O Poder dos Símbolos

· Sabedoria

ÍNDICE

-A ESTRELA DE DAVI
Gêneses e a teoria do pentagrama da estrela (Cabala)
A Estrela: nome de Davi e nome de Deus!
Tetragrama YHVH
Outros conceitos sobre Deus YHWH
-PIRÂMIDE
Coincidência ou não?
Alinhamento com as estrelas
Astronomia na Antiguidade
As pirâmides e suas câmeras secretas
A arqueologia contra a imaginação
Os fatos não são investigados a fundo
Existem câmaras secretas sob a pirâmide?
Prospecção com radiações
Aumenta a dimensão do enigma
Pi de Pirâmides
O que é o Pi, e como ele pode ser encontrado na Pirâmide?
-TAIJI
Yin Yang
Do Tai Ji (Tai Chi) ao Yi Jing (I Ching) – Do Tai Ji à Formação dos 8 Trigramas Básicos
-I CHING
Trigrama
Descrição de cada Trigrama
Tabela dos 64 Hexagramas
Lista dos nomes dos 64 Hexagramas
-OS CINCO SENTIDOS
Visão
Audição
Paladar
Tato
Olfato
VITRÚVIU, O HOMEM E A ARQUITETURA
Homem Vitruviano (desenho de Leonardo da Vinci)
Proporção áurea
Proporção áurea em retângulos
Proporções áureas em uma mão
Expansão decimal

O Poder dos Símbolos
(A verdade sobre a natureza codificada nos símbolos)

Símbolo

O Símbolo não é a energia!
O Símbolo representa a energia!
A energia está dentro de nós
É uma dádiva de Deus…
E cabe a cada um de nós
Usarmos dela com sabedoria.
O Símbolo demonstra
O acesso e utilização da energia
De forma velada e secreta.
Somente aos que tem a devida cautela
E vontade de conhecimento
Será-lhes revelado o mistério
Por trás dos Símbolos!

Projeto Alquimia

A ESTRELA DE DAVI

            Vamos nos concentrar exclusivamente nos símbolos criados pelos homens sábios, cuja conexão nos leve a algum poder existente na natureza do mundo, na natureza humana ou no poder do divino. Mas no entanto não devemos confundir isso com um estudo religioso, apesar de termos que esbarrar por nele inevitavelmente. Devemos tratar este estudo sem preconceito de raças ou de credos para que possamos extrair e entender o que nosso antepassado nos deixou como herança de forma cifrada para que possamos desvendar o grande segredo por trás dos símbolos

            Escolhi como ponto de partida “A Estrela de Davi”, por ser um signo de um povo forte e que seguiu através dos tempos até a data de hoje

            “A Estrela de Davi”, é um símbolo de com seis pontas, formando em seu interior um hexagrama (figura geométrica com seis lados iguais e seis ângulos iguais), no entanto ela tem uma particularidade, pois é formada por dois triângulos invertidos entrelaçados. Esta figura pode ser encontrada na bandeira de Israel, Mezuzot (Mezuzá (do hebraico מזוזה “umbral”) é o nome de um mandamento da Torá que ordena que seja afixado no umbral das portas um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém as duas passagens da Torá que ordenam este mandamento, Menorá (A Menorá (do hebraico מנורה – menorah – “lâmpada, candelabro”), um candelabro de sete braços, é um dos principais e mais difundidos símbolos do Judaísmo. Originalmente era um objeto constituído de ouro batido, maciço e puro, feito por Moisés para ser colocado dentro do Santo Lugar, Talit (O talit – טַלִּית (no hebraico moderno), talet – טַלֵּית (em sefaradi) ou talis (em Iídiche) é um acessório religioso judaico em forma de um xale feito de seda, lã (mais caro e elegante que o de seda ou linho), Kipot (kipásm (hebr) Espécie de solidéu, utilizado pelos judeus do sexo masculino, geralmente em ofícios religiosos).

            Alguns estudiosos acreditam que as seis pontas simbolizam o controle de Deus sob o universo em todas as seis direções: norte, sul, leste, oeste, em cima eem baixo. Outraexplicação seria a de que a estrela de seis pontas recebe forma e substância através de seu centro. A parte interna representa a dimensão espiritual, cercada pelas seis direções universais (uma idéia semelhante se aplica ao Shabat, o sétimo dia que dá equilíbrio e perspectiva ao seis dias de semana).

            Na Cabalá, os dois triângulos representam as dicotomias inerentes ao homem: bom versus mal, espiritual versus físico, etc. Os dois triângulos também representam a relação recíproca entre Deus e o povo judeu. O triângulo que aponta “para cima” simboliza nossas boas ações que sobem para o céu, e então ativam um fluxo de bondade pelo mundo, simbolizado pelo triângulo que aponta para baixo.

            Uma terceira teoria, já mais prática,  é que durante o período de rebelião de Bar Kochbá no primeiro século, onde este comandou seus soldados em direção a Jerusalém, reconquistando a cidade de onde, com o título de Nassi, príncipe, proclama o restabelecimento da independência do Estado Judeu. Moedas cunhadas na época (132) trazem símbolos religiosos judaicos e inscrições como: “Segundo ano da Liberdade de Israel”, Libertação de Jerusalém”. Uma nova tecnologia estava sendo desenvolvida para os escudos utilizando a estabilidade inerente ao triângulo. Atrás do escudo havia dois triângulos entrelaçados, formando um padrão hexagonal de ponto de suporte.

Gêneses e a teoria do pentagrama da estrela (Cabala)

            Em Gêneses capitulo 1, descreve-nos o primeiro dia da criação formaria um pentágono como os seus cinco versículos, onde o primeiro começa com “No principio” e o ultimo termina com “no dia primeiro”. Esta figura apresenta o numero áureo como um padrão, e isso lhe da beleza e perfeição. E acontece de os três primeiros dias da criação estarem em versículos que marcam uma serie de “Fibonacci”, que tem razão de crescimento o numero áureo. Se essa seqüência estava lá, testemunhando a beleza e perfeição da criação, como faz em flores e em muitas outras coisas da natureza, qualquer seqüência que ocorria nos três últimos dias da criação. Descobri que a seqüência que começava no dia em que deus colocou os astros no céu era a serie dos sólidos perfeitos, a menos de uma inversão por terem os céus sido populados antes das águas, condição necessária para estar de acordo com o segundo dia da criação. Ao colocar os dias 4, 5, 6 na seqüência 6, 4,8, e invertendo os dois primeiros dias temos – 4, 6,8 – e encontro a serie dos sólidos perfeitos que foi inspiração para Kepler criar as suas três leis da gravitação – e descobrir onde estavam os 5 planetas visíveis a olho nu, assim como são 5 os elementos da serie dos sólidos perfeitos. Deus disse, Deus fez, Deus viu, Deus chamou e para completar ele mostrou onde estavam os planetas. Bem, depois Newton a partir das equações de Kepler criou suas equações, e depois Maxwell deduziu suas equações, e Einstein entendeu ser matéria e energia uma mesma coisa – era tudo que existe uma dualidade energia matéria, e isso quer dizer, era tudo um fenômeno ondulatório como é o som, a palavra – o verbo.

            Mas isso, João já sabia ao dizer que no Principio era o verbo, pois não?

            Então acontece de em apenas um capitulo, logo no inicio estar resumido todo o conhecimento que poderemos um dia alcançar.

            Um exemplo disso é que os trechos “Deus disse”, “Deus fez”, “Deus viu”, “Deus chamou”, “e assim foi” esclarecem sobre a árvore da vida da cabala, pondo suas sephiras e os linksem destaque. Masainda há de se considerar que ao colocar a fisicas atravez do solidos perfeitos, foi colocado tambem ser tudo um modelo de segunda ordem (a serie de fibonacci é um modelo de segunda ordem discreto) cuja a melhor representação seria a serie de taylor, um desenvolvimento de uma função em suas derivadas, que pode ser visto como a metrica de rieman, uma soma de tensores, cujos 5 primeiros termos são – um escalar, uma linha de continuidade, uma torção, uma projeção, e uma tensão. Estas figuras estão associadas ao nome de deus assim: Y – impulso é a tensão. H – continuidade e rotação/projeção. W – vein – cravo – a torção. E acontece destas figuras serem homomorfas as 4 forças da natureza – eletromagnetismo(Y), Gravidade(H), Força Forte (W), Força Fraca(H).

            O que esta posto nestas figuras associadas ao nome de Deus, é elas descreverem fielmente uma estrutura algebrica, octonion, e que é percebido como um octaedro, que com a projeção, e mais uma dimensão vem a ser a teoria M da cosmologia.

             Se voce olhar um octaedro projetado no plano, voce vera a estrela de davi e percebera ali que se trata de um composto ciclo benzeno – a moleculo da vida organica.

             A estrela de Davi, é isso. Uma visão do Universo que nome de Deus (uma transliteração de YHWH) abre para quem quiser compreender.

             Infelizmente o fato de o texto hebraico ser sem consoantes deve ser respeitado, pois isso tambem faz parte. A leitura será sempre de cada um, pois só assim todas as criaturas serão livres para serem o que tiver que ser.

Contribuição: Agnaldo

             Na série de Fibonacci. 1 1 2 3 5 8 13 etc. Leonardo Fibonacci foi um dos mais importantes matemáticos da Idade Média. A série de Fibonacci é uma seqüência na qual um número qualquer da série é a soma dos dois anteriores e onde a razão entre dois números consecutivos da série é igual a uma constante universal. A razão de ouro é representada pela letra grega Phi de valor 1,61803399 e o seu inverso 0,61803399.

            E aí? É que essa razão, bem como os primeiro números da série 2,3,5 e 8 formam a principal base quantitativa das vibrações harmônicas encontradas na natureza e que permite determinar seus ciclos.

            Sua aplicação encontra-se presente desde a Antigüidade nos mais diversos campos, como a Física, Astronomia e Química. Nas construções das pirâmides do Egito e México, na música, nas obras de Leonardo da Vinci e, por incrível que pareça, no movimento dos Mercados que se comportam da mesma forma que muitos fenômenos da natureza. A série numérica estabelecida por Fibonacci é uma das teorias aplicadas na analise gráfica ou técnica, usada para determinar possíveis movimentos de preços das ações. Uma das principais vantagens da analise gráfica ou técnica é sua praticidade, pois depende apenas de séries históricas de preços e pode ser aplicada a qualquer produto negociado em bolsa.

            No decorrer do texto, fugimos um pouco tema principal em questão, peço desculpa aos leitores, mas tornou se impossível falar sobre a Estrela de Davi, sem esbarrarmos na Estrela de Salomão, a primeira com seis pontas (hexagrama) e a segunda com cinco pontas (pentagrama). Mesmo porque Salomão era filho do Rei Davi e o sucedeu no trono de Israel.

            Como foram citados alguns trechos bíblicos, transcrevo aqui o Primeiro Capítulo do Livro do Gêneses, para que possamos analisar e encontrar o entendimento do colaborador, Agnaldo:

1. No princípio, Deus criou os céus e a terra.

2. Aterra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

3. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita.

4. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.

5. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia.

6. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”.

7. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam debaixo do firmamento daquelas que estavam por cima.

8. E assim se fez. Deus chamou ao firmamento CÉUS. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o segundo dia.

9. Deus disse: “Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.” E assim se fez.

10. Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom.

11. Deus disse: “Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente.” E assim foi feito.

12. Aterra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom.

13. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o terceiro dia.

14. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos,

15. e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”. E assim se fez.

16. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas.

17. Deus colocou-os no firmamento dos céus para que iluminassem a terra,

18. presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom.

19. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o quarto dia.

20. Deus disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus.”

21. Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom.

22. E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.”

23. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o quinto dia.

24. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie.” E assim se fez.

25. Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom.

26. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.”

27. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.

28. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”

29. Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento.

30. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez.

31. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.

            Notemos que no primeiro versículo Deus criou dois Elementos (Ar e Terra), que serviriam de base para os outros que viriam a seguir. Note também que se fizermos um paralelo com o que a ciência diz, após a explosão do “Big Bang” foram criadas as infinidades de planetas, estrelas e corpos celestes e no caso do Planeta Terra (até onde sabemos) foi criada a camada gasosa que daria origem a nossa atmosfera.

            No segundo versículo já podemos perceber a existência de mais um Elemento Fundamental, a Água! Em seguida deus criou o fogo, ou seja, a luz (o Quarto Elemento). Observemos que todos os elementos básicos foram criados no primeiro dia da existência e o suposto Quinto Elemento, A madeira (ou subentenda-se a natureza) foi criado somente nestes alicerces no terceiro dia.

            Nos demais dias criou Deus os seres viventes findando com o que acreditamos ser, sua criação principal, o ser humano. E assim como nos descreve a Bíblia, somos de Deus, sua imagem e semelhança, ou seja, podemos o que quisermos, desde que seja de direito e com muita força de vontade.

            Os sinais estão por toda parte, basta observá-los e aprender com eles. O sinais, ou símbolos são parte viva de um todo, são parte de nós mesmos, e para nos completarmos devemos viver em harmonia com este sistema de coisas.

            Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.

            O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifânia, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neopagão do pentagrama.

            Em tempos medievais, o “Laço Infinito” era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas. Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da “Ordem dos Templários”, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro.

            Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área. Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a “Proporção Dourada”, incorporando aquele misticismo aos seus projetos.

            Entretanto, a “Ordem dos Templários” foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Iniciaram-se os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.

            Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos “interesses” da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.

A Estrela: nome de Davi e nome de Deus!

             De acordo com a tradição judaica, este símbolo era desenhado ou encravado sobre os escudos dos guerreiros do exercito do rei Davi. Esta tradição teve origem no fato de o nome hebraico para David (pronunciado David) ser escrito originalmente por três letras do alfabeto hebraico – Dalet, Vav e Dalet. Estes duas letras Dalet tinham uma forma triangular no alfabeto hebraico usado até então, uma variação do alfabeto fenício, conhecido como proto-hebraico. Estas duas letras então eram encravadas nos escudos dos soldados uma sobreposta a outra, formando uma espécie de estrela. Apesar de ser uma explicação plausível, carece de provas históricas ou arqueológicas para prová-la.

             A forma atual do Escudo de David já aparecia em diversas culturas do Extremo Oriente há milhares de anos, só nas últimas centenas de anos que mudou-se para um símbolo puramente judaico. Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze – no século IV a.C – num selo judaico achado na cidade de Sidon. Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos. Não lhe era dado, ao menos aparentemente, um significado tão especial ou místico, mas ornamental, assim como muitas Estrelas de Davi foram achadas ao lado de “Escudos de Salomão” (estrelas de cinco pontas ou pentagramas) e, curiosamente, ao lado de suásticas. Um exemplo é o friso da sinagoga de Cafarnaum (século II ou III da era comum) e uma lápide (ano 300 da era comum), encontrada no sul da Itália. Apesar disso, a Estrela de Davi não aparece entre os símbolos judaicos mais importantes do período helenístico

             “A estrela de Davi (chamada de Escudo de David), é um símbolo real, um selo de realeza representativo do reinado de David sobre a Terra, e por extensão do futuro Reino Messiânico sobre a Terra ocupado por Yehua, que nasceria de sua decendência.

            A pergunta que fica é: que relação tem o fato de Yehua ser ao mesmo tempo homem e Deus com a Sua representação na estrela de David? É porque a estrela de David é composta de DOIS triângulos. Um representa Yeshua como homem (sendo que os três lados representam a tríplice divisão do homem: ele é um espírito que possui uma alma (mente natural) e que habita num corpo físico). E o outro triângulo representa Yeshua como Deus. Os três lados deste outro triângulo fala na manifestação de Deus nas Pessoas de HaAv, HaBen e HaRuach Hakodesh. (Pai, Filho e Espírito Santo). A união dos dois triângulos falam da tarefa de Messias Yeshua de ser i Mediador e Reconciliador entre Deus e o homem.”

            A cada momento que vamos nos aprofundando no conhecimento da “Estrela de Davi”, vamos descobrindo inúmeras ligações que vão tornando lógico o nosso entendimento.

            Na verdade Davi e todos os que o antecederam já preparavam significados fortes e duradouros para que pudessem romper séculos e chegarem aos dias de hoje e porque não dizerem perpetuarem por anos e anos.

            A lógica existente nas formas geométricas (pentagrama e hexagrama), nos revelam de forma sutil o poder existente no universo, de inda e vinda, de ato e conseqüência. Reforçam também que a matemática são mais que números e sim uma linguagem, um idioma desconhecido, que guardam no seu serne infinitos segredos. Vamos agora dar continuidade ao que nosso colaborador Agnaldo nos deixo a respeito das letras que designam o nome de “Deus”

Tetragrama YHVH

            O Tetragrama YHVH (יהוה), refere-se ao nome do Deus de Israel em forma escrita já transliterada e, pois, latinizada, como de uso corrente na maioria das culturas atuais.

            Originariamente, em aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, HVHY. Formado por quatro consoantes hebraicas – Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה, o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para JHVH já por muitos séculos.

             As letras da direita para esquerda segundo o alfabeto hebraico são:

Hebraico  Pronúncia  Letra 
י  Yodh ou Yud  “Y” 
ה  He ou Hêi  “H” 
ו  Waw ou Vav  “V” 
ה  He ou Hêi  “H” 

             O Tetragrama aparece mais de 6.800 vezes – sozinho ou em conjunção com outro “nome” – no texto hebraico do Antigo Testamento, a indicar, pois, tratar-se de nome muito conhecido e que dispensava a presença de sinais vocálicos auxiliares (as vogais intercalares).

            YHWH grafado em páleo-hebraico, em fragmento da Septuaginta Grega ainda usada no 1.º Século d.C.

            Os nomes YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH (vertido em português para Jeová), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas, mas alguns eruditos preferem o uso mais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH, já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéh ou JaHWeH). Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seja correcta, sendo esta última, a pronúncia mais popular do Nome de Deus em vários idiomas.

Outros conceitos sobre Deus YHWH

            Outros estudiosos encaram YHWH como um deus da natureza adorado no Sul de Canaã e pelos nómades dos desertos circundantes, intimamente ligado ao Monte Horebe, na Península do Sinai. Segundo o livro bíblico de Génesis, foi o Deus YHWH que se revelou ao semita Abrão (depois chamado de Abraão) em Ur, na Baixa Mesopotâmia. Historicamente, surge aqui o princípio do monoteísmo hebraico no interior de uma sociedade fortemente politeísta.

            O Deus YHWH é deste modo identificado como a Divindade que causou o Dilúvio Bíblico. É o Deus de Adão, de Abel, de Enoque e de Noé. É o Criador do Universo e de todas as formas de vida na Terra. É também chamado por Adonaí (Soberano Senhor), Elohím (Deus, e não deuses, visto que trata-se de plural majestático), Ha Adhóhn (o [Verdadeiro] Senhor), Elyóln (Deus Altíssimo) e El-Shadai (Deus Todo-poderoso).

            Assim, o Deus YHWH se assume como um deus familiar, o “Deus de Abraão, de Isaque e Jacó”, protector da linhagem do “descendente” (ou “semente”) de Abraão. De seguida, torna-se no Deus das 12 tribos de Israel. É o Deus Libertador do povo de Israel da escravidão no Egito e quem o faz conquistar a terra de Canaã. Para tal, revela-se a Moisés, a quem entrega seus Dez Mandamentos no monte Sinai. Para sua adoração e cumprimento de sua Lei, são constituídos sacerdotes os da tribo de Levi, ou Levitas, sob a liderança do Sumo Sacerdote, da linhagem de Aarão.

            Com o estabelecimento da Monarquia do Antigo Israel, e mesmo após a divisão do Reino, emerge o papel dos profetas do Antigo Testamento como porta-vozes especiais do Deus YHWH. Tornam-se desse modo figuras-chave na vida religiosa, com uma autoridade única. Também consolidam a ideia da vinda do Messias como o “Ungido” de YHWH, descendente da Tribo de Judá e da Casa Real de David.

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PIRÂMIDE

            A pirâmide é uma figura geométrica formada por um polígono contido em um plano (por exemplo, o plano horizontal) e um ponto V localizado fora desse plano. Uma Pirâmide é a reunião de todos os segmentos que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer do polígono. O ponto V recebe o nome de vértice da pirâmide.

Coincidência ou não?

            Se pegarmos a Estrela de Davi, fixarmos uma das bases de um triângulo e a outra posterior, elevarmos as pontas destes triângulos até que eles se juntem teremos construído sem muito esforço um triângulo.

            Então fica-nos a pergunta. Os hebreus (de onde descendem as tribos de Israel) tinham o conhecimento da arquitetura da pirâmide ou este conhecimento foi adquirido no Egito, durante o tempo em que viveram por lá?

            A pirâmide é mais que um símbolo, é monumento. Foi feita com o intuito de ser vista! E porque não a Estrela de Davi ser uma codificação da pirâmide?

            A pirâmide (no caso, a Egípcia, ou mesmo as da civilização Maia) em questão, tem cinco lados: a base e quatro laterais. E também cinco pontas

           Coincidência mantermos nosso bom e velho número cinco? Talvez não. Vejamos mais algumas curiosidades a respeito das pirâmides

            Pirâmides de Gizé

            As Pirâmides de Gizé (ou Guiza, nome mais próximo do original – Gizé é um galicismo) ocupam a primeira posição na lista das sete maravilhas do mundo antigo.

            A grande diferença das Pirâmides de Gizé em relação às outras maravilhas do mundo é que elas ainda persistem, resistindo ao tempo e às intempéries da natureza, encontrando-se em relativo bom estado e, por este motivo, não necessitam de historiadores ou poetas para serem conhecidas, já que podem ser vistas.

            Existe um provérbio árabe que faz referência às Pirâmides: “O Homem teme o Tempo, e ainda o tempo teme as Pirâmides”

            A palavra pirâmide não provém da língua egípcia. Formou-se a partir do grego “pyra” (que quer dizer fogo, luz, símbolo} e “midos” (que significa medidas).

Alinhamento com as estrelas

            Mais um ponto que não podemos deixar passar despercebido, a pirâmide foi nomeada como “Elemento Fogo”, sendo uma representabilidade da luz do sol e ainda assim faz alusão aos outro quatro elementos.

            Os astrônomos do Egito Antigo alinharam as pirâmides ao pólo norte usando duas estrelas como referência. A descoberta foi feita por egiptólogos britânicos, que decidiram usá-la para confirmar com precisão quando as pirâmides foram construídas.

            Eles concluíram que as pirâmides do Vale de Gizé foram construídas em dez anos, por volta de 2.480 AC.

            Há quase 4.500 anos, as duas estrelas mantinham uma determinada posição no céu, apontando diretamente o norte.

            Mas o alinhamento só se manteve por alguns anos, atingindo precisão absoluta por volta de 2.500 AC _ antes e depois disso o movimento da Terra fez com que o a posição das estrelas no céu mudasse.

Kate Spence, da Universidade de Cambridge, desenvolveu essa teoria quando tentava explicar os desvios no alinhamento da base de várias pirâmides em relação ao pólo norte.

            Ela acredita que na Antiguidade podem ter sido usadas duas estrelas muito brilhantes, que em 2.467 AC estavam perfeitamente alinhadas entre si e o pólo norte.

 

Astronomia na Antiguidade

            As estrelas escolhidas eram Kochab, na constelação da Ursa Menor e Mizar, na Ursa Maior.

            Como o eixo da Terra é instável e se move como um peão num período de 26 mil anos, os astrônomos de hoje conseguem calcular quando as estrelas de Kochab e Mizar estavam em alinhamento exato _ em 2.467 AC.

            A Pirâmide de Gizé é feita de 2 milhões de blocos de pedra

            Em artigo na revista científica Nature, Kate Spence mostra que os erros de orientação em pirâmides construídas antes e depois dessa data mostram com precisão o desvio gradativo do alinhamento Kochab-Mizar do pólo norte, e também podem ter seu ano de construção determinado.

            Owen Gingerich, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, de Cambridge, Massachusets, disse que “Kate Spence conseguiu uma solução engenhosa para algo que há muito tempo é um mistério”.

As pirâmides e suas câmeras secretas

            Começando por seu interior ela foi construída com blocos de pedra calcária, sendo que a camada externa das pirâmides foi revestida com uma camada protetora de pedras polidas e com um brilho distinto.

            Era composta de 2,3 milhões de enormes blocos de calcário – estima-se que cada um pesa três toneladas.

            Observa-se que os ângulos de inclinação de seus lados fizeram com que cada lado fosse orientado cuidadosamente pelos pontos cardeais.

            Em todos os níveis da pirâmide a seção transversal horizontal é quadrada.

            As teorias inventadas nos últimos séculos para explicar a construção das pirâmides sofrem todas de um problema comum. O desconhecimento da ciência egípcia do Alto Império. Conhecimento este que foi recuperado apenas no final do século XX.

            A teoria que melhor explica as construções das pirâmides sem encontrar contradições logísticas e sem invocar coisas extra-terrenas é a química, mas exatamente um ramo dela, a geopolimerização. Os blocos foram produzidos a partir de calcário dolomítico, facilmente agregados no local usando-se compostos muito comuns na época, como cal, salitre e areia. Toda a massa dos blocos foi transportada por homens carregando cestos da massa, posta a secar em moldes de madeira. O esforço humano neste caso seria muito menor e o assentamento dos blocos perfeito.

A arqueologia contra a imaginação

            A primeira destas teorias afirma que a Grande Pirâmide de Quéops não foi uma tumba, mas um templo, no qual seletos candidatos eram iniciados nos mistérios de uma ciência secreta.

            A outra, do norte-americano Edgar Gayce, assegura que no interior e debaixo da base da Grande Pirâmide se encontram bibliotecas secretas, nas quais é conservado o patrimônio científico da Atlântida, o continente perdido.

            Naturalmente as duas teorias mereceram os mais seletos comentários humorísticos dos arqueólogos em geral, e as mais homéricas gargalhadas dos especialistas em egiptologia, mas… Visto que os arqueólogos têm o hábito demasiadamente manifesto de querer monopolizar para si qualquer pedra tosca antiga e de não tolerar “intrusões” de ninguém que não esteja registrado em suas cátedras universitárias, seu prestígio de “objetivos homens de Ciência”, ultimamente, decaiu bastante; o que os outros cientistas não conseguem entender é por que os arqueólogos de profissão se prendem tenazmente a sustentar a capa e espada suas próprias opiniões, ponderações, cavilações, elucubrações, deduções, etc., cuidadosamente redigidas em artigos monográficos que publicam em revistas superespecializadas e de circulação limitadíssima, contra qualquer contradição, venha de onde vier.

Os fatos não são investigados a fundo

            O que os outros homens de ciência não conseguem compreender, ou compreendem demasiadamente bem, é por que os arqueólogos se empenham tanto em representar o papel do cachorro da horta que nem come nem deixa comer na propriedade que zelosamente guarda, por que a maioria dos arqueólogos desconfia e suspeita do radia-carbono, da fluorina (mineral composto de flúor e cálcio), dos medidores de radiações, dos radares, etc., em uma palavra de qualquer detector exato, objetivo, não manuseado por aficcionados em física e eletrônica. Claro que os arqueólogos e os egiptólogos de profissão não têm a obrigação de terem feito uma carreira de Ciências, pois procedem das faculdades de Letras e História, mas… O que tem que ver seu curriculum escolar com a investigação dos fatos e dos fenômenos? Conta-se que o aristotélico Cremonini, contemporâneo de Galileu, não queria olhar pelo telescópio porque não lhe fazia falta olhar através de um artefato duvidoso o que ele já sabia perfeitamente por autoridade do mais célebre cientista da Humanidade.

Existem câmaras secretas sob a pirâmide?

            Bom, o fato é que um grupo de cientistas não dedicados à arqueologia decidiu averiguar se havia ou não câmaras secretas ocultas no interior e debaixo das pirâmides, e para trabalhar tranqüilos, decidiram levar a cabo suas investigações com a pirâmide de khefren, que aparentemente continha somente um curto corredor e uma só câmara mortuária. E assim em 1966 Luis Alvarez, catedrático de Física da Universidade da Califórnia, em seguida galardoado com o Prêmio Nobel de Física, idealizou um sistema para acabar de uma vez para sempre a questão da existência ou não de ambientes ocultos no interior da pirâmide em exame.

Prospecção com radiações/a>

            Ele e seus colaboradores instrumentaram um sistema medidor de raios cósmicos e o instalaram na câmara mortuária. Para quê? Para registrar a quantidade de radiações que chegavam ao lugar através do edifício pétreo. Qualquer desvio da quantidade uniformemente recebida serviria para provar a existência de desconhecidos espaços ocos na construção.

            Ao projeto se dedicaram uma equipe norte-americana e outra da EM Shams University do Cairo. Durante o tempo de dois anos os detectores mediram e registraram radiações cósmicas desde o interior da pirâmide, com o qual foram obtidos nada menos que dois milhões de dados.

Aumenta a dimensão do enigma

            Agora então, longe de comprovar se a pirâmide continha ou não câmaras secretas, a experiência não fez mais que aumentar o enigma da natureza e finalidades do monumento. Porque resultava que os registros efetuados próximos do mesmo ponto em diferentes tempos, lançavam quantidades que não eram parecidas em nada umas às outras. Do mesmo modo que os dados recolhidos eram “uma indecifrável mistura de símbolos sem sentido, que não conduziam a nenhuma plausível ordenação resolutiva”

Pi de Pirâmides

            por Frank Doernenburg, original em ‘Mysteries of the Past

            No século XIX algumas descobertas pareceram fortalecer a idéia de que a edificação dos monumentos foi influenciada por algum ser superior. Isto levou diretamente à assim chamada “Matemática ou Numerologia Piramidal”. Muitos acreditam que as conexões misteriosas encontradas são um sinal certo de um plano maior nestes monumentos. O sinal mais famoso é indubitavelmente o misterioso Pi, embutido na própria construção do maior monumento da humanidade, a pirâmide de Quéops.

O que é o Pi, e como ele pode ser encontrado na Pirâmide?

            O Pi em si não é uma construção misteriosa ou mesmo mágica. O Pi é simplesmente o valor ao qual você tem que multiplicar o diâmetro de um círculo para obter sua circunferência. O valor aproximado de Pi pode ser obtido através de experiências simples. Você pode pegar uma roda de 1 metro de diâmetro, rolá-la na terra uma volta completa e medir então a distância que ela percorreu. Sem segredo, será algo ao redor de 3,14 metros. Ou você pode enrolar uma corda em torno de uma roda e medir seu comprimento. Os antigos egípcios usavam simplesmente 3 como um multiplicador, e isto é preciso o suficiente para as aplicações cotidianas. Muito mais tarde, centenas de anos após a construção das pirâmides, eles usariam 3 + 1/7.

            O verdadeiro segredo: O Pi é um número irracional com decimais indefinidos, e só pode ser calculado a mais de dois decimais se você tiver bastante conhecimento teórico sobre geometria – e isto os antigos egípcios nunca tiveram! É impossível conseguir com qualquer roda um resultado mais preciso para o Pi do que “3,14 +/- 0,05”, assim um valor mais preciso encontrado nas dimensões de um monumento deve ser a prova irrefutável de alguma participação mais elevada.

            A pirâmide de Quéops tem uma base com 230,38m de comprimento, e uma altura de 146,6m. Se você pegar duas vezes o comprimento da base e dividir pela altura, você chega a um valor de “3.14297…”. Não muito bom, mas melhor do que os antigos egípcios jamais poderiam ter estimado.

            Como você poderia supor, os cientistas respondem “Não”. Mas por que, será que eles têm uma explicação melhor? Alguns cientistas argumentam que o valor do Pi é coincidência pura. Que coincidência construir o Pi até a quarta casa decimal, não? Aliás, há diversas outras pirâmides com o Pi, inclusive com uma precisão maior! Mais coincidências?

            Não, outros cientistas inventaram uma outra teoria para explicar o Pi. Infelizmente sem dedicar muita inteligência ao esforço. Eles alegam que as pirâmides contêm o Pi por causa dos métodos da medida usados nos tempos antigos. Os egípcios mediam distâncias em cúbitos reais com 52,36 centímetros por cúbito. A base da pirâmide de Quéops tem exatamente 440 cúbitos de comprimento e altura de 280 cúbitos. Mas como medir tais grandes distâncias? O engenheiro T.E.Conolly afirma que cordas desse comprimento tenderiam a arrebentar ou mudar de comprimento devido à força necessária para mantê-las retilíneas. Assim esta maneira de medir distâncias seria imprevisível para distâncias grandes, e ao invés os egípcios usaram rodas ou cilindros com um cúbito de diâmetro. Para medir unidades do comprimento, eles simplesmente rolaram os cilindros sobre o chão e contaram as voltas. Para medir a altura, empilharam os cilindros, sem nenhum segredo para causar preocupação.

            Muitos “racionalistas” rapidamente aceitaram esta teoria, contentes de ter uma explicação simples para este mistério indesejado. A teoria foi publicada em muitos livros, e no popular show de ciência alemão “Querschnitte” o apresentador de TV Hoimar von Dithfurt explicou a seus milhões dos espectadores que esta era a solução final ao mistério.

            Muito bom. Mas errado. Tudo bem, este método pode explicar a pirâmide de Quéops. E a pirâmide em Medum. Mas não muito mais pirâmides. Se você calcular o valor de Pi para a pirâmide vizinha de Quéfren, você chegará a um simples “3” como resultado. Nenhum Pi à vista. Ou seu vizinho, a pirâmide de Miquerinos. Seu valor de Pi é 3,26…, nenhum Pi à vista por lá também. Se eles realmente usaram tal método, o Pi deveria estar construído em cada uma das 90 pirâmides do Egito, e não apenas em duas ou em três delas.

            Ah, e não vamos esquecer-nos de um outro problema. A pirâmide de Quéops tem 440 cúbitos de largura, como pode ser visto das linhas desenhadas no platô da base. Mas como você pode medir 440 cúbitos contando as voltas de um cilindro? Você deve girar o cilindro exatamente 140,564 vezes. Você encontrará situações similares com outras pirâmides também. 130,825 voltas é o necessário para medir o comprimento da pirâmide de Quéfren. Para construir os comprimentos de base de todas as pirâmides, os egípcios teriam que saber o valor exato de Pi para saber quantas voltas e frações de voltas eram necessárias. E isto eles não sabiam e assim não poderiam medir as dimensões das pirâmides encontradas como estão. Esta teoria é baboseira.

            A despeito disso tudo, há de fato uma explicação realmente simples para o mistério do Pi. Tem algo a ver com a maneira com que os egípcios mediam ângulos. Nosso conceito de medir a inclinação entre linhas e chamá-la de “ângulo” não é e não foi de conhecimento de todas as culturas. Os egípcios usavam outra maneira: Eles mediam a distância horizontal de uma inclinação necessária para cobrir a altura de um cúbito. Esta distância era medida em palmas ou dedos, 28 deles cabiam em um cúbito.

            O sistema egípcio de números também era diferente. Eles usavam um sistema decimal simples, mas de outra maneira como nós conhecemos. Nós temos 10 algarismos diferentes de 0 a 9, e a posição de tais algarismos em um número define seu valor, por exemplo. “12” têm um valor definitivamente diferente de “21”, embora ambos os números usem os mesmos algarismos. Os egípcios usavam símbolos diferentes para múltiplos de 10: Um traço para um único número, uma ferradura para 10, uma medida de fita para 100 e assim por diante. A Figura “12” era expressa por dois traços e por uma ferradura, “21” como duas ferraduras e um traço. A posição das ferraduras e dos traços na escrita era absolutamente irrelevante! Tais representações de números onde a posição não importa não têm nenhum conceito para zero, e normalmente nenhum conceito para frações também. Um egípcio não poderia ter usado valores como “2,537 dedos”. Os únicos tipos de fração que o Egito posterior conheceria seria “um dividido por algo”, marcado com uma elipse no alto do número.

            Você pode ver alguns dos ângulos possíveis para as pirâmides na ilustração a baixo. A relação 1:22 como encontrada na pirâmide de Quéops é a mais agradável ao olho humano. Relações menores que 1:20 eram impossíveis em edifícios monumentais, como os edifícios não-terminados em Meidum, em Dahschur (pirâmide curvada) e Abu Roasch sugerem relações maiores que 1:24 parecem um pouco mundanas. Somente duas pirâmides não estão erigidas dentro da escala “um cúbito a no máximo 28 dedos”: O topo da pirâmide curvada e a pirâmide vermelha. Mas ambas também são construídas em uma relação inteira de dedos/cúbitos: 1:31. Alguns outros exemplos: Pirâmide de Quéfren: 1:21, pirâmide de Miquerinos: 1:23, pirâmide de Djedefre: 1:23, Degrau da pirâmide de Djoser: 1:25.

            Mas e quanto ao Pi? Como você pode recordar, o valor do Pi foi calculado de “duas vezes o comprimento da base, dividido pela altura”. A razão de 1:22 descreve a altura na metade do comprimento da base, assim 88:28 (quatro vezes a metade da base, dividido pela altura em dedos) descreve o valor codificado em uma inclinação verdadeira de 1:22. O resultado é 3,14285714…

            O valor medido diretamente da pirâmide de Kufu é 3,142974, ambos os valores batem com um erro menor que 0,00015! O Pi, por outro lado, tem um valor de 3,141592…, o erro entre a pirâmide de Kufu e o Pi é dez vezes maior do que o erro entre a relação das pirâmides e a relação “verdadeira” de 1:22. Um sinal certo de que o Pi não desempenhou nenhum papel na construção da pirâmide – mas ainda não uma prova.

            A prova seria se a maioria ou todas as pirâmides se ajustassem na razão 1:2x melhor do que a pirâmide de Kufu se ajusta ao Pi. Então estaria claro que os arquitetos e os trabalhadores tinham métodos de construção tão precisos que o erro em relação ao Pi na Grande Pirâmide é maior do que jamais deveria ter sido se o Pi realmente fosse planeado. E a pirâmide de Quéfren é mesmo mais precisa: A razão 1:21 está construída e leva a um valor exato de pi igual a 3,0. Esta pirâmide tem 215,25 metros de largura e 143,50 metros de altura – o valor resultante é exatamente 3,0000000! De fato, todas as pirâmides reconstruíveis do Egito estão dentro da margem de 1/1000 do ângulo teórico de inclinação, a maioria delas muito melhor. Em vez de uma pirâmide construída pelos deuses e de 89 pirâmides cujo ângulo não pode ser explicado, nós temos agora 90 ângulos de pirâmides bem definidos.

            Há também diversas outras pirâmides construídas na relação do Pi, como por exemplo, a pirâmide de Huni/Snofrus em Medum. Conseqüentemente, o monumento de Kufu não é uma construção especial e isolada. De fato, das aproximadamente 14 pirâmides que podem ser suficientemente bem reconstruídas, 6 são construídas na relação “Pi” de 1:22.

            Aqui o escritor deixa claro que os egípcios “nunca tiveram conhecimento teórico de geometria”. Seria isso realmente verdade? E se este conhecimento tivesse sido trazido de fora, de outros povos? Como os Hebreus por exemplo.

            Ele também cita que a fórmula não funciona para todas as pirâmides, mas somente para algumas específicas. Mas talvez, não haja ai um ato proposital, em tornar determinadas pirâmides como as principais, para que se tornem foco de uma pesquisa mais avançada ou para aqueles que detêm com herança os caminhos para desvendar segredos?

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TAIJI

Yin Yang

Yin Yang

           É na Filosofia Chinesa uma representação do príncipio da dualidade de Yin e Yang, o conceito tem sua origem no Tao (ou Dao), base da filosofia e metafísica da cultura daquele país. Em chinês este conhecido símbolo que representa a integração de Yin e Yang é denominado como “Diagrama do Tai Chi” (Taiji Tu). Mum

           Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:

  • Yin: o princípio passivo, feminino, noturno, escuro, frio
  • Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.

           Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos.

         Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico.

           Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.

         Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yin como negativo apenas indica que ele é negativo quando comparado com Yang, que será positivo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e eletrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.

          O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico, preto e branco integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças.

A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.

          Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo.

     Yang, o forte, o masculino, o poder criador era associado ao céu, enquanto o Yin, o escuro, o receptivo, o feminino, o material, era representado pela terra. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra – na antiga concepção geocêntrica – está em baixo e em repouso. Dessa forma, yang passou a simbolizar o movimento e yin o repouso. No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino, racional e claro. Yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa ação criativa do rei.

      Esse diagrama apresenta uma disposição simétrica do yin sombrio e do yang claro. A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere,de forma eloqüente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a idéia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto

           Através de minuciosas observações, os mestres Taoístas da antiguidade, chegaram a conclusão de que a estrutura básica do ser humano era a mesma do Universo e de que todos os fenômenos da natureza podiam ser classificados de acordo com duas forças opostas, complementares e dinâmicas. Desse pressuposto, surgiu a teoria do Yin e do Yang, sendo Yang tudo que se caracteriza como movimento, calor, dia, homem, pai, grande, expansão, etc e Yin, como sendo quietude, frio, noite, mulher, mãe, pequeno, recolhimento, etc. Nenhum deles pode existir isoladamente. Existe uma interdependência entre eles. Se existe o dia, esse certamente se transformará em noite e vice-versa. Yin e Yang estão, portanto, em constante mutação. E é através do estudo dessa mutação, que surgiu a Teoria dos Cinco Movimentos, que nada mais é então, do que o “momento da mutação” de Yin para Yang e vice-versa.

           Como a estrutura básica do ser humano é a mesma do universo, os mestres taoístas criaram cinco símbolos da natureza que são considerados a essência desses “momentos de mutação” entre o Yin e o Yang.

      Esses cinco símbolos podem seguir duas seqüências distintas: sequência da Criação, onde um elemento gera o próximo ou sequência do controle onde um elemento controla o seguinte:

            Sequência da Criação: Madeira > Fogo > Terra > Metal > Água > Madeira > e assim sucessivamente.

        Portanto a madeira é lenha para o fogo. O fogo enriquece a terra (num processo natural de queimada), da terra se retira o mineral, e do utensílio de metal podemos extrair a água. A água hidrata as plantas.

           Sequência do Controle: Madeira >Terra >Água > Fogo > Metal > Madeira > e assim sucessivamente.

        Portanto, a madeira com suas raízes sustenta a terra. A terra represa a água. A água controla a intensidade do fogo ou mesmo se descontrolada pode até apagar o fogo. É através do fogo que se cria, que dá forma aos utensílios de metal como o machado que corta a árvore.

           As teorias do Yin e do Yang e dos Cinco Movimentos se tornaram então a base da Medicina Tradicional Chinesa.

           No Taoísmo, existe uma coerência entre todas as suas formas de expressão, sejam elas religiosas, espirituais, ou artísticas. Tudo funciona de maneira holística.

           Assim sendo, qualquer teoria se aplica a qualquer arte taoísta como, por exemplo: serve para o Tai Chi Chuan, I Ching, Acupuntura, Feng Shui, Alquimia, etc.

        Portanto, é através de um momento de introspecção e quietude interior (Água), onde estamos solidamente enraizados (Madeira), que podemos chegar aos primeiros movimentos (Fogo). Integrados ao nosso meio (Terra), podemos respirar com harmonia e suavidade (Metal), e a partir daí, dar inicio a nossa pratica do Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan).

          Devemos ter em mente que cada um de nós terá uma predominância de um dos cinco movimentos num dado momento, e que todo o processo se refere a um momento de evolução em que, Madeira se tornará Fogo e assim por diante. Isso é inerente ao processo.

           Essas correspondências não são como fórmulas matemáticas. Elas são variáveis. Tudo é, em relação a alguma coisa. Tudo vai depender do ponto de referência. A questão é saber definir em que parte do processo o objeto em questão está.

          O nosso objetivo final com o estudo e aplicação dessas variáveis, seja no Tai Ji Quan (Tai Chi Chuan), no nosso cotidiano ou no nosso caminho espiritual, é alcançar o equilíbrio de cada uma delas com as demais, e, portanto, chegar a unidade.

        “Devemos trabalhar para harmonizar a Água com o Fogo e a Madeira com o Metal, para podermos realizar a verdadeira Terra. Isso é Alquimia”.

           Notamos aqui no texto sobre Tai Ji ou Taiji uma continuidade de nossa teoria dos cinco elementos, com uma pequena alteração do elemento ar para metal. A diferenciação aqui é que vemos os elementos interagindo entre eles, alguns como forças continuas e consecutivas, outros como forças opostas, mas todas se harmonizado e se equilibrando.

       As primeiras referências feitas ao termo TAIJI foram feitas no I-CHING (Livro das Mutações) durante a Dinastia Zhou. TAI JI significa “Supremacia”, “Raridade”, “Extremidade” e é a união dos opostos YIN-YANG, princípios cósmicos de expansão e contração de energia originados do WU CHI (Vazio ou poder desconhecido). Segundo a filosofia Taoísta, suas escrituras explicam a criação do Universo que é a mesma narrada por Cristãos, Hindus, Físicos Teóricos e outras religiões a partir de diferentes perspectivas teóricas e científicas.

           Vejamos então a co-relação dos elementos com animais, partes do corpo humano, etc:

  • Elemento Metal (Ar): Outono, Oeste, Planeta Vênus, Pulmões, Nariz, Intestino Grosso e ao Tigre, além de ser a cor da pureza transcedente e do vazio.
  • Elemento Madeira: Primavera, Leste, Planeta Júpiter, Olhos, Vesícula Biliar e ao Dragão Celestial, além de ser a cor da Esperança, Expansão, Fertilidade, Persistência e Objetividade.
  • Elemento Água, Inverno, Norte, Planeta Mercúrio, Rins, Ouvido, Bexiga e a Tartaruga, além de ser a cor da Intuição, Serenidade, Sinceridade e Realização Espiritual.
  • Elemento Fogo, Verão , Sul, Planeta Marte, Língua, Coração, Intestino Delgado e a Fênix, além de ser a cor da felicidade para os chineses, nobreza, sexualidade, movimento, energia, vitalidade, bandeira chinesa e do sangue.
  • Elemento Terra, Meia Estação (Verão Prolongado), Centro, Planeta Saturno, Boca, Pâncreas , Estômago e Serpente, além de ser a cor da Estabilidade, Equilíbrio, Sinceridade, Fidelidade e uso da razão.

           Elemento água, Inverno, Norte, Planeta Mercúrio, Rins, Ouvido, Bexiga e a Tartaruga, além de ser a cor da busca da luz, Concentração, Criatividade, Relaxamento e Flexibilidade.

Do Tai Ji (Tai Chi) ao Yi Jing (I Ching) – Do Tai Ji à Formação dos 8 Trigramas Básicos

Basicamente, o princípio yang é representado por uma linha cheia, e o princípio yin, por uma linha partida. As linhas yang podem se transformar em yin e as linhas yin podem se transformar em yang.

O termo Yi denomina o estudo destas linhas: quando são aplicáveis e como, e porque ou sob quais circunstâncias se alteram.

Os números ímpares ou yang são normalmente representados por um ponto claro, os números pares ou yin são representados por um ponto escuro . Os pontos claros representam “partes” do poder do Sol. Os escuros representam “partes” de frio ou ausência de Sol.

O Qi Yang do Céu XE “Qi Yang do Céu” \i move-se em espirais de sentido anti-horário XE “anti-horário” \i , caracterizando-se como uma energia descendente, contrátil, que atua do externo para o interno. A sua força é considerada centrípeta XE “centrípeta” \i.

O Qi Yin da Terra XE “Qi Yin da Terra” \i move-se em espirais de sentido horário XE “horário” \i , caracterizando-se como uma energia ascendente, expansiva, que atua do interno para o externo. A sua força é considerada centrífuga.

Entretanto, lembre-se: existe apenas a Energia Una. Se aceitarmos a noção de um Universo unificado, somente poderá existir um único Qi. A energia não pode ser produzida, não pode ser destruída, e nem pode ser separada de si mesma.

É atribuído a Fu Xi o descobrimento dos primeiros princípios entre Yin e Yang, bem como a formação das bases do que futuramente foi denominado de Yi Jing (I Ching). Nasce, a partir desse momento, os estudos dos 8 Trigramas e 64 Hexagramas.

Fu Xi utilizou um código para caracterizar o padrão das forças opostas. Foram elas:

Yao (Linha) Inteira = Yang: representa o Qi do Céu, o princípio Yang, o Sol, o calor, a força centrípeta, o tempo, o masculino, a atividade, o movimento anti-horário, a noção de que a energia Una que se torna contrátil, e se materializa.

Yao (Linha) Partida = Yin: representa o Qi da Terra, o princípio Yin, a Lua, o frio, a força centrífuga, o espaço, o feminino, a passividade, o movimento horário, a noção de que a energia Una se torna expansiva, e se espiritualiza.

        Num primeiro momento, ele identificou 2 níveis de manifestação – as chamadas linhas da Terra (Di) e do Céu (Tian). É exatamente dessa interação energética que surgiu a designação dos 8 principais meridianos da Acupuntura.

           Tao Teh Ching: “Um produz dois, dois produz três, três produz dez mil coisas”.

           Cada Digrama foi associado a Cinco Qualidades do Qi (Wu Xing).

           No domínio das Cinco Transformações – Fogo, Madeira, Metal e Água formam a Terra e as estações.

        A partir do casamento do Céu com a Terra, uma terceira força se manifesta (linha do Homem – Ren), formando os 8 Códigos Primários (Trigramas).

            No domínio dos 8 Trigramas, produção de todos os fenômenos visíveis.

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I CHING

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O I Ching ao meu ver é um desdobramento detalhado do Taiji, lembre-se que partimos de uma força única, que podemos, porque não, chama-la divina, que cria outras duas forças, ou quem sabe, outros dois seres, e apartir de então todos os outros. Não seria errado também confundirmos os seres com as forças, pois como vimos antes, cada ser vivo esta relacionado diretamente com uma força da natureza e o que veremos no texto I Ching, nada mais é do que um maior número de características co-relacionadas com a natureza influenciando no pensamento e na personalidade de cada ser.

O I Ching ou Livro das Mutações, é um texto clássico chinês composto de várias camadas, sobrepostas ao longo do tempo. É um dos mais antigos e um dos únicos textos chineses que chegaram até nossos dias. Ching, significando clássico, foi o nome dado por Confúcio à sua edição dos antigos livros. Antes era chamado apenas I: o ideograma I é traduzido de muitas formas, e no século XX ficou conhecido no ocidente como “mudança” ou “mutação”.

            O “I Ching” pode ser compreendido e estudado tanto como um oráculo quanto como um livro de sabedoria. Na própria China, é alvo do estudo diferenciado realizado por religiosos, eruditos e praticantes da filosofia de vida taoísta.

            As oito figuras que formam o I Ching estão na base da cultura que se desenvolveu na China durante milênios. Para os chineses a ordem do mundo depende de se dar o nome correto às coisas, portanto o significado de “I” sempre foi objeto de discussão.

            Alguns vêem o ideograma I como semelhante ao desenho de um camaleão, representando o movimento (como o lagarto) e a mutação (como o mimetismo do camaleão). Outros afirmam que o ideograma é formado pelo do Sol em cima e o da Lua embaixo, a mutação sendo simbolizada pelo movimento incessante destes astros no céu.

            Para o pensamento chinês, não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação seria o caráter mesmo do mundo. Mas a mutação é, em si mesma, invariável, ela sempre existe. Portanto, “I” significa mutação e não-mutação. Subjaz, à complexidade do universo, uma ‘simplicidade’ que consiste nos princípios que estão por trás de todos os ciclos. Ao fluir com as circunstâncias se evita o atrito e portanto a resistência: esse é o caminho do homem sábio.

            A origem dos 64 hexagramas é atribuída a Fu Hsi, o criador mítico chinês, e até a dinastia Chou eles formavam o I. Os oito trigramas têm nomes não encontrados em chinês, sua origem é pré-literária. O I Ching escapou da grande queima de livros feita pelo tirano Ch’in Shih Huang Ti, no tempo em era considerado um livro de magia e adivinhação, o que levou a escola de magos das dinastias Ch’in e Han a interpretá-lo segundo outras visões A doutrina do yin-yang foi sobreposta ao texto. O sábio Wang Pi veio a resgatá-lo como livro de sabedoria.

Trigrama

            A representação dos oito trigramas desenhados em torno de um mesmo centro é chamado em chinês de Bagua.

            Os trigramas são sequências formadas por três linhas, compostas pela combinação de linhas contínuas ( ____ ) e linhas quebradas ( __ __ ).

            As linhas contínuas representam o Yang (o convexo, a força, o movimento) enquanto as linhas quebradas representam o Yin (o concavo, a fraqueza, a quietude).

            Estas linhas agrupadas em pares originam os quatro bigramas.

            Através da adição de uma linha aos bigramas são constituídos os trigramas, representações básicas dos fenômenos da natureza.

            Os oito Trigramas

Os 8 Trigramas

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乾 qián Céu

: : :

坤 kūn Terra

| : :

震 zhèn Trovão

: | :

坎 kǎn Água

: : |

艮 gèn Montanha

: | |

巽 xùn Vento

| : |

離  Fogo

| | :

兌 duì Lago

Esta tabela foi construída com os trigramas desenhados na vertical, o mais usual é representá-los na horizontal, considerar a linha mais à esquerda como linha inferior

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A representação vertical dos trigramas torna mais aparente o motivo pelo qual podem ser lidos também como representações numéricas pertencentes a um Sistemabinário. Assim, se tomarmos o “1” como representação do Yang e o “0” como representação do Yin, o trigrama da Terra poderia ser escrito como “000” e o do Céu como “111”. 

Descrição de cada Trigrama

Trigrama

Ideograma
Pinyin

Imagem natural

Qualidades

Outras imagens

Qián

O Céu

Criatividade, força,
iniciativa

O Criativo, o cavalo (bom, velho, magro, selvagem), o pai, a cabeça, o redondo, o príncipe, o jade, o metal, o frio glacial, o vermelho escuro, um fruto…

Kūn

A Terra

Disponibilidade, adaptabilidade,
referência, senhor de si

O receptivo, o búfalo, a mãe, o ventre, um étoffe, um caldeirão, a economia, a igualdade, o velho com o búfalo, um grande char, a multidão, o tronco, o sol noir parmi les autres…

Zhèn

O Trovão

Impulsão, mudança de rota,

O Incitar, o dragão, o 1º filho, o pé, o amarelo escuro, uma grande rue, un roseau ou un jonc…

Kǎn

A Água

Profundidade, resiliência,

O Insondável, o porco, o 2º filho, a orelha, les fosses, les pièges, o arco e a flecha, o sangue, o vermelho, a lua, a madeira firme com muitas marcas…

Gèn

A Montanha

Rigor, coesão,
calma, solidez

A Imobilidade, o cão, o filho mais jovem (3º), o caminho tortuoso, as pedras, as portas, os frutos, as sementes, a madeira firme e nova…

Xùn

O Vento,
A Madeira

Penetração, submissão,
interiorização

A Suavidade, o galo, a 1ª filha, les cuisses, le corbeau, o trabalho, o branco, o longo, o alto, o indeciso…

Li

O Fogo

Clareza, lucidez,
vivacidade

O Aderir, a fênix, a 2ª filha, o olho, o brilhante, o escudo e a armadura, a lança e os braços, la sècheresse, a tartaruga (la tortue), o caranguejo (le crabe), o escargot (caracol), a árvore ressecada no alto…

Duì

O Lago

Expressividade e comunicativo,
alegria, vivacidade

A Alegria, o carneiro (le mouton), a filha mais jovem (3ª), a boca (e a língua), a feiticeira, ecraser briser en morceau, a vizinha(la voisine), o sol duro e sallé…

Tabela dos 64 Hexagramas

Trigrama
superior →
inferior ↓

 qián
Céu

 zhèn
Trovão

 kǎn
Água

 gèn
Montanha

 kūn
Terra

 xùn
Vento

 
Fogo

 duì
Lago

 qián
Céu

1

34

5

26

11

09

14

43

 zhèn
Trovão

25

51

3

27

24

42

21

17

 kǎn
Água

6

40

29

4

7

59

64

47

 gèn
Montanha

33

62

39

52

15

53

56

31

 kūn
Terra

12

16

8

23

2

20

35

45

 xùn
Vento

44

32

48

18

46

57

50

28

 
Fogo

13

55

63

22

36

37

30

49

 duì
Lago

10

54

60

41

19

61

38

58

Lista dos nomes dos 64 Hexagramas

Esta é a tradução para o português dos nomes atribuídos aos 64 hexagramas do I Ching:

01.qián                  O Criativo

02.kūn                   O Receptivo

03.zhūn                  A Dificuldade Inicial

04.mēng                A Insensatez Juvenil

05.                     A Espera

06.sòng                  O Conflito

07.shī                     O Exército

08.                      A Solidariedade (A União)

09.xiǎo chù            O Poder de Domar do Pequeno

10.                      A Trilha (A Conduta)

11.tài                     A Paz

12.                      A Estagnação

13.tóng rén            A Comunidade com os Homens

14.dà yǒu              Grandes Posses

15.qiān                  A Humildade (Modéstia)

16.                     O Entusiasmo

17.suí                     O Seguir

18.                     O Trabalho sobre o Deteriorado (O Trabalho sobre o Corrompido)

19.lín                     A Aproximação

20.guān                 A Contemplação

21.shì kè                O Morder

22.                      A Graciosidade (Beleza)

23.                     A Desintegração

24.                      O Retorno (O Ponto de Mutação)

25.wú wàng           A Inocência

26.dà chù              O Poder de Domar do Grande

27.                      O Prover Alimento (As Bordas da Boca)

28. dàguò              A Preponderância do Grande

29.kǎn                   O Abismal (A Água; O Insondável)

30.                       O Aderir (O Fogo)

31.xián                  A Influência (O Cortejar)

32.héng                 A Duração

33.dùn                   A Retirada

34.dà zhuàng         O Poder do Grande

35.jìn                     O Progresso

36.míng yí             O Obscurecimento da Luz

37.jiā rén               A Família

38.kuí                    A Oposição

39.jiǎn                   O Obstáculo (A Obstrução)

40.jiě                     A Liberação

41.sǔn                    A Diminuição

42.                      O Aumento

43.guài                  A Determinação (O Irromper)

44.gòu                   Vir ao Encontro

45.cuì                    A Reunião

46.shēng                A Ascensão

47.kùn                   A Opressão (A Exaustão)

48.jǐng                   O Poço

49.                     A Revolução

50.dǐng                  O Caldeirão

51.zhèn                  O Incitar (A Comoção; O Trovão)

52.gèn                   A Quietude (A Montanha)

53.jiàn                   O Desenvolvimento (O Progresso Gradual)

54.guī mèi             A Jovem que se Casa

55.fēng                  A Abundância (A Plenitude)

56.                      O Viajante

57. xùn                  A Suavidade (O Penetrante; O Vento)

58.duì                    A Alegria (O Lago)

59.huàn                 A Dispersão (A Dissolução)

60. jié                    A Limitação

61.zhōng fú            A Verdade Interior

62.xiǎo guò           A Preponderância do Pequeno

63.jì jì                    Após a Conclusão

64.wèi jì                 Antes da Conclusão

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OS CINCO SENTIDOS

            Do ponto de vista da biologia e ciências cognitivas, os seres vivos são dotado de cinco sentidos (capacidades) que lhe possibilita interagir com o mundo exterior (pessoas, objetos, luzes, fenômenos climáticos, cheiros, sabores, etc.), perceber e reconhecer outros organismos e as características do meio ambiente em que se encontram. Através de determinados órgãos do corpo humano, são enviadas ao cérebro as sensações, utilizando uma rede de neurônios que fazem parte do sistema nervoso. O adjetivo correspondente aos sentidos é sensorial.

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            Os animais normalmente têm órgãos especializados para essas funções. No Humano, são geralmente considerados cinco sentidos e os órgãos onde residem:

  • A visão reside na retina, é a capacidade de visualizar objetos e pessoas. O olho capta a imagem e envia para o cérebro, para que este faça o reconhecimento e interpretação;
  • A audição reside na cóclea, no ouvido interno, é a capacidade de ouvir os sons (vozes, ruídos, barulhos, músicas) provenientes do mundo exterior. O ouvido capta as ondas sonoras e as envia para que o cérebro faça a interpretação daquele som;
  • O paladar reside nas papilas gustativas da língua, Este sentido (capacidade) permite ao ser humano sentir o gosto (sabor) dos alimentos e bebidas. Na superfície de nossas línguas existem milhares de papilas gustativas. São elas que captam o sabor dos alimentos e enviam as informações ao cérebro, através de milhões de neurônios;
  • O tato reside nos terminais nervosos da pele, É o sentido que permite ao ser humano sentir o mundo exterior através do contato com a pele. Abaixo da pele humana existem neurônios sensoriais. Quando a informação chega ao cérebro, uma reação pode ser tomada de acordo com a necessidade ou vontade;
  • O olfato reside na pituitária, dentro do nariz, Sentido relacionado à capacidade de sentir o cheiro das coisas. O nariz humano possui a capacidade de captar os odores do meio externo. Estes cheiros são enviados ao cérebro que efetua a interpretação.

Visão

            “Visão constitui um dos cinco sentidos, nos permite enxergar as belezas e as diversidades do mundo. É uma percepção muito importante para os seres vivos em especial para o homem, pois é através dela que podemos distinguir as coisas através de imagens, podemos guardar as feições de uma pessoa na memória, entre outras.

            Há diferenças no tipo de visão entre os animais, cada um com suas peculiaridades. A visão humana é super complexa, pois há partes específicas para detectar a luz e partes para detectar as imagens e interpretá-las. A visão humana é composta pelos olhos, os quais possuem em seu interior a retina, essa por sua vez é composta por cones e bastonetes, locais onde são realizados os primeiros passos para o processo perceptivo. Os dados visuais são transmitidos pela retina, por meio do nervo óptico e do núcleo geniculado lateral, para o córtex cerebral. É no cérebro que ocorre o processo de análise e interpretação que nos permitirá reconstruir as distâncias, movimentos, cores e formas de objetos, animais, pessoas, entre outros.”

Eliene Percília 

             A visão ativa ocorre progressivamente. No momento da visão, partículas luminosas, denominadas fótons viajam do objeto até o olho e passam pelo cristalino onde são refratados e focados na retina, no fundo do olho. Aqui, os raios luminosos são transformados em sinais elétricos e transmitidos por neurônios até o centro da visão na parte posterior do cérebro.

             A radiação eletromagnética, gerada por uma fonte natural ou artificial de luz e refletidas pelo ambiente estão percorrendo o espaço até o seu olho, entrando em sua retina e sendo transformadas em impulsos elétricos que percorrem seus neurônios até o ponto o seu cérebro onde as diferentes freqüências de luz que se transformaram em diferentes freqüências de impulsos elétricos em seu cérebro, que os interpreta como cores.

             Podemos notar aqui uma relação entre a visão e o Elemento Fogo (luz), é ele que através dos olhos fazem a conexão com o mundo externo, enviando as informações para o cérebro onde tudo é processado

Audição

             “A audição é um dos cinco sentidos básicos cuja função é captar os sons existentes no meio em que vivemos e enviá-los ao córtex cerebral. Os sons ou barulhos são originados pelas ondas sonoras liberadas no ar sofrendo compressão e descompressão. Devido às diferenças na freqüência de cada onda sonora ouvimos diferentes sons.

            A orelha é um órgão sensível que capta as ondas sonoras para que nosso organismo inicie o processo de percepção e interpretação do som. Ao entrar pelo canal auditivo as ondas sonoras fazem com que ocorram vibrações nos tímpanos (membrana timpânica) que é uma pele fina e rígida que divide o canal auditivo e o ouvido médio. Os tímpanos também são os únicos elementos sensitivos do ouvido já que os outros elementos apenas repassam as informações interpretadas por ele.

            O ouvido médio, juntamente com a garganta, controla a pressão do ar que chega aos tímpanos fazendo com que esse consiga se movimentar para frente e para traz. O ouvido médio e a garganta são ligados pela tuba auditiva ou trompa de Eustáquio e ao receberem o ar esses o liberam para os tímpanos fazendo com que a pressão do ar seja igual. Após esse procedimento as ondas sonoras passam a ser levadas ao córtex cerebral pela cóclea, tubo ósseo cheio de líquido que são empurrados pelos ossículos.

            Os ossículos do ouvido interno são três pequenos ossos alinhados que fazem ligação do ouvido interno com os tímpanos, os ossos martelo, bigorna e estribo. Esses ligados entre si se movimentam de acordo com a pressão do ar recebida no tímpano agindo como ampliadores de força.

            Na cóclea, se localiza o órgão de Corti, local cheio de células ciliares que se movem a partir da força enérgica enviando um impulso elétrico ao nervo da cóclea. O nervo da cóclea envia os impulsos ao córtex cerebral para ser interpretado determinando o tom de cada som.”

 Por Gabriela Cabral

            As vibrações das moléculas de ar viajam até os seus ouvidos, que por sua vez, utilizando mecanismos internos do aparelho auditivo, transforma estas vibrações em impulsos elétricos que novamente percorrem os neurônios em seu cérebro até a parte do cérebro que interpreta estes impulsos como sons.

             E assim é o mesmo para os outros sentidos, que no final das contas serão sinais elétricos interpretados em seu cérebro.

             O Sentido da audição já é algo mais ligado ao Elemento Ar, pois é através dele que nos é trazido até os ouvidos as ondas sonoras

Paladar

             “O paladar é um sentido dos organismos animais, induzindo à percepção do sabor, o gosto das substâncias que compõem normalmente o hábito alimentar de um determinado animal.

            Essa capacidade ocorre devido à existência de diferentes tipos de células sensoriais, denominadas papilas gustativas, situadas ao longo da língua (órgão muscular posicionado na parte ventral da boca), em regiões específicas.

            As papilas captam quimicamente as características do alimento, transmitindo a informação através de impulsos nervosos até o cérebro, que codifica a informação, permitindo identificar os quatro sabores básicos: azedo, amargo, doce e salgado.

            Esse sentido está intrinsecamente associado ao olfato (cheiro) e à visão, em conseqüência da mediação realizada por epitélios portadores de células quimiorreceptoras especializadas que estão localizadas entre a cavidade nasal e o palato, bem como os fotorreceptores visuais que estimulam a degustação.”

Krukemberghe Fonseca

             O sentido do paladar já tem uma conexão direta com o Elemento Terra, pois está ligado a nossa alimentação e a sensação de sabores. Através deste sentido é que temos o prazer de degustar um alimento de forma prazerosa, assim ingerimos o que vem da terra, seja ele animal ou vegetal.

Tato

             O sentido do tato não se encontra em uma região específica, pois todas as regiões do organismo possuem mecanorreceptores responsáveis pela percepção do toque, termoceptores responsáveis pela percepção do frio e do calor e terminações nervosas livres responsáveis pela percepção da dor que muda apenas de intensidade.

            Os mecanorreceptores são divididos em Corpúsculos de Pacini, responsáveis pela percepção da pressão; Corpúsculos de Meissner e Discos de Merkel, responsáveis pelas movimentações leves; e Corpúsculos de Ruffini, responsável pela percepção de distensões na pele.

            Os termoceptores reagem de acordo com a temperatura externa, ou seja, os receptores para o frio são estimulados quando a temperatura externa é fria e os receptores para o calor são estimulados quando a temperatura externa é quente. As terminações nervosas livres reagem a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.

            Há também corpúsculos em regiões mais profundas que são responsáveis pela percepção de pressões fortes e vibrações. São eles os lábios, papilas mamárias, clitóris e o pênis.

Por Gabriela Cabral

             Você agora está sentado em uma cadeira, e as partes de seu corpo que estão em “contato” com a cadeira, estão interagindo as a energia dos átomos da cadeira, que estão repelindo os átomos do seu corpo. Esta interação é transportada, pelos seus nervos em forma de impulsos elétricos até o seu cérebro que interpreta a sensação de toque ou tato e “sente” as partes do seu corpo que estão em contato com a cadeira.

             O sentido do tato é o único que se relaciona com todos os elementos. Através do tato podemos interagir com a terra, água, ar, fogo e madeira.

Olfato

             O olfato é um dos cinco sentidos básicos originado por estímulos do epitélio olfativo que se encontra nas cavidades nasais. Esse é o único sentido diretamente ligado às emoções e ao depósito de memórias. O epitélio olfativo abriga aproximadamente 20 milhões de células sensoriais onde cada célula possui seis pêlos sensoriais também conhecidos como cílios. É bastante sensível, basta pequenas quantidades de moléculas para estimulá-lo, mas só consegue perceber um cheiro a cada vez.

            O órgão olfativo é a mucosa amarela que reveste a camada superior das fossas nasais. É rica em limitações nervosas que ao entrar em contato com as moléculas dissolve-as pelo muco e penetra pelo órgão olfativo alcançando os prolongamentos sensoriais. Tal reação promove impulsos nervosos nas células olfativas atingindo os axônios. Formam-se a partir de um espessamento epidérmico no crânio. A mucosa vermelha rica em vasos sanguíneos abriga as glândulas responsáveis por isolar o muco, deixando o nariz úmido.

            Cada receptor olfativo, ou seja, os nervos receptores que captam as moléculas de odor são codificados por um gene específico e o mau funcionamento desses ou algum dano provocado por uma lesão pode impedir que um indivíduo sinta o cheiro de algo específico. Dentre as disfunções provocadas nos órgãos olfativos podemos destacar a anosmia que é a perda total ou parcial do olfato, cacosmia que é a percepção de odores desagradáveis de forma alucinógena, fantosmia que é a percepção de odores desagradáveis ou não sem que haja estímulos, hiperosmia que é a percepção exagerada e anormal do olfato e ainda parosmia que é a perversão do olfato.

Por Gabriela Cabral

             O olfato é um sentido ligado diretamente ao elemento ar, que conduz e transmite as sensações olfativas.

             O Cérebro é um órgão que talvez tenha relação direta com nosso espírito, alma ou chakara, seja lá qual nome você tenha crença, é ele quem interpreta uma informação, mas de fato, ele nunca terá o contato direto com a coisa “real”, já que ele (o cérebro) está condenado a viver em uma caixa escura durante toda a vida. Ele não pode ter acesso a realidade que está a sua frente. Tudo o que ele pode fazer é interpretar uma informação que chegou até ele e deduzir que a coisa é isso mesmo, como ele as interpreta.

            Na verdade nunca teremos acesso ao mundo real, sempre teremos o que teremos sempre serão meras interpretações enviadas pelos cinco sentidos, ou seja, informações que chegam ao seu cérebro. Tudo o que você vê, está sendo formado dentro do seu cérebro e você não está vendo a realidade com talvez ela seja, o que você está vendo agora, é uma imagem formada dentro do seu cérebro. Nós só conhecemos o mundo exterior apenas da forma que nos é apresentado pelos nossos cinco sentidos.

             A luz que você “vê” agora, de fato não está chegando até o seu cérebro, pois este está protegido em uma caixa escura (O seu crânio) e assim será até o último de seus dias.

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VITRÚVIU, O HOMEM E A ARQUITETURA

            No Renascimento, os ensinamentos de Vitrúvio passam novamente a ganhar grande importância. É nessa época que os seus livros são traduzidos para a língua italiana. Os dados antropométricos apresentados por ele, são desenhados por Leonardo Da Vinci (± em 1490) no seu célebre trabalho “L’Uomo di Vitruvio” (O Homem de Vitrúvio).

            Nessa referida ilustração são apresentadas as teorias de Vitrúvio. Um dos exemplos é colocar um homem com os braços e mãos bem estendidos. A medida obtida entre uma mão até a outra é equivalente à medida da sua altura. Coisa simples! Mas é com isto que Vitrúvio demonstra a proporcionalidade entre as partes do corpo do homem e chama a atenção para o entendimento de projetar as edificações a partir do mesmo princípio. As diferentes partes do corpo do homem formam um interessante conjunto de proporções que cabem em um círculo, bem como em um quadrado. Para Vitrúvio a arquitetura deveria seguir o mesmo entendimento de ter a proporcionalidade das partes para completar o todo harmoniosamente, pois as partes formam o todo. Para ele a composição dos “recintos dos deuses imortais”, ou seja: os templos, depende da proporção. Para ele “nenhum templo pode ser bem composto sem que se considere alguma proporção ou semelhança, a não ser que tenha exatas proporções, como as dos membros segundo uma figura humana bem constituída”.

Homem Vitruviano (desenho de Leonardo da Vinci)

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Da_Vinci_Vitruve_Luc_Viatour.jpg

 Homem Vitruviano – Leonardo da Vinci, 1490 – Lápis e tinta sobre papel – 34 × 24 cm –Gallerie dell’Accademia –  seu célebre trabalho “L’Uomo di Vitruvio” (O Homem de Vitrúvio).

             O Homem Vitruviano é um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado. A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. Às vezes, o desenho e o texto são chamados de Cânone das Proporções.

             O desenho atualmente faz parte da colecção/coleção da Gallerie dell’Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália.

            Examinando o desenho, pode ser notado que a combinação das posições dos braços e pernas formam quatro posturas diferentes. As posições com os braços em cruz e os pés são inscritas juntas no quadrado. Por outro lado, a posição superior dos braços e das pernas é inscrita no círculo. Isto ilustra o princípio que na mudança entre as duas posições, o centro aparente da figura parece se mover, mas de fato o umbigo da figura, que é o verdadeiro centro de gravidade, permanece imóvel.

            O Homem Vitruviano é baseado numa famosa passagem do arquiteto/arquiteto romano Marcus Vitruvius Pollio na sua série de dez livros intitulados de De Architectura, um tratado de arquitetura em que, no terceiro livro, ele descreve as proporções do corpo humano:

  • Um palmo é a largura de quatro dedos;
  • Um pé é a largura de quatro palmos;
  • Um antebraço ou cúbito é a largura de seis palmos;
  • A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos);
  • Um passo é quatro antebraços;
  • A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele;
  • A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem;
  • A distância do topo da cabeça para o fundo do queixo é um oitavo da altura de um homem;
  • A distância do nascimento do cabelo para o topo do peito é um sétimo da altura de um homem;
  • A distância do topo da cabeça para os mamilos é um quarto da altura de um homem;
  • A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem;
  • A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem;
  • A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem;
  • O comprimento da mão é um décimo da altura de um homem;
  • A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face;
  • A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face;
  • A altura da orelha é um terço da longitude da face.

             Vitrúvio já havia tentado encaixar as proporções do corpo humano dentro da figura de um quadrado e um círculo, mas suas tentativas ficaram imperfeitas. Foi apenas com Leonardo que o encaixe saiu corretamente perfeito dentro dos padrões matemáticos esperados.

            O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano.

            O desenho também é considerado frequentemente como um símbolo da simetria básica do corpo humano e, para extensão, para o universo como um todo. É interessante observar que a área total do círculo é idêntica ‘a área total do quadrado e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (=1,618).

Proporção áurea

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            A Proporção áurea ou Número de Ouro ou Número Áureo é uma constante transcendente assim chamada por ser um número da categoria transcendente. Número tal, que há muito tempo é empregada na arte. Também é chamada de: razão áurea, razão de ouro, divina proporção, proporção em extrema razão, divisão de extrema razão.

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Muito freqüente é a sua utilização em pinturas renascentistas. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi, como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, em exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo),ate na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo , e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.

            Justamente por estar envolvida no crescimento, este número se torna tão freqüente. E justamente por haver esta freqüência, o número de ouro ganhou um status de “quase mágico”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar deste status, o número de ouro é apenas o que é devido a natureza em que está: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo.

            Como é um número extraído da seqüência de Fibonacci, representa diretamente uma constante de crescimento.

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            O número áureo é retirado da proporção desta sucessão numérica e, como outras constantes, pode ser aplicada. E o foi em obras como O Nascimento de Vênus, quadro de Botticelli, em que Afrodite está na proporção áurea. Esta proporção estaria ali aplicada pelo motivo do autor representar a perfeição da beleza.

              Na história da arte renascentista a perfeição da beleza em quadros foi bastante
explorada em base desta constante.

Proporção áurea em retângulos

            Phi, tem este nome em homenagem ao arquiteto grego Phidias, construtor do Partenon e que utilizou o número de ouro em muitas de suas obras. Algumas correntes místicas acreditam que objetos cujas dimensões sejam relacionadas a Phi, harmonizam-se com a glândula pineal, o que provocaria ou estimularia uma sensação de beleza e harmonia no ser humano. O homem sempre tentou alcançar a perfeição seja nas pinturas, nos projetos arquitetônicos ou até nas músicas. A partir daí os gregos criaram o retângulo dourado. Trata-se do retângulo no qual a proporção entre o comprimento e a largura é aproximadamente o número Phi, ou seja, 1,618. Assim eles fizeram o Pathernon e muitos outros edifícios.

              O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci. As idéias de proporção e simetria aplicadas à concepção da beleza humana. Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides. Por exemplo, cada bloco da pirâmide era 1,618 vezes maior que o bloco do nivel a cima. As câmaras no interior das pirâmides também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1,618 vezes maior que as larguras.

Atualmente essa proporção ainda é muito usada. Ao padronizar internacionalmente algumas medidas usadas em nosso dia a dia, os projetistas procuraram “respeitar” a proporção divina. Por exemplo, meça o comprimento de seu cartão de crédito e divida pela sua largura. Você irá encontrar um número próximo de 1,618. É claro que existirão erros devido às milimétricas variações entre os diferentes fabricantes e a imprecisão da medida de um régua convencional.

Proporções áureas em uma mão

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            Mas por que esse número é tão apreciado por artistas, arquitetos, projetistas e músicos? Porque a proporção aurea, como o nome sugere, está presente na natureza, no corpo humano e no universo. A proporção entre abelhas fêmeas e machos em qualquer colmeia é 1,618. A proporção com que o raio do interior da concha de um caramujo cresce é de 1,618. A proporção entre a medida do seu ombro à ponta do seu dedo e a medida do seu cotovelo à ponta do seu dedo também é de 1,618. Bem como a medida do seu quadril ao chão em relação à medida do seu joelho ao chão. Essas proporções anatômicas foram bem representadas pelo “Homem Vitruviano”, obra de Leonardo Da Vinci.

Expansão decimal

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            O valor da proporção áurea pode ser descoberto facilmente numa calculadora pelas expressão:

            Agora você pode dizer: ta e daí qual a relação disso tudo?

Então vamos por partes juntar os itens de nosso quebra cabeças. Bom segundo os textos anteriores

“(…)É interessante observar que a área total do círculo é idêntica ‘a área total do quadrado e este desenho pode ser considerado um algoritmo matemático para calcular o valor do número irracional phi (=1,618).”

“(…)Apesar deste status, o número de ouro é apenas o que é devido a natureza em que está: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. Como é um número extraído da seqüência de Fibonacci, representa diretamente uma constante de crescimento.”

“(…)Esta figura apresenta o numero áureo como um padrão, e isso lhe da beleza e perfeição. E acontece de os três primeiros dias da criação estarem em versículos que marcam uma serie de “Fibonacci”, que tem razão de crescimento o numero áureo.(…)”

“A série de Fibonacci é uma seqüência na qual um número qualquer da série é a soma dos dois anteriores e onde a razão entre dois números consecutivos da série é igual a uma constante universal.”

Aqui algumas das ligação lógica já encontradas nos textos anteriores: Homem Vitruviano > Número Phi > Série Fibonacci > Os Cinco Elementos. Posteriormente estaremos fazendo mais detalhamentos sobre estas relações demonstrando que nada existe e acontece por acaso.

*voltar ao indice*

 

 

 

 

5 Comentários

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  1. leandro nascimento da silva

    Leandro:achei interessantissimo o assunto,gosto da simbologia todas as vezes que vejo um simbolo ou uma logomarca logo inicio o estudo para interpretaçao do mesmo.

  2. bia

    Conhecimento e muita sabedoria

  3. Maurício Oliveira

    Ótimo estudo. Obrigado

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