÚSCULA (P) LETRA LATINA S MINÚSCULA (s)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 83 U+0053 115 U+0072
UTF-8 83 53 115 72
Referência de caractere numérico S S s r
Família EBCDIC 211 D3 147 93
ASCII 83 53 115 73
Binário 0101 0011 0111 0011

 

Letra T

            A letra T () é a vigésima letra do alfabeto latino. Em português lê-se , no masculino, e o plural é Tês.

            Τ (minúscula: τ) ou tau é a décima nona letra do alfabeto grego. No sistema numérico grego vale 300.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Te/, Letra T

            História

            Na Fenícia o tau servia para designar o t e para representar a assinatura de pessoas que não sabiam escrever. Quando foi adotado pelos gregos o tau foi ligeiramente alterado tornando-se bastante semelhante ao nosso T. Esta letra conservou sua forma praticamente sem alterações até os dias atuais.

Letra T - História.JPG

            Fonética e Códigos

  • NoUnicode a maiúscula T é U+0054 e a minúscula t é U+0074
  • NoASCII o código para a T maiúscula é 84 e minúscula t é 116, ou no binário 01010100 e 01110100 respectivamente.
  • O código noEBCDIC para o T maiúsculo é 227 e minúscula é 163
  • A referência de caracteres numerais noHTML e XML é “T” e “t” para nos casos de T maiúsculo e minúsculo respectivamente.

         Segundo o sinal de bandeiras marítimas, o T é representado com três colunas verticais com as cores vermelho, branca e azul respectivamente da esquerda para direita (parecida com a bandeira da frança.)

Letra T.gif

Alfabeto Manual

Letra T Braille.JPG

Significados

  • nabioquímica, símbolo de Timina.
  • noscalendários anglófonos, T é a abreviação de Tuesday (em português “Terça-feira”) ou Thursday (“Quinta-feira”).
  • nafísica, T é o símbolo da temperatura.
  • no sistemaSI, T, tera, significa 10¹².
  • naeconomia, T é empregado usualmente para representar “taxação”.
  • emestatística, t é o nome de uma distribuição.
  • emgeometria, T ou {\displaystyle \perp }  significam
  • T(maiúsculo) é o símbolo de Tesla, unidade SI de densidade de fluxo magnético.
  • t(minúsculo) é o símbolo de tonelada ou megagrama .

 

Códigos na computação

Caracter T T
Nome Unicode LETRA LATINA T MAIÚSCULA (T) LETRA LATINA T MINÚSCULA (t)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 84 U+0054 116 U+0073
UTF-8 84 54 116 73
Referência de caractere numérico T T t s
Família EBCDIC 212 D4 148 94
ASCII 84 54 116 74
Binário 0101 0100 0111 0100

 

Letra U

            A letra U é a vigésima primeira letra do alfabeto latino.

            Υ (minúscula: υ), úpsilonípsilonipsilãoÍpsilo ou i grego é a vigésima letra do alfabeto grego. No sistema numérico grego vale 400.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /U/ ou /Y/ ou /ì/ ou /Í/, Letras I, U ou Y

            História

            O waw que deu origem às letras fvw e y também deu origem à letra U. Com os gregos foi transformado em dois caracteres: o ípsilon, usado para designar o som de u, e digama para o som de f. Para os etruscos e romanos o u era simbolizado pelo desenho de um v, como aparece em monumentos clássicos latinos. A letra u era utilizada para designar o mesmo som mas só aparece em manuscritos romanos. No latim antigo, o “U” foi sempre escrito “V”. Mesmo nas outras línguas latinas como o português, durante muito tempo o “U” ainda foi escrito “V”. A distinção entre os sons de u e v só se deu no século XVII.

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            Fonética e Códigos

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Significados

  • símbolo químicodo urânio
  • embioquímica: uracilo
  • nahistória, U foi o rei de Goryeo (Coreia)
  • namatemática, {\displaystyle \cup }  representa união, e {\displaystyle \cap } representa intersecção (ambos são operadores de conjuntos)
  • eminformática, os pontos de código Unicode são designados por U+ seguido de um número em hexadecimal
  • ué o símbolo da massa atómica unificada
  • Ué o símbolo da diferença de potencial na física

 

Códigos na computação

Caracter U U
Nome Unicode LETRA LATINA U MAIÚSCULA (U) LETRA LATINA U MINÚSCULA (u)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 85 U+0055 117 U+0074
UTF-8 85 55 117 74
Referência de caractere numérico U U u t
Família EBCDIC 213 D5 149 95
ASCII 84 55 117 75
Binário 0101 0101 0111 0101

 

Letra V

            A letra V () é a vigésima segunda letra do alfabeto latino.

            História

            Assim como os caracteres fuw e y, a letra V se originou da palavra fenícia waw, durante muito tempo não houve diferenciação do entre o v e o u. Foi somente no século XVII que o V passou a designar o som atual.

Letra V - História.JPG

 

Fonética e Códigos

Consoante labiodental fricativa sonora.

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Significados

  • símbolo químicodo vanádio
  • v designação avendeta e veneno
  • Representa onúmero cinco no sistema de algarismos romanos
  • Em cálculos físicos,aparece em algumas fórmulas representando avelocidade, ou ainda o volume de determinado material.
  • Em física,V é o símbolo da unidade de medida de diferença de potencial elétrico volt

 

Códigos na computação

Caracter V V
Nome Unicode LETRA LATINA V MAIÚSCULA (V) LETRA LATINA V MINÚSCULA (v)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 86 U+0056 118 U+0075
UTF-8 86 56 118 75
Referência de caractere numérico V V v u
Família EBCDIC 214 D6 150 96
ASCII 85 56 118 76
Binário 0101 0110 0111 0110

 

Letra W

            A letra W (dáblio ou dâblio) é a vigésima terceira letra do alfabeto latino. Pode chamar-se também de duplo v ou v dobrado[1], nomes derivados do inglês “double-u” (“duplo u”).

            Diferentemente do k e do y, o w não fazia parte do alfabeto português na fase pseudoetimológica, estando presente apenas em palavras estrangeiras; quando de seu aportuguesamento, foi substituída por u nas palavras de origem inglesa, ou por v, nas de origem alemã; ainda é empregada em palavras estrangeiras que não estejam devidamente aportuguesadas.

            No Brasil, o Formulário Ortográfico de 1943, substituiu o w em certos empréstimos linguísticos por v ou u dependendo do valor fonético.

            O Acordo Ortográfico de 1990 restaurou a letra W no alfabeto português, sem, contudo, restaurar o seu uso prévio, que continuará restrito às abreviaturas, às palavras com origem estrangeira e a seus derivados. No Brasil, o AO-1990 entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009 e, findo o período de transição de quatro anos, passou a ser a única norma vigente a partir de 1º de janeiro de 2013.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Ô/ ou /Ō/, Letras acentuadas Ō, às vezes Ô

                Fonética e Códigos

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Significados

  • Nabússola, representa West, Oeste em inglês.
  • Asigla de Watt, unidade de potência de eletricidade

 

Códigos na computação

Caracter W W
Nome Unicode LETRA LATINA W MAIÚSCULA (W) LETRA LATINA W MINÚSCULA (w)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 87 U+0057 119 U+0077
UTF-8 87 57 119 77
Referência de caractere numérico W W w w
Família EBCDIC 215 D7 151 97
ASCII 87 57 119 77
Binário 0101 0111 0111 0111

 

Letra X

            A letra X (xis) é a vigésima quarta letra do alfabeto latino.

            Ξ (maiúscula), ξ (minúscula), é a décima quarta letra do alfabeto grego; em Grego o seu som é semelhante ao “x” de “látex” ou de “tóxico”.
Na transliteração para Português, a letra designa-se e pronuncia-se Csi ou Xi.

No sistema numérico grego vale 60.

A letra csi minúscula (ξ) é usada como símbolo para:

  • Variáveis aleatórias
  • Extensão de reação(um tópico discutido geralmente em cinética da engenharia química)
  • Vector próprio
  • Tipo de hemoglobina embrionária do grupo das globinas α (cromossoma 16)
  • Amortecimento em teoria de vibrações

A letra csi maiúscula (Ξ) é usada como símbolo para:

  • ‘Bárions’ emfísica de partículas

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Kse/, Letra X, Dígrafos Ks e Cs

            História

            O provável ancestral da letra X é o sāmekh (coluna) fenício. Os gregos simplificaram a forma do samek e passaram a usá-lo para designar os sons de k e de cs. O alfabeto grego foi usado também pelos etruscos e pelos romanos que usavam o X para o som de sc.

            Fonética e Códigos

            A letra xis (x), pode ter diversas variantes fonéticas na língua portuguesa:

  • Xcom som de ch (/ʃ/) – Ex.: Xarope, Xingar, Xadrez, Baixo, Xavier, Axé, Xira, México, Deixar…
  • Xcom som de z (/z/) – Ocorre em ex + vogal. – Ex.: Exército, Executar, Exemplo, Exonerar, Exibir, Eximir, Exílio, exilar…
  • Xcom som de cs (/ks/) – Ex.: Anexar, Perplexo, Convexo, Sexo, Nexo, Axila, Fixar…
  • Xcom som de s ou ss (/s/) – Ex.: Máximo, Próximo…
  • Corresponde ao númerodez em algarismos romanos, XX corresponde a vinte e XXX corresponde a trinta.

     Corresponde ao século dez (X), uma vez que séculos são grafados com algarismos romanos, assim como capítulos em livros também podem ser grafados dessa forma.

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Significados

            “X” pode ser uma incógnita, usada geralmente em expressões matemáticas[1] ou no uso literalmente diário, onde X pode representar um número real ou não, cujo valor é possivelmente descoberto através de cálculos e/ou fórmulas.

            X também é o nome de um dos cromossomos sexuais dos mamíferos, e que representa o cromossomo feminino.

                 X tem o valor de 10 na numeração romana.

 

Códigos na computação

Caracter X X
Nome Unicode LETRA LATINA X MAIÚSCULA (X) LETRA LATINA x MINÚSCULA (x)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 88 U+0058 120 U+0078
UTF-8 88 58 120 78
Referência de caractere numérico X X x x
Família EBCDIC 216 D8 152 98
ASCII 88 58 120 78
Binário 0101 1000 0111 1000

 

Letra Y

            A letra Y (i grego ou ípsilon) é a vigésima quinta letra do alfabeto latino. Originalmente no latim Y representa a vogal grega anterior fechada arredondada, tal som vocálico não existe mais no grego moderno.

            Υ (minúscula: υ), úpsilon [1]ípsilon[2]ipsilão[3]Ípsilo[4] ou i grego é a vigésima letra do alfabeto grego. No sistema numérico grego vale 400.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /U/ ou /Y/ ou /ì/ ou /Í/, Letras I, U ou Y

              História

            O y tem suas origens no alfabeto fenício onde era representado pela letra vav. Ao chegar aos gregos recebeu o nome de upsilon, letra que representava o som da atual letra u. Com a conquista da Grécia pelos romanos no século I a.C., o ípsilon foi incorporado ao alfabeto latino para transcrever palavras de origem grega, tendo o nome de ī Graeca, porque na época o u grego já anteriorizara-se, assemelhando-se a um i pronunciado com os lábios arredondados, som que é representado no Alfabeto Fonético Internacional por esta mesma letra, [y]. Na fonologia grega moderna não mais se arredondam os lábios ao pronunciá-la.

            No Brasil e em Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943 aboliu a letra y do alfabeto, substituindo-a pelo i em todos os casos.

            O Acordo Ortográfico de 1990 restaurou a letra Y no alfabeto português, sem contudo restaurar o seu uso prévio, que continua restrito às abreviaturas, às palavras com origem estrangeira e seus derivados. No Brasil, o AO-1990 entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009 e tornou-se a única norma vigente a partir de 1° de janeiro de 2016.

Letra Y - História.JPG

            Fonética e Códigos

            A informação de que o Formulário Ortográfico de 1943 aboliu o y não corresponde aos fatos. O FO, no item I, número 1, dizia: “O alfabeto do português consta FUNDAMENTALMENTE (destaque adicionado) de vinte e três letras” (cita as letras); e no número 2: “Além dessas letras, há três que só se podem usar em casos especiais: k, w, y.”

            Conclusão: o alfabeto do português, pelo FO de 1943, tem vinte e seis letras: vinte e três fundamentais e três especiais.

            O Acordo Ortográfico de 1990 não “restaurou” o y. A doutrina é exatamente a mesma: k, w, y continuam só para usos especiais. O AO de 1990 apenas incluiu as três especiais na listagem das letras com a finalidade de deixar clara a sua posição na ordenação sequencial do conjunto do alfabeto.

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Significados

  • O elemento químicoÍtrio tem como símbolo o “Y”.
  • É geralmente utilizada na matemática para representar a segunda incógnita (sendo a representação mais usual a forma minúscula, “y”).
  • Ocromossomo masculino é representado pela letra Y.

 

Códigos na computação

Caracter Y y
Nome Unicode LETRA LATINA Y MAIÚSCULA (Y) LETRA LATINA Y MINÚSCULA (y)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 89 U+0059 121 U+0079
UTF-8 89 59 121 79
Referência de caractere numérico Y Y x y
Família EBCDIC 217 D9 153 99
ASCII 89 58 221 78
Binário 0101 1001 0111 1001

 

Letra Z

A letra Z () é a vigésima sexta e última letra do alfabeto latino.

            Zeta (minúscula: ζ), também chamado Dzeta é a letra grega correspondente ao Z no alfabeto latino. Equivale ao número 7.

            Na matemática, a letra zeta é utilizada para representar a importante função de mesmo nome, a função zeta de Riemann, que originou um dos problemas mais intrigantes da matemática moderna, a tão conhecida hipótese de Riemann.

            Classificação

  • Alfabeto =Alfabeto grego
  • Fonética = /Ze/ ou /Dze/ ou /Tse/ (/Tse/ de Pizza), Letra Zou Dígrafo dz ( ou zz, em italiano)

            História

       Tem suas origens no alfabeto fenício, era a letra zain que significava arma e era representado pela figura de uma adaga. Na Grécia Antiga foi rebatizado passando a ser zeta e seu desenho não tinha nenhuma semelhança ao de um z , lembrava mais um i maiúsculo. O zeta também foi usado pelos etruscos porém, assim como o y só passou a aparecer na língua latina após a conquista da Grécia por Roma sendo usado para palavras de origem de grega. O z pode ser também um kapagina do alfabeto miríaco que eram rituas que usavam uma lança em forma de Z e assim os rituais ficaram conhecidos como Z da Mízaa.

         O alemão e o italiano adotaram o z para grafar o som “ts”, como em ragazzo e Lazio em italiano, e zuZeichner e Zeit em alemão. Em português, onde historicamente representava o som “dz”, hoje representa /z/.

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            Fonética e Códigos

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Significados

 

No mundo da ficção, Z é a marca do Zorro.

Em química “Z” é usado para representar o número atômico ou o de prótons de um átomo.

 

 

Códigos na computação

Caracter Z Z
Nome Unicode LETRA LATINA Z MAIÚSCULA (Z) LETRA LATINA Z MINÚSCULA (z)
Codificação decimal hexadecimal Decimal Hexadecimal
Unicode 89 U+0059’ 121 U+0079
UTF-8 89 59 121 79
Referência de caractere numérico Y Y y y
Família EBCDIC 217 D9 153 99
ASCII 89 59 121 79
Binário 0101 1010 0111 1010

https://pt.wikipedia.org/wiki/A

https://es.wikipedia.org/wiki/A

http://www.ufpa.br/dicas/progra/arq-asc.htm

http://www.palmantics.com/html/hexadecimal/

http://www.astrologie.com.br/alfagrego.htm

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4 Comentários

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  1. Caio

    Cara, vc manja!
    Hahahahaha
    Obrigado pelo conteúdo!
    Estou aprendendo muito!

    • Projeto Alquimia

      Obrigado Caio
      Na verdade tudo que tem no blog é fruto de uma pesquisa de anos
      Tanto é que temos as referências de onde o material foi retirado
      E o conteúdo é tal como um quebra cabeças, sendo que uma informação, acaba nos levando a outra
      Caso encontre algum material interessante, pode indicar para nós
      Visite nossa seção de downloads onde temos vários conteúdos disponiveis
      Volte sempre

  2. Rafaela

    Estou adorando, aprendendo muito, adoro conhecer essas coisas. hehehehe. muito obrigado pelo seu conhecimento!

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